Tudo Azul

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Não sou de levantar bandeira de nenhuma empresa e nem é essa a proposta do blog, mas hoje peço licença pra elogiar uma companhia aérea. É ou não é digno de um post? Texto igualmente merecido caso fosse uma operadora de celular… Já tinha viajado pela Azul antes, mas nem me atentei aos detalhes, talvez porque estivesse trabalhando e o clima, você sabe, é outro. A boa impressão começou já na compra da passagem. O site funcionou de primeira e tudo foi muito rápido. Posso estender o elogio ao web check-in, que pude fazer com três dias de antecedência, reservar meu assento, imprimir meu cartão de embarque e, por isso, não pegar fila nenhuma no aeroporto.

Aí pensei: ok, mas terei que ir até Campinas – Viracopos. Acordei mais cedo e fui ao shopping Eldorado pegar o ônibus da companhia. Tudo correu tranqüilamente, de maneira bem organizada e segura. Aí as surpresas começaram a acontecer e à medida que iam me chamando a atenção, me mantive alerta para reparar nos detalhes. Nem sei como isso foi possível, uma vez que costumo dormir o tempo inteiro.

Primeiro que não encontrei comissárias de bordo que parecem bonecas. Ok, tinha uma indiscutivelmente bonita, mas no estilo brasileiro: bundão, morena, cabelo nada sedoso e um sorriso largo. As outras, uma bem alta e magra, mas nada de modelo, o rosto apenas simpático e a outra tinha cabelinho curto – nada convencional. O uniforme, um vestidinho modesto azul, um lencinho colorido no pescoço e sapatilha preta – sapato baixo. Afinal, sempre me perguntei ‘por que cargas d’água as aeromoças usam salto alto?’

As instruções de segurança são dadas num tom bastante diferente, assim como as informações do local de destino. Todo mundo fala a língua das pessoas normais e não a língua dos comissários de bordo, que parecem uma gravação sem um mínimo de calor humano nas mensagens. O piloto cumprimenta a tripulação e os passageiros com um bom dia, boa viagem, alguns dados de condições de voo e tempo e se despede com um “depois volto e a gente conversa mais!”. Versão em inglês? “Caso haja um estrangeiro a bordo, a comissária chefe de cabine fala diretamente com ele”. Sem aquela parte bizarra em que robôs apertam a tecla SAP pro inglês e falam com ninguém. Tudo ali parecia mais leve, informal e familiar.

Sem falar que o avião é lindo, cheiroso, tudo novinho. Dá gosto de ver. Fora o ponto alto do motivo da minha, a partir de hoje, preferência pela Azul, depois, claro, do preço, que é justíssimo: o espaço entre os assentos. Gente, num é pouca coisa, não. Eu que sou alta consigo esticar (es-ti-car) completamente minhas pernas. Sério, não há bom humor que resista ao ‘irrito’ de pernas apertadas durante a viagem.

O lanchinho, você pode escolher. Oferecem umas cinco ou seis opções de snacks, todas apresentadas em caprichosas embalagens. Aí está o terceiro (é o terceiro?) ponto alto da Azul pra mim, pelo menos: os refrigerantes são oferecidos em latas. Nas outras companhias, vêm sem gás, quente, naqueles copinhos vagabundos e com uma pedrinha minúscula de gelo. Eu disse que prestei atenção nos detalhes.

No bolsão do assento, uma revista que traz informações institucionais, que destacam as qualidades da companhia aérea que chegou ao Brasil naquele momento de crise e caos aéreo em 2007/2008 e que, novata, trouxe modernidade, inovação e acessibilidade aos viajantes brasileiros. A revista conta um pouco da história do fundador da Azul, do nome e identidade visual da empresa, realça a pontualidade (4º ponto) chancelada pela ANAC com 95% dos voos saindo pontualmente e mais conteúdo sobre as ambições da Azul, características diferenciadas de suas aeronaves e muitas fotos e ilustrações bonitas, diagramação colorida e linguagem totalmente adequada.

Não fosse a comissária chefe pedindo para que aplaudíssemos a aeromoça Ana Paula, que fazia hoje seu segundo voo como forma de desejá-la sorte na carreira e parabenizá-la pela primeira experiência, que foi ótima, eu talvez tivesse virado para dormir um pouquinho mais e perdido a hora do cafezinho. :) Esse cafezinho foi tudo de bom (e outro mimo que me encantou).

Ok, já escrevi demais – apesar de não ter terminado ainda. Se você achou tudo isso um exagero e está pensando ‘como pobre fica feliz com pouco’, da próxima vez, ao invés de pagar 3x em uma passagem da TAM ou da Gol, que te tratam como bagagens, experimenta a Azul por 1x e te dê essa oportunidade de se surpreender positivamente ao invés de se aborrecer previsivelmente.

Por @mayzinhaGM – now following @azulinhasaereas

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  1. Adoro quando o comandante bate um papo com a galera do avião… rs

    E achei mto simpática a salva de palmas pra nova comissária de bordo, Max. Vou mesmo pensar 2X qdo tiver q escolher meu próx. voo. =D

  2. eu ia te perguntar mesmo como foi!! rs
    pelo jeito, uma das melhores. :)
    com certeza quero passar pela mesma experiência… essa cia é mto simpática!!! rs

  3. Cara… Nada como ter boas opções, né?
    Principalmente quando o serviço de bordo das opções oferecem mais que barrinha de cereal ou bolachinha sabor presunto…
    Hahahahahahahaha… oi?

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