Retratos de um happy hour*

Padrão

Cenário: bar/lanchonete árabe na região da Av. Paulista. Dia: uma sexta-feira qualquer.

 

21:34 – Chegada do grupo de seis integrantes ao bar. (Precisão é fundamental para essas pessoas. Atrasos não são vistos com bons olhos e arredondamento de horário está fora de cogitação)

 

22:15 – Degustação de refinada porção de filé siamês (os fanfarrões sabiam das condições sanitárias do ambiente. Ainda assim, insistiram em pedir o filé miau da casa)

 

23:02 – O grupo recebe a visita de um amigo, que após meia hora de bar se retira – deixando míseros R$ 8,00 para pagar o que foi consumido por ele. (ok, o grupo gosta de precisão, mas em casos como esse, deixar R$ 10,00 é o que o bom senso aceita e o garçom agradece pela gorjeta)

 

23:18 – Ao se dar conta de que o integrante que abandonou a festa deixou tal quantidade de dinheiro, o grupo começa a ligar insistentemente para o seu celular cobrando os R$ 2,00 faltantes. (sim, o grupo, como você pode perceber, não se importa em fazer possíveis inimizades por pouca coisa)

 

00:13 – Após a 10ª garrafa de cerveja, os ânimos começam a se exaltar. Primeira advertência de presença policial, caso o barulho não diminua. (os vizinhos começam a olhar pela janela de seus apartamentos com cara de poucos amigos)

 

00:39 – Pela quarta vez, um copo de cerveja é virado na mesa (e, desafiando todas as leis da gravidade, o líquido permanece no copo – ou será que ele foi completado logo quando foi esvaziado?)

 

01:45 – Roberta (uma das integrantes da festa) deixa as dependências do boteco. Demais presentes protestam, vaiando e atirando seus próprios pertences – celulares, tênis, garrafas de cerveja, entre outros – contra a pequena mulher, o que ocasiona a retirada da meliante em uma maca do SAMU. (imaginação aflorada pelo álcool) 

 

02:21 – perturbar o coleguinha mão-de-vaca perde a graça. Então, eles decidem ligar para o presidente da empresa. (sim, por acaso uma daquelas pessoas tinha a lista de telefones dos funcionários da empresa em sua bolsa. E como bebedeira e telefone têm tudo a ver…)

 

03:47 – A policia é acionada para conter os baderneiros. Graziela, Camila e Luciana começam as negociações com o oficial da PM presente. O objetivo é demovê-lo da idéia de mandar todos os presentes para o xilindró. Como bons cavalheiros, Carlos e Emílio continuam na mesa bebendo com os demais policiais.  (imaginação deturpada pelo álcool)

 

04:07 – Após vinte minutos conversando com os oficiais da PM, as salvadoras conseguem evitar a prisão e todos seguem para casa tranquilamente. (uns mais, outros menos, é verdade, mas não vamos entrar em detalhes)

*qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. Talvez alguns nomes tenham sido alterados para preservar a identidade dos envolvidos.

 

Por Carrô.

 

 

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