Arquivo da tag: .deixa eu ver o copo meio vazio?.

Um brinde à… birra!

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Se eu fosse falar da birra tal como a conheço hoje, seria coisa boa. Isso porque em terras catalãs, a birra é gelada, amarguinha e pode ser loira, morena, ruiva, encorpada, levinha… e não, não é nenhuma chica! É a breja mesmo. E, botando as birras que conheço lado a lado, ganha a daqui, claro.

A birra que eu sempre conheci – e infelizmente às vezes não pude evitar – é feia. É infantil, muito desagradável pra quem sente (como uma breja ruim) e deveria ser proibida para maiores de 18 anos.

Mas não é. E eu, que já tô mais pros 30 que pros 20, me pego outra vez birrentinha. Mas que horror! Não dá pra jogar essa birra pelo ralo como o golinho da morte que sobra na lata de cerveja? Não.

A birra nunca é de graça. Eu juro que tento evitá-la. Mas por que é tão difícil? Poxa, é só buscar outra no supermercado, provar uma belga, deixá-la descansando ali no copo até ela perder o gás, não? Também não. O problema da birra é que ela é indigesta, é uma ressaquinha que não deixa você esquecer que muita birra já desceu quadrada pela garganta.

Tá aí o problema e a solução. O segredo é não tragar tanto. É não insistir na cerveja ruim, caramba. É não aceitar nem um gole de gente indigesta. Gente indigesta. Gente que merece um tijolo na testa. É dizer um eventual “não”. É se esforçar pra soltar um “não, obrigado”…e correr pro bar mais próximo à procura da birra boa. Aposto que ela ajuda a esquecer a má por um tempinho!

Por Má-Má.

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e se for birra coletiva, melhor ainda!

O que te move?

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Dependendo da pessoa para quem você perguntasse, poderia ouvir: “Ora, pois! Seus pés!”. Não, não estou fazendo piadas etnocentristas, garanto. Quase isso aconteceu de verdade com uma pessoa que não riu na cara de quem disse porque é incapaz de ofender alguém. E também porque quem disse não estava em nenhum momento ironizando, mas racionalizando (a não-novidade aqui é que, sim, foi em Portugal). O que nos leva à resposta da pergunta desse post: o que nos move? Certeza que razão é que não é. Também te garanto; porque uma professora da cabeça muito inteligente me falou. Mas não só por isso; porque é fato que o que nos move a fazer piadinhas bobas, rir delas, ofender-se ou simplesmente ignorá-las são as benditas emoções.

Ok. Nem sempre tão benditas, mas abençoadas, vai. Quem aqui nunca teve vontade de maldizer até a última geração de determinada emoção? De jogar na cara do primeiro hormoninho que foi liberado para que ela fosse sentida o quanto ele é odiado? De interromper o primeiro passo do processo cognitivo que nos levou a não gostar de algo que sentimos? (A explicação mais profunda disso eu ouvirei da minha professora da cabeça inteligente na próxima aula). Mais do que isso, quem aqui preferia não sentir nada do que sentir algo ruim? Eu, definitivamente, não faço parte desse grupo. Porque sinto… às vezes até demais, às vezes, só sinto muito. Mas sempre com intensidade. E isso é mais do que ter vontade de viver. É já estar vivo.

Enquanto isso, a tal da razão, que adora brincar de esconde-esconde, ri de mim, se diverte às minhas custas, porque sua capa da invisibilidade (sim, eu continuo me esforçando para não deixar os trouxas me chatearem) dá um baile nas minhas lentes corretivas de miopia, que definitivamente não têm o poder do raio-X.

O lado bom de tudo isso é que mover-se, mesmo sem sair do lugar, é bastante especial, não? Pois então bendiguemos as emoções, ainda que às vezes não saibamos muito bem como lidar com elas. Não dá para ser perfeito. E a dona razão estará sempre por perto para soltar uma risadinha irônica quando você achar que vai perder a linha por não encontrá-la. Nessa hora, sim, eu tento agarrá-la com força. Se for preciso, perco algumas horas de sono tentando convencê-la a ficar comigo, a segurar minha mão e a dizer que vai ficar tudo bem, meu bem. O que não perco é a chance de sentir, na esperança de que, com o tempo e a diversidade de emoções, elas se tranqüilizem, se convençam de que cada uma tem seu lugar cativo, estarão eternamente coladas no meu coração, mesmo quando eu sinto que ele virou um vermelho balão, e está rolando e sangrando, chutado pelo chão.

Por Má-Má (às vezes, toda errada, mas sempre com as melhores das intenções, ops, emoções).

Para quem curte mover-se no mode [extreme], um clássico:

Ssshhh(?)

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Eu amo o silêncio. Por isso valorizo meus protetores auriculares a ponto de – veja a contradição – gritar para perguntar onde eles estão. No trabalho, fico o dia inteiro com o fone no ouvido porque amo música, mas amo mais o isolamento que ele me proporciona de todos os papos chatos que rolam pelos corredores do escritório. E, pior, que acontecem sempre às minhas costas (literalmente, porque sento de costas pros tais corredores).

Acontece que só gosto do silêncio quando eu escolho ouvi-lo. Como daquela vez em que – numa ousadia rara – subi com a Carrô e a Sis quase mil metros de altura por uma trilha para chegar ao topo da Pedra do Baú. Apesar do vento forte (e da chuva congelante) judiando de mim, poucos silêncios foram tão bons quanto o que ouvi naquele lugar. Era o meu silêncio. Teve também aquele que, diante de milhões de anos materializados em geleira na Patagônia, quase no fim do mundo, só era interrompido por vontade da natureza, que nem precisava pedir a atenção de ninguém pra ser ouvida.

O chato é quando eu espero que o vento sussurre no meu ouvido, ou quero me sentir no meio da bagunça da Lapa carioca até entrar no mesmo buraco lugar da noite anterior ou simplesmente retomar aquela conversa animada de mesa de bar sobre a vida, o universo e tudo mais… mas só o que ouço são os irritantes grilinhos que não têm nada a me dizer.

Cri-cri.

Cri-cri.

A bola de feno rooooola quando, na real, esse lugar nem é pequeno demais e eu adoraria estar de novo com uma Heineken trincando na minha mão, imaginando por que raios eu ainda não tenho um twitter.

É chato porque não é o silêncio de um abraço, quando você acha que vai explodir de tanto que gostaria de falar, mas não sabe por onde começar. O silêncio de uma despedida ou de uma chegada ou aquele de fim de qualquer coisa… de um jogo que seu time perdeu, de um relacionamento que terminou, da bronca que você acabou de levar. Enfim, aquele que você não quer manifestar em som porque simplesmente… não precisa.

O celular não funcionou? O filtro de SPAM do e-mail é retardado? A programação não era suficientemente atrativa? Ou o silêncio representa exatamente o que a situação toda significa e isto é nada?

Eu já falei demais nessa vida. Mas também já falei muito de menos. Mais de menos do que de mais, aliás. E isso nem sempre me levou a boas conclusões, a bons finais… a bons silêncios.

E, do silêncio musical que estou ouvindo enquanto escrevo esse post, a única frase que eu absorvi da música que está tocando foi: “I’ll just keep it to myself“. Sério. Que ironia! Falta saber se é mesmo pra eu manter comigo ou se preciso de mais sinais de que, se só eu ouvir o que tenho a dizer, este será mais um silêncio na minha coleção.

Por Má-Má.

O caldeirão, fervendo, vai entrar em…

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Erupção? Não. Colapso nervoso. E não é por aversão ao ritmo da música nem pela lembrança claríssima de férias de verão 2003/2004 na Praia Grande que vem à minha cabeça.

Durante as últimas semanas, venho pensando no que eu poderia fazer para evitar que a tampa da minha panelinha voe no momento em que os 70% de água que compõe meu corpo entre em ebulição. Se tem ou não a ver com o tal inferno astral que minha mãe disse que estava pairando sobre as cabeças dos leoninos, não sei. Só sei que está difícil dizer que a vida é boooooooooooooooa.

Eis que temos as seguintes opções para evitar minha mutação para Vesúvio:

.pipoca, brigadeiro, Dalai Lama, Wolverine ou P5?.

• Adiantaria eu me transformar em milho e, se eu estourar, pelo menos teremos pipoca?

• Poderia eu me transformar na mistura homogênea de leite condensado e chocolate e alguém adicionaria uma colher de manteiga? Quando eu começar a fazer bolhas e descolar do fundo da panela, alguém me tiraria de lá? E essa pessoa esperaria eu esfriar antes de me atacarem com as colheres?

• As milhas do meu pai poderiam comprar uma passagem para o Tibet? E Dalai Lama poderia me receber para um curso intensivo de elevação espiritual (gratuito, claro)?

• Seria possível que uma Má-Má de cera, com articulações e sorriso eterno, dirigisse, trabalhasse e respondesse “Claro!” animadamente a qualquer pergunta dirigida à Má-Má original? Essa estátua poderia vir acompanhada do exemplar do Hugh Jackman que já está no museu da Madame Tussauds (nunca imaginei que Tussô seria escrito assim)?

• Ou o mais seguro mesmo seria eu virar um pequeno bloco de cimento? Um azulejo, talvez? Do tipo P5 (quem acompanhou uma reforma, saberá do que se trata)?

Alguém aí tem mais alguma sugestão?

Por Má-Má.