Calor é bom, pero no mucho

Novembro 19, 2009 at 5:26 pm (Post)

Como o clima quente é gostoso, né? As pessoas mostram mais o corpo, usam roupas mais coloridas, abusam dos óculos escuros e cabelo preso. Tem quem diga que no inverno as pessoas ficam mais elegantes. Eu não acho. Gosto da ousadia do calor. As pessoas ficam mais expansivas e alegres. Querem se encontrar pra tomar um suco ou um chopp. Rir, falar alto e imaginar a turma toda na praia…

Pois é. Aí é que está a parte chata do verão: não poder estar na praia (ou na piscina para quem prefere). Os finais de semana são curtos demais para satisfazer a ‘necessidade’ de areia, sol, mar e caipirinha. A realidade é: você precisa trabalhar e ainda, fim de ano é sempre agitado. Empresas divulgam resultados; jornalistas querem saber das perspectivas para o próximo ano. Áreas têm que entregar relatórios de ações do ano e apressam aqueles assuntos adiados para serem concluídos ainda este ano. Assessoras de imprensa correm e trabalham pra valer. E o sol tem piedade da gente? Definitivamente, não.

Você sai pra almoçar e volta suando, grudando e bem, nada confortável. Fica o dia todo no ar-condicionado e quando sai parece que te falta ar pra respirar. Que você está dentro do forno. Daí depois não sabe como que pegou aquele resfriado ou dor de garganta. Não há organismo que resista! Aí chega a noite e você pensa: “agora refresca um pouco, eu durmo bem e…” você acorda, né!? Porque as noites estão tão quentes que fica impossível dormir três horas seguidas e não acordar querendo entrar debaixo do chuveiro.

O calor deixa a gente mole. Estado ideal pra quem está deitado em uma cadeira de praia na sombra tomando água de coco. Não pra quem está sentado na frente do computador com a lista de pendências só aumentando. O calor deixa todos nós animados. Pra ir pra praia e piscina. Não pra pegar busão de manhã lotado cheio de gente com desodorante já passado do ponto. O calor lembra férias. Que lembra que as suas não estão chegando. O calor lembra biquíni, não calça e sapato social. Calor lembra verão, que lembra gente bonita, que lembra que faltam 40 dias pra você perder aqueles quilos a mais. Calor lembra preguiça, que tem que passar longe quando você pensa no projeto Verão Sem Canga e no treino que te espera na academia. Calor lembra surfistas gostosos e bronzeados e não… bom, esquece.

Enfim, quando as pessoas dizem que não gostam do verão e do calor não estão se expressando direito. Na verdade, elas não gostam da combinação verão mais calor mais trabalho menos férias. Isso sim. Concordam?

Por May – derretendo e desejando um açaí.

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Plínio Pinho Pires Martins

Novembro 11, 2009 at 2:36 pm (Post)

Desde que me mudei pra São Paulo e deixei minha cachorrinha de estimação com minha mãe (ela não poderia estar em melhores mãos), nunca mais tive um animalzinho pra mim. E de verdade acho que eles são uma companhia necessária. Apesar de darem um trabalhinho, compensam em dobro, triplo, etc. Você não se sente sozinha e ao mesmo tempo não precisa discutir a relação. Se você dá carinho, comida e uma caminha… está tudo certo.

Há um tempo venho querendo resgatar essa fonte de dar e receber atenção, cuidado e companhia, mas, além de achar sacanagem ter um cachorrinho em casa ficando tanto tempo fora, a grana está curta e bichinhos demandam investimentos também. Foi aí que optei por um peixe! :] Antes de comprá-lo, dividi a ideia com alguns amigos. Uns disseram que ele ia morrer logo, que dá trabalho, que são sensíveis, que são sem graça e não interagem. Outros, abraçaram a ideia com a mesma intensidade que eu.

Fui, escolhi o peixinho e comprei. Um dia antes, tamanha era minha ansiedade que sonhei com o nome: Plínio. Vermelhinho, alegre, simpático. Uma graça. Tinha cara de Plínio. Escolhi o aquário mais bonito, que combinava com ele e tinha pedrinhas pretas, pra disfarçar os cocos. rs

Na primeira semana Plínio era o peixe mais feliz e saudável de todo o universo aquático. Ele reconhecia pai e mães. Brigava loucamente com o espelho e não hesitava em comer todas as bolinhas de ração que lhes era oferecido.

Nesta segunda-feira cheguei e vi que meu filho não estava muito bem. Abatido, amuado, pálido, desanimado. Achei que fosse ressaca do fim de semana ou preguiça da segunda. Mas ele não melhorou… foi só piorando, perdendo a cor e a força. Foi diminuindo de tamanho e nem vinha beijar o vidro quando eu chamava. Recusou comida e tudo mais.  Ontem quando fui embora já me despedi dele. Achei que ele morreria durante a noite e sonhei que de tão pálido, ele tinha ficado transparente.

Hoje cheguei e ele tava agonizando. Muita falta de ar. Eu e o pai dele pensamos em acabar logo com o sofrimento dele, mas a segunda mãe ainda não tinha chegado e jamais tomaríamos tal decisão sem a concordância dela também. Não deu meia hora e ele não aguentou: morreu! :[ Curioso como eu já tava torcendo pra ele descansar logo, mas ao mesmo tempo fiquei mega triste. Ouvi de tudo. Coisas que me deixaram de veras desanimada com as pessoas. Será que eu sou uma idiota de ter me apegado a um peixe ou será que algumas pessoas têm mesmo pelos no coração? Vou insistir. Quero um Plínio II e cuidarei dele em casa, no aconchego do meu lar.

30102009663

R.I.P.

Por May

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Dorminhoca, sim.

Outubro 29, 2009 at 10:52 am (Post)

Provavelmente, você já ouviu alguém dizer que dormir é perda de tempo. Eu discordo veementemente. Adoro dormir e sempre fui assim. Quando era criança, na hora de dormir, enquanto minhas irmãs choravam, brigavam e arranjavam milhões de desculpas para não ir dormir quando meus pais mandavam, eu antecipava minha ida pra cama. Dava beijinho de boa noite no papai e na mamãe, pegava meu copo de água e ia, espontaneamente, dormir. Ninguém nunca precisou mandar eu dormir cedo. Eu sabia que teria que acordar cedo pra ir pra escola e não queria perder tempo de sono! Inteligência digna de poucas crianças. Fato. rs

Quando bebê, as ‘tias do berçário’ não tinham problemas: eu dormia o suficiente toda tarde. Quando pré-adolescente, tinha aquela história de dormir na casa da amiguinha pra passar a noite fofocando. Eu dormia. Uma vez meu tio me levou pra conhecer uma cidade perto de onde minha avó morava e, durante o city tour de carro, eu dormi. Durmo no ônibus, no avião e nem preciso estar sentada pra isso. Dormia durante os intervalos dos ensaios de balé e quando meus pais me colocavam de castigo. Durmo onde encosto. Gosto de dormir bastante.

Durmo em lugares desconfortáveis e por muito tempo. Acordo com dor nas costas de tanto dormir, mas não desisto de tirar mais um cochilinho quando tenho tempo pra isso. Durmo em questão de segundos, esteja você falando comigo ou não. Durmo de um lado na cama, acordo do outro. Acordo e durmo de novo sem problemas. E claro, uma das coisas que mais me irrita na vida é a insônia. Apesar de ter me acontecido pouquíssimas vezes na vida, é a pior experiência de distúrbio que pode existir. Na minha opinião, of course.

Quando estou nervosa, triste, feliz, ansiosa ou sei lá, digamos, viva, a melhor coisa é tomar um banho e dormir. Afinal, quando você acorda, o ânimo é outro; a situação é outra; as pessoas já estão mais calmas; já é outro dia e você, outra pessoa. O sono dá uma pausa nos problemas. Parece que você se dá o direito de simplesmente sair dessa vida e ir para um mundo gostoso facilmente. É só fechar os olhos e se deixar abraçar pelo sono.

Dormir é uma das melhores coisas da vida. Afinal, quando mais você realmente sonha – e acredita que o sonho está efetivamente acontecendo – a não ser quando você está dormindo? Se algum dia você precisar de companhia para dormir, me chama que eu vou. :]

Por May – já ansiosa que poderá dormir até tarde no feriado da próxima segunda-feira.

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Outubro 22, 2009 at 9:06 am (Post)

A contagem regressiva começou em junho, depois de um feriado que valeu por férias inteiras, quase uma volta ao mundo. Era dormir, acordar e – PAM – estaríamos em outubro, na cidade que receberia uma turminha em busca da muita confusão. Não, isso não é sinopse de uma comédia americana adolescente. Isso é o que aconteceu com um quarteto fantástico, formado por nós – as três palavretes – e os 25% mais representativos de toda a história das porcentagens que formam um todo – a coisa linda.

Chegamos a Buenos Aires na madrugada de quinta pra sexta. Ops! Não é nesse albergue que está nossa reserva!? Como no!? Que pasa? Ahhh, ninguém viu que a confirmação da reserva era pro outro… who cares? Vamos cair pra dentro da festa? Mas… peraí… estamos com fome. Vazemo comer umas empanadas ali. Mas, quatro coca-colas, por favor. A Quilmes a gente quer começar a tomar na festa. Mas… as luzes estão acesas? Party is over, girls. Foi assim que começou. E só ficou melhor.

Foi tudo uma viagem. Cada vacilo, cada palavra nova, cada barraquinha, cada pessoa bonita que víamos, o roteiro bem estruturado e o improviso ainda mais divertido. Foram cinco noite para compartir. Porque se tem um verbo que aprendemos a conjugar em espanhol (ok, nem tanto. Praticar, na verdade),  foi compartir.

Compartir risadas, piadas, los lanches, comentários em português, paciência, protetores auriculares, unanimidade no quesito beleza, as coisas de mulherzinha, efeitos do fernet, medo dos taxistas, e por aí vai. E não termina nunca. Porque, perdoem o trocadilho, mas eu os adoro. Com partir, ficou a vontade de voltar. Para assistir a um casamento (como noiva ou espectadora), ver a Mafalda, visitar o teatro em reforma, comprar aqueles alfajores que deixamos pra depois, algumas fivelinhas, aquele acessório que ficaria lindo na amiga aniversariante, chutar o caixa eletrônico que não funcionou, viajar no buquebus, comer o sorvete de pistache do Freddo, fixar residência,  deitar mais um poquinho naquela grama macia da Recoleta e ver a vida passar, ao lado de três pessoas com quem quero sempre compartir… e partir para novos destinos.

Chicaaaaaaaaaaaas, agora é dormir, acordar e – PAM – feliz 2010?! :)

 

Por Má-Má.

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Mi Buenos Aires querido!

Outubro 7, 2009 at 11:03 am (Post)

Aguardem histórias das Palavretes em terras argentinas logo mais. No feriado, estaremos em Buenos Aires, explorando a essência européia da América Latina. E, se conheço bem minhas companheiras de… de… tudo que há de melhor nessa vida – viagens -, teremos experiências ‘increíble’ para compartilhar quando voltarmos a São Paulo, a cidade de onde queremos fugir! ;)

Só pra dar um gostinho... o lindo tango argentino.

Só pra dar um gostinho... o lindo tango argentino.

Pra quem quiser ver mais fotos belíssimas e muito sensíveis como essa, visitem o Flickr da Flavita Valsani. Lá tem uma pasta de imagens dedicada apenas à cidade. Vale a pena dar uma espiada!

Beijos em quem fica. Até mais. Hasta luego.

Por May

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