Muito prazer, dona Gentileza…

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Gosto de compartilhar o que suspeito que só aconteça comigo. Carrego um quê de paranóia que às vezes me faz pensar que sou perseguida por algum tipo de espírito brincalhão (não coloquem a culpa nos duendes. Eu deixei o pote de ouro lá no fim do arco-íris) que vira-e-mexe me prega uma peça e me faz parar pra pensar: por que comigo, meu deus?!

 

Pois ultimamente tenho prestado mais atenção e, apesar de lembrar direitinho de todos os episódios em que a Lady Murphy (reproduzindo a genial sacada da propaganda de TV) apareceu na minha vida, fui apresentada a uma senhorinha muito simpática: a dona Gentileza.

 

Foi ela que, em forma de vendedora, me ajudou a recolher os 23 folhetos sobre projetos de sustentabilidade que derrubei no meio de uma grande loja de roupas, enquanto segurava uma bolsa gigante, um sobretudo e uma bota novinha ainda dentro da caixa e sacola. Aliás, tão sorrateiramente a moça surgiu que pareceu ter saído de baixo dos folhetos.

 

Dona Gentileza também encarnou num rapaz muito simpático (e bem delicado) enquanto eu esperava o farol da Av. Paulista abrir, ao dizer: “Parabéns, você é muito bonita!”, quando eu usava minha saia verde delicadamente salpicada de lantejoulas transparentes, uma regata branca e um scarpin menta cujo salto me deixa 10cm mais alta. Claro que só alguém – digamos – muito sensível reconheceria a intenção da minha produção naquele dia de calor (é, pessoal, faz um tempo. E eu estava uns 4kg mais magra, mas o elogio ecoa na minha mente até hoje).

 

Ah! Dona Gentileza também se manifestou na pele, barba e cabelo desgrenhado de um senhor de meia-idade que, ao me ver espirrar no meio da rua, soltou um: “Saúde, moça!”. Hoje, em participação especial, surgiu na voz de uma colega de trabalho ao me oferecer um pedaço de queijo fresco enquanto eu buscava desesperadamente na cestinha da copa lá do trabalho uma manteiga Vigor com sal, e não o que a gente costuma chamar de “sebinho da Leco”.

 

Ainda hoje, no trabalho, depois de três dias de puro teste da minha santa paciência, recebi um telefonema. Preparada para dizer: ”Sim, claro. Eu entendo. Fica tranqüila que eu arrumo. Sim, entendo. Fulano sugeriu que ‘porém’ pode ser substituído por ‘mas’. Não tem problema. Sim, claro. O que eu puder fazer. Claro. Conte comigo”. (ZZZZZzzzzZZZZZZZZZzzzzzz). Atendi o telefone e apenas tive que dizer, meio sem-graça e envergonhada de mim mesma por ter duvidado da intenção da colega: “Oba! Vocês gostaram mesmo!?! Nada pra mudar?! Sério!? Que bom! Muito obrigada! Conte comigo, sim! Claro!”. J 

 

Ah, essa dona Gentileza…muito mais simpática e imprevisível que a sarcástica e planejada Lady Murphy. Até porque essa coisa de gringo chegar aqui botando banca na gente, não tá com nada. Muito prazer, dona Gentileza! E, dona Lady, olha aqui, por mim, você só fica lá na propaganda, tá?

Por Má-Má.

 .Lady Murphy x Dona Gentileza. toma essa, Lady. se ferrou de verde e amarelo. com a Dona Gentileza não tem pra ninguém!.

 

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Uma resposta »

  1. KKKKKKK

    Mto bom, Mamá!
    A dona Gentileza estava no nosso vídeo do Mike Reboque as Pimentinhas, não estava? hihihi… era o papel da Rafa!

    besos e saudade!!!!!

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