Pescoção

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Hoje temos o prazer de contar com a participação de Charlie e seu envolvente mau-humor em um post escrito especialmente ao Palavra – e às Palavretes, of course. Enjoy it!


Acordei pensando em pescoções…

Não! Não pensei sobre a origem do termo – até porque se ninguém tiver teoria melhor, fico com a versão de que quem inventou foi o meu tio Bernardo.

Para ser sincero, acordei com o princípio de uma lista mental de pessoas que, em minha singela opinião, mereceriam um master pescoção.

Quando, já a caminho do trabalho, a lista ultrapassou a centena, achei melhor respirar e me acalmar (na verdade tomei essa decisão quando percebi que já estava sorrindo involuntariamente, enquanto planejava uma vida dedicada à criação de uma nova ordem, baseada na punição física com golpes comicamente batizados como pescoção e safanão).

Quer uma explicação para o surto psicótico? Bom, acho que além do meu recente-constante-mau-humor (to numa fase, que pqp!), o estopim foi a constatação de como as pessoas perdem tempo cuidando da vida alheia (principalmente quando a vida alheia é MINHA).

Tá bom, vai… Não vou dizer que nunca dediquei um pouquinho do meu tempo a ouvir novidades e maledicências em geral. PORRA!!!  Já dediquei muito. Mas quando você percebe a energia que algumas pessoas dispensam para saber o detalhe… para esmiuçar uma história, como se daquilo dependesse a sobrevivência da nossa espécie… nossa… É de enlouquecer.

Parece exagero?

Não se você pensar em verdadeiros monumentos à espionagem internacional, que encontramos hoje em dia. Difícil? Aposto que, se puxar pela memória, vai descobrir pessoas muito próximas de você que (tá bom, vai: nem sempre motivadas por objetivos malignos), fazem verdadeiras varreduras por Orkuts, Facebooks e afins. Coisa profissional, estilo KGB, manja?

Isso é o que me incomoda, sabe? Afinal, o que importa se aquela mulher do almoxarifado, que deve ter pelo menos uns 45 anos de empresa, está namorando um jovenzinho e frequentando, com ele e uns amigos, uma loja de itens sado e uma casa de swing? Vai mudar alguma coisa na sua vida?

Então…

Infelizmente, hoje em dia, a figura do fofoqueiro não é mais a senhora com de cara de nonna que fica na janela, nem o cara de meia idade, com cabelo acaju, que fala sobre o próximo capítulo da novela e a vida das celebridades. É triste, mas hoje, antenas e paraquedas vêm de série…

Então… Fica aqui o conselho:

Se você, por algum motivo, não consegue respeitar a vida alheia, repeite os cabelos brancos de meu tio Bernardo. O primeiro pescoção será só um aviso.

Por Charlie

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  1. hahahahahahaha
    genial.
    que hooooooooooonra!!!! :)

    meu, esse post me lembrou mto um filme que tá em cartaz há 2 anos (sim!!! dooooooooooooois anos), que chama “Medos privados em lugares públicos”. é uma suruba de pescoçadas. rs

    e, olha, vou te contar…esse negócio de rede social é um perigo pra quem não quer ser pescoçado. eu perdi um pouco a noção do que é público ou fechado. eu tenho medo disso tudo. hahaha

    ah, mas tem uma coisa tb…na internet, de pescoçada em pescoçada eu acabei encontrando vizinhos virtuais bem legais. ou essa história de pular de link em link de blogs alheios tb não é pescoçada!? hihihi

  2. E ai gente?
    Pô!! Gostei pra caramba do convite…
    Curto demais o Palavra e vivo dando minhas pescoçadas por aqui
    Então, acho que o lance de comunidade social é realmente aproximar.
    Não vejo nenhum problema nisso e, na verdade, com o Não Tava Assim, faço exatamente isso.
    Acho natural olhar o perfil de alguém no twitter, ou no Facebook, assim como dar um giro por blogs e tal – Confesso: Faço isso pelo menos uma vez por dia.
    O que ativa meu sentido aranha é, na verdade, a extrema importância que damos à vida alheia (Sim “a gente”! Lamentavelmente sou acometido por este mal, às vezes). Ontem, por exemplo, ouvi um comentário sobre uma subcelebridade, dessas que brotam às pencas toda semana e cheguei à conclusão de que algumas pessoas devem buscam notícias e informações sobre essas pessoas só para ter o que cornetar, manja? E isso é um circulo vicioso.
    Não acho que isso seja um problema relacionado à tecnologia. Mesmo que não existisse o twitter, ainda haveria espaço para 140 caracteres nas portas dos banheiros.
    É isso meu povo…
    Beijo, abraço e aperto de mão

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