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Minha vida de acordo com… Aline, ops, John Mayer

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Esta é mais uma edição do diario de bordo de Lucas Silva & Silva. Mentira. É uma edição especial e espontânea, ainda que encomendada, do “Minha vida de acordo com…” que a Line pediu para eu fazer com o John Mayer.  Claro, eu aceitei. Não porque o John é meu preferido. Ele não é mesmo. Mas a Aline é. E, em nome da saudade, chegamos a um consenso que nem precisou de muita negociação; aqui está nossa vida de acordo com John Mayer, uma homenagem à nossa amizade linda de viver. 

  • Escolha o artista/banda: John Mayer
  • Você é homem ou mulher? Daughters
  • Descreva-se: Bigger than my body (gives me credit for)
  • Como você se sente? In repair
  • Descreva o local onde você vive atualmente: The heart of life
  • Se você pudesse ir a qualquer lugar, aonde você iria? Back to you
  • Sua forma de transporte preferido: Gravity
  • Seu melhor amigo: Only heart
  • Você e seu melhor amigo são: Bold as love
  • Qual é o clima? Stop this train
  • Hora do dia favorita: Come back to bed
  • Se sua vida fosse um programa de TV, como seria chamado? Great indoors
  • O que é vida para você? Wheel
  • Você sorri quando:  New deep
  • Você chora quando: Something’s missing
  • Seu relacionamento: Love song for no one
  • Seu medo: Vultures
  • O melhor conselho que você tem a dar: (Don’t keep) Waiting on the world to change
  • Pensamento do dia: Belief
  • Seu lema: Who Says

 Por Má-Má.

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Hold on to the ones who really care

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In the end they’ll be the only ones there. Estou longe de estar no fim de qualquer coisa. Mas depois da intimação proposta da May para esta brincadeira aqui no Palavra, fiquei pensando muito tempo nisso aqui. Nisso = Palavra, “minha vida de acordo com” e especialmente nessas frases que intitulam e abrem esse post.

Acho que pra quem me conhece bem, minha opção pelo Hanson é bem óbvia. Desde que eu me conheço por gente que faz suas próprias escolhas, eu os elegi a banda pra toda hora. Pra pensar, pra esquecer, pra cantar, pra dançar, pra saber a coisa certa pra dizer. Quem só conhece os hits, pode torcer o nariz. Mas eu não preciso defendê-los, eu sei o lugar que eles tem na minha vida e no meu iPod. Então, vamos à minha vida de acordo com Hanson.

Escolha o artista/banda: Hanson
Você é homem ou mulher? Madeline
Descreva-se: Sure About it
Como você se sente? Thinking ‘bout somethin’
Descreva o local onde você vive atualmente: In the City
Se você pudesse ir a qualquer lugar, aonde você iria? Runaway Run
Sua forma de transporte preferido: River
Seu melhor amigo: Speechless
Você e seu melhor amigo são: Ever Lonely
Qual é o clima? Weird
Hora do dia favorita: This Time Around
Se sua vida fosse um programa de TV, como seria chamado? Song to Sing
O que é vida para você? MmmBop
Você sorri quando: Thinking of you
Você chora quando: Wish that I was there
Seu relacionamento: Where’s the love
Seu medo: Dying to be alive
O melhor conselho que você tem a dar: Look at you
Pensamento do dia: If Only
Seu lema: I Will come to you

Por Carrô.

Jogo duro

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Não deu pra resistir. A Copa começou e eu achei que não daria a menor (peço desculpas antecipadamente pelo que vocês lerão a seguir) jabulani  pelota pra ela.

Tirando as participações apaixonantes do Thiago Leifert (para quem minha mãe disse que enviará uma carta – sim, uma carta, não um e-mail – com uma foto minha e uma descrição de minha personalidade pra ver se ele cai pra dentro), eu tinha certeza de que esta Copa seria nula na minha história. Não saí pedindo trocados aos vizinhos para comprar cal para pintar a rua nem ajudei os coleguinhas mais altos a pendurar as bandeirinhas nos postes. Não. Este ano foi diferente. Assisti ao primeiro jogo do Brasil em um bar, a convite da Rafitcha.

A aventura começou no traslado escritório-bar. Cena de cinema e, diga-se de passagem, apocalíptica. Era um anúncio do que seria minha experiência de quase-morte. Carros fechando cruzamentos, motos enlouquecidas buzinando sem parar, os mesmos carros morrendo pelo (des)controle de pezinhos ansiosos; e eu e uma companheira de aventura, que quero cada vez mais por perto, assistindo a tudo caminhando, enquanto nos atualizávamos das peripécias do fim de semana.

Chegamos ao bar com quase 20 minutos de jogo já corridos. Lugar lotado. Pessoas bonitas, outras nem tanto. Entre todas, uma chamou mais a atenção. Não era a mais bonita nem a mais feia. Era simplesmente a mais inadequada. Faixa etária acima da média (I mean, muito acima), shortinho jeans mais curto que tempo de fósforo queimando, meia-calça preta transparente, blusinha decotada e litros de álcool correndo em suas veias. Nada disso chamava mais minha atenção do que seu tom de voz. Torceu muito, bebeu na mesma intensidade e, claro, no fim do jogo, engrossou a fila do banheiro.

Posicionou-se atrás de mim e gritou: “Idoso tem preferência aqui?!?!?!”. Cri-cri. Ninguém respondeu. Em caps lock, reforçou a pergunta: “Idoso tem preferência aqui?!?!?! Precisa mostrar identidade, é?!”. Não resisti. Espirituosa Sem noção desse jeito, eu tinha que interagir. Na melhor (juro) das intenções, eu disse: ”Aaaaahh… até parece! Se você mostrar, ninguém vai acreditar!”. Foi aí que senti meu corpo balançar. A mulher colocou as mãos no meu pescoço, me chacoalhou e me olhou por dois segundos. Parece que um deles a ajudou a resgatar o que lhe restava de sobriedade, e ela disse: “… AH! TÁ. UFA. ACHEI QUE VOCE ESTIVESSE ME CHAMANDO DE VELHA!”. Ufa digo eu! Eu sobrevivi! “Não, minha senhora. Pelo contrário. Estou tentando ajudar você a se sentir melhor consigo mesma e evitar estar em um lugar onde você sabe que se sentirá velha. Não por ser velha, mas por querer parecer ser algo que não é.” Calma. Isso foi o que eu concluí depois de refletir muito sobre quão estúpida fui ao fazer uma piada sobre autoestima feminina com a respectiva dona em estado ébrio. Qualquer coisa que eu falasse ali manifestaria a fúria da mulher. Talvez até o silêncio tivesse esse efeito sobre ela. Na real, só o que consegui dizer foi: “Nããão. Foi o contrário! Eu to tentando dizer o contrário”. Ela sorriu (mais um segundo de sobriedade). E depois gargalhou, voltando a esbugalhar os olhos e a mexer no cabelo em câmera lenta. Estávamos salvas e havíamos voltado para o estado anterior a essa intervenção idiota que eu fiz.

Hoje, certamente, ela não se lembra mais de nada disso, diferente da pessoa que lhes escreve, que nunca, nunca mais arriscará a vida por uma piadinha, sequer por um elogio. Tá bom, vai. Quem sabe eu faça isso, mesmo sem querer, quando encontrar o Thiago. Agarrar o pescoço dele é que eu terei que me segurar pra não fazer.

Por Má-Má.

Meu participante preferido!

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Ele é o único do qual ninguém esquece. Todo mundo tem uma opinião sobre ele, seja ela boa ou ruim. Ele finge não ser o protagonista da brincadeira, mas os meus dias preferidos de assistir ao BBB são os da edição ao vivo. Porque ele estará lá. Ele é Pedro Bial.

Não, eu não acho que ele seja O cara. Não, eu não acho seus discursos de eliminação as coisas mais profundas e inteligentes do mundo. Não, eu jamais o chamaria de Pedro Mial, como faziam as mulheres de outra edição que eu já não lembro qual. E, finalmente, não, ele não acerta sempre. Mas ele me diverte!

O Bial sabe incomodar. Os confinados e o público também. A cada edição ao vivo ele deixa a pulga atrás da orelha de alguém lá do outro lado. E eu fico impressionada como ele vira o oráculo para os BBBs – a Anamara que o diga. Tudo que ele fala é analisado pela galera da casa palavra por palavra. OK, eles não têm muito que fazer mesmo e isso pode ser uma distração, mas eu fico impressionada mesmo assim!

E o Bial também sabe agradar! Quando leva uma palavra de conforto pra alguém que está se sentindo ameaçado/isolado/doente/desolado, quando ele fala o que o público quer dizer e até mesmo quando faz um discurso de eliminação. Eu confesso que já chorei em um deles (OK, eu choro muito fácil com programas de TV, mas isso não vem ao caso!).

A real é que quando o Bial aparece na tela, me dá uma certa sensação de conforto, sabe? É meio que a certeza de que, por pior que tenha sido seu dia ou as coisas não estejam indo bem, eu vou me distrair com um programa que vai durar aí uma meia hora e vai render algumas risadas. E as noites de domingo ficam até mais tolerável! Pode falar o que for, mas o cara sabe levar o BBB como poucos sabem conduzir a apresentação de um reality show nesse país. Pudera, com 10 anos de experiência é bom mesmo que ele já tenha essa habilidade.

E, em uma década, a gente aprende a perceber quando ele gosta de um participante, quando não simpatiza com outro, quando fica levemente irritado com um mais lerdinho que não entendeu as instruções de uma prova (ou vota em pessoa que não pode ser votada, como o divertidíssimo Serginho vem fazendo nos últimos tempos)…

Entra edição, sai edição, não sabemos se os BBBs vão agradar, mas eu já garanto minha cadeira cativa para não perder um só capítulo em que o Bial apresentar.

Espia só o Pedro Bial

 

Por Carrô.

Pra sempre, 15 minutos.

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Todo ano, é a mesma coisa. Eu penso: “Nossa, acho que não vou conseguir assistir ao BBB este ano”. I wish! Se fosse assim, as noites de domingo não terminariam na madrugada de segunda só porque eu quis assistir à nova formação do paredão depois do Fantástico.

Isso porque eu adoro observar. Mesmo. Sem sacanagem. Na vida real e (por que não?) na TV. Gosto de olhar as pessoas nas ruas, de ver como elas combinam as roupas e se diferenciam pelos acessórios, como as sobrancelhas delas reagem em situações de stress (isso quando elas existem, o que não é o caso da Lia, por exemplo. Olhanomeuolho freak!), como dançam, conquistam e adoram dizer que são verdadeiras e fazem referências ao “mundo lá fora”. E em muitos casos eu consigo identificar a Maroca, o Michel, a Elenita, a Lia e até o Uiliam na minha vida, no trabalho, em algum vizinho, na garota do colégio de quem eu nunca mais ouvi falar, nem pelo Orkut. Nessa edição, o Cadu é o único que continua presente só em sonho, ocupando um lugar que já foi do Emílio.

Também acabo me identificando com vários ao mesmo tempo. Até hoje, não teve ninguém que me fizesse pensar: “Uau! Eu teria feito a mesma coisa.” Mas quem sabe se não sou a Cacau de alguém (Deus é pai! Nem do Eliéser eu gostaria de ser)? E alguém me avisa se meu buço estiver como o da Angélica, por favor.

Se são personagens, não sei. Sei que, em três meses, conhecemos o melhor e o pior dessas pessoas. E, meses depois, esquecemos quem elas são e o que fizeram. Tirando alguns casos excepcionais (pro bem e pro mal), já nem me lembro quem me fez diminuir ou aumentar o volume da TV, quem se tornou assunto no almoço ou, no pior caso, quem me fez mudar de canal. E por pura farra. Porque quer coisa melhor do que transformar em entretenimento aquele porre que a pessoa nunca deveria ter tomado? E a decepção com um amigo muito próximo? As brigas que poderiam ter sido evitadas? E a paixãozinha platônica por um cara que “já tem alguém lá fora”? Sim, as pessoas estão lá e são julgadas. E, confesso, é muito bom saber que na TV as pessoas também têm espinhas, usam legging pra ficar em casa e lambem o dedo enquanto cozinham.

Tirando uma loucurinha aqui e ali do Boninho (obrigada por Serginho no quarto branco, semi-barbado) e o Bial tentando disfarçar a voz no Big Fone, a fórmula é a mesma há dez anos. O legal é que essa pauta nunca acaba. Afinal, Adão e Eva foram pro paredão e ambos acabaram expulsos do paraíso. Lá no BBB, comer os nuggets alheios dá barraco (e quem tem coragem de dizer que o Boninho não é o todo-poderoso?), mas – convenhamos – comer a maçã proibida virou brincadeira de criança perto do que aqueles pagãos  são capazes de fazer pelo prêmio quase divino.

Por Má-Má.