O que te move?

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Dependendo da pessoa para quem você perguntasse, poderia ouvir: “Ora, pois! Seus pés!”. Não, não estou fazendo piadas etnocentristas, garanto. Quase isso aconteceu de verdade com uma pessoa que não riu na cara de quem disse porque é incapaz de ofender alguém. E também porque quem disse não estava em nenhum momento ironizando, mas racionalizando (a não-novidade aqui é que, sim, foi em Portugal). O que nos leva à resposta da pergunta desse post: o que nos move? Certeza que razão é que não é. Também te garanto; porque uma professora da cabeça muito inteligente me falou. Mas não só por isso; porque é fato que o que nos move a fazer piadinhas bobas, rir delas, ofender-se ou simplesmente ignorá-las são as benditas emoções.

Ok. Nem sempre tão benditas, mas abençoadas, vai. Quem aqui nunca teve vontade de maldizer até a última geração de determinada emoção? De jogar na cara do primeiro hormoninho que foi liberado para que ela fosse sentida o quanto ele é odiado? De interromper o primeiro passo do processo cognitivo que nos levou a não gostar de algo que sentimos? (A explicação mais profunda disso eu ouvirei da minha professora da cabeça inteligente na próxima aula). Mais do que isso, quem aqui preferia não sentir nada do que sentir algo ruim? Eu, definitivamente, não faço parte desse grupo. Porque sinto… às vezes até demais, às vezes, só sinto muito. Mas sempre com intensidade. E isso é mais do que ter vontade de viver. É já estar vivo.

Enquanto isso, a tal da razão, que adora brincar de esconde-esconde, ri de mim, se diverte às minhas custas, porque sua capa da invisibilidade (sim, eu continuo me esforçando para não deixar os trouxas me chatearem) dá um baile nas minhas lentes corretivas de miopia, que definitivamente não têm o poder do raio-X.

O lado bom de tudo isso é que mover-se, mesmo sem sair do lugar, é bastante especial, não? Pois então bendiguemos as emoções, ainda que às vezes não saibamos muito bem como lidar com elas. Não dá para ser perfeito. E a dona razão estará sempre por perto para soltar uma risadinha irônica quando você achar que vai perder a linha por não encontrá-la. Nessa hora, sim, eu tento agarrá-la com força. Se for preciso, perco algumas horas de sono tentando convencê-la a ficar comigo, a segurar minha mão e a dizer que vai ficar tudo bem, meu bem. O que não perco é a chance de sentir, na esperança de que, com o tempo e a diversidade de emoções, elas se tranqüilizem, se convençam de que cada uma tem seu lugar cativo, estarão eternamente coladas no meu coração, mesmo quando eu sinto que ele virou um vermelho balão, e está rolando e sangrando, chutado pelo chão.

Por Má-Má (às vezes, toda errada, mas sempre com as melhores das intenções, ops, emoções).

Para quem curte mover-se no mode [extreme], um clássico:

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  1. Ai, essas emoções ainda vão me deixar louca! Não, não, acho que a razão é pior, porque parece que ela só dá as caras pra falar “tá vendo? te avisei que era melhor me seguir!”

  2. Pingback: Brilha, brilha estrelinha « A palavra final é: continue…

  3. Ao contrário do que recomendaria o Zeca (o Baleiro, não o Pagodinho), eu nunca consigo preparar meu coração para essas emoções…

    Mas o importante é que eu cheguei agora alegre como sempre e feliz a cantar.

    :)

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