Quando a amiga casa

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Já houve outros casamentos. Já estive com elas em outras festas. Já curtimos viagens juntas. Do JUCA à Europa ou ainda um pulinho ali na Rivi ou no amado Rio. Já nos reunimos para beber e comer incontáveis vezes. Já dançamos juntas. Cantamos juntas. Choramos juntas. Abraçamos. E rimos. Ah, como rimos. Nosso passatempo preferido. Fazemos porque gostamos.

Já tivemos nossos momentos de tensão. Alguns momentos que abalaram alguns laços. E muitos outros que vieram para reforçá-los. Como este fim de semana que acabamos de viver. O primeiro casamento de uma das integrantes da Patota. Nossa primeira noiva. Nossa primeira viagem com as sete juntas (e quase todos os respectivos). Nossa primeira vez com duas madrinhas na turma. O primeiro buquê jogado. E pegado. Nossa primeira vez a dizer: uma de nós está casada.

Arrisco a dizer que pela primeira vez nos vimos tão adultas. Casamento é coisa séria. Ao mesmo tempo, poucas vezes vi a turma tão brincalhona como crianças em parque de diversão. Como se cada uma de nós estivesse realizando um sonho também. No fundo, acho que estávamos mesmo. Porque a felicidade de uma é sentida pelas outras. Nós estivemos presentes em cada etapa para a realização do casamento – umas mais, outras menos, mas sempre ali representadas. Estávamos presentes também na barra da saia. Ainda bem!

Quem casou foi a Li. Com o Helder. Em Ribeirão Preto. Numa igreja que é uma graça. Numa cerimônia bonita. Com direito a uma festa que foi a cara da noiva. Com homenagem feita pelo melhor amigo do noivo. Com convidados que querem muito bem o casal. Numa noite de chuva. Dizem que dá sorte. E também estava frio. Como a Li queria.

Quando a amiga casa e ela faz parte do nosso grupo de amigas “da-faculdade-do-coração-pro-resto-da-vida”, a gente fica meio sentimental mesmo. A gente agradece a oportunidade de estar presente neste momento tão especial da vida dela. A gente só quer desejar ao casal toda felicidade do mundo – porque amor eles já tem! A gente já começa a pensar nos próximos, porque a gente quer que todas tenham a felicidade de viver um amor tão bonito quanto ela tem vivido nos últimos dez anos – e que tenha a oportunidade de celebrá-lo. A gente torce para ter a sorte de também encontrar alguém com quem compartilhar o resto da vida.

Quando a amiga casa, a gente para pra pensar na vida e se dá conta de que a amizade se transforma ao longo dos anos. Algumas prioridades mudam e em algum momento uma ou outra estará mais distante, ainda que não tenhamos mais oceanos nos separando. Vai ter hora que a gente vai errar a mão, se ausentando demais ou exigindo demais uma das outras. Vai acontecer de a gente se decepcionar, como já aconteceu, tenho certeza. Mas aí a vida cuida de trazer a gente de volta por que é nosso.

Um colo amigo. Uma risada gostosa. Abraços apertados. Dilemas. O choro é livre e frequente. Comemorações. Companheirismo. A gente dança conforme a música que a vida nos impõe. Juntas, a gente faz cada passo valer a pena.

Ao casal, toda felicidade do mundo! <3

Ao casal, toda felicidade do mundo! <3

Por Carrô.

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