Mary & Max & Carol – Uma Amizade Diferente

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Isso não era pra ser assunto de um post, mas acabou sendo. Era pra ser apenas uma ida ao cinema com as amigas numa sexta-feira, mas enfim, como disse, pra mim, tornou-se assunto pra um post. Na sexta-feira, tudo estava acontecendo tão certinho, parecia que a sorte estava do meu lado. Queria muito assistir O Despertar da Primavera (que, btw, é ótimo), então participei de uma promoção no facebook e ganhei um par de ingressos. Fiquei com vontade de ouvir a música Single Ladies, da Beyoncé (é! Que foi? Vontade não se explica, tá? E eu curto essa música. Dá vontade de dançar), ela tocou na rádio exatamente no momento em que a vontade veio. Ao voltar para casa, pensando no meu priminho e que no dia anterior ele já estava dormindo quando fui visitá-lo, encontro com ele e minha tia na rua. Do nada, juro. Muitos, muitos, muitos beijinhos. Então resolvi aproveitar que tudo tava dando certo e chamei as Palavretes para um programa relativamente costumeiro: The Fifties e depois, cinema. “Vai que o cheese-salada e a coca-cola normal entram no clima ‘tudo conspira a meu favor’ e esquecem de creditar as calorias no meu corpo?”

Chegamos no Reserva Cultural para assistir a uma animação. A ideia era ser algo leve pra tornar a noite da sexta-feira bem agradável. Então por que não Mary & Max – Uma Amizade Diferente? Parece bonitinho, né? “Fechou”. Meio que decidimos assim mesmo, sem saber direito do que se tratava. Ah! Vale lembrar também que era o único filme com sessão mais tarde, portanto, o único que daria tempo de esperar a Carol chegar. Aí lemos a sinopse e assustamos um pouquinho com a seguinte parte: “Mary e Max é viagem que explora a amizade, o autismo, o alcoolismo, de onde vêm os bebês, a obesidade, a cleptomania, a diferença sexual, a confiança, diferenças religiosas e muito mais”. Oi? Como um desenhinho animado pode discutir tudo isso? Subestimamos o produtor, fato.

quer ser meu amigo, Max?

O filme é, digamos, triste, mas bota uma dose bem grande de sensibilidade e inteligência também. As animações são encantadoras, mas a história é terrivelmente melancólica e deprimente. E, além disso, é baseada em fatos reais. Não tem um acontecimento puramente feliz. Tudo é alegre na sua superficialidade (quando o é) e infeliz na sua essência. Não deu outra: o coração disparado e a torcida para que, pelo menos, o final fosse feliz, era unânime. No fim, a vontade de chorar veio à tona. Tão à tona capaz de não conseguir segurar as lágrimas. A história, no melhor formato ‘que porra é essa?’ me fez pensar e, pior (ou melhor?), associar alguns aspectos às nossas vidas. Não que sejam cheia de tristeza e sofram dos mesmos problemas, mas me fez refletir o tanto que podíamos fazer para que ela fosse melhor e mais alegre e não fazemos. Insistimos em evidenciar as coisas ruins e relevar com mais facilidade as boas. Por que não o contrário?

A quantas anda sua sensibilidade? Veja esse filme e pare um minuto pra pensar no valor da amizade. Se você se emocionar, ótimo. Se não, procure um amigo de verdade. Como será que é viver sem amigos? Sem ninguém para compartilhar as boas e más questões do dia-a-dia? Fiquei com vontade de ser amiga da Mary e do Max, pena que ele… ahn, hum, assistam o filme.

Quando a sessão acabou, pensei que talvez o ‘tudo está dando certo’ tivesse acabado às 21h, quando entramos na sala do cinema. Afinal, a ideia era ver algo que não fizesse o cérebro funcionar e que nos permitisse sair rindo e falando de outras coisas que não a infelicidade dos personagens. Mas aí me ocorreu que talvez não tivesse filme melhor pra eu assistir naquele dia em que a saudades das Palavretes estava tão latente. Um filme de amizade assistido por três amigas mega comovidas pelo pensamento de que provavelmente existem, sim, pessoas que não sabem o que é ter um amigo de verdade.

Por May

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  1. Parece até coincidência que num dia que eu estou tão “on the edge” vc poste sobre nossa experiência com Mary & Max. Como eu nao acredito mto nelas, tenho ctz que foi uma ligação maior. Coisa que o filme mostra mto bem, né?

    E que bom que o tema amizade é uma constante no Palavra, meninas. Não saberia + viver sem ter vcs. Que o dia Mary & Max (&Carol). =]

  2. Ainda não vi esse filme, mas, depois que vi o site deles, fiquei com muita vontade, só porque é impressionantemente bem feito. E, lendo seu texto, só consigo pensar no quanto é importante ter amigos e no tanto que eu quero que todas as pessoas no mundo saibam como é essa sensação.

  3. nossa, max.
    exatamente isso. isso tudo!
    e nem falamos muito sobre isso. afinal, o que é isso? ok. chega (d)isso.

    o cara conseguiu juntar todos os assuntos polêmicos do mundo no mesmo filme. e é mto impressionante ver como situações teoricamente absurdas são tão parte do nosso dia-a-dia. tipo, deixa eu grampear meu dedo pra ver qualéqueéopédofrango.
    e quem nunca teve vontade de matar um mímico? incrível. fora isso (de novo!), tudo que ele mostra de amizade, confiança, perdão. enfim. todo mundo tem que ver esse filme. tudo faz mto sentido.

    então…fui ali ver uma animação de massinha e mudei minha vida. hahaha

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