A falta que faz…

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Quando eu chego em casa com o cheirinho da comida me chamando desde o portão, sento à mesa, sirvo-me daquele bife suculento com o temperinho que minha mãe comprou na feira e nem preciso desviar das tentativas frustradas de conseguir um pedacinho daquele luxo. E aquela gordurinha que eu deixava propositalmente no prato vai direto pro lixo, e não para a tigelinha.

Quando é madrugada, eu chego de qualquer lugar onde tinha música alta, cerveja e amigos e não me assusto com algum barulho do quintal e que inicialmente pensava ser de alguém que tinha acordado por causa do ritual sagrado da volta da balada “água-banho-lente-um pouco de TV”.

Quando petiscos, chocolate e chinelos podem ficar à vontade em qualquer canto da casa sem precisar de vigilância.

Quando hoje o que está no corredor é apenas um conjunto de vasos flores e plantas bonitas que minha mãe mantém para preencher o vazio do espaço, antes ocupado por uma casinha de madeira e um “puxadinho” improvisado com uma mesinha de plástico para proteger ainda mais o cantinho.

Quando tem reunião de família lá em casa e a gente não precisa isolar nenhum espaço com o portãozinho de ferro. E, só depois de algumas horas, os outros 25 membros da família percebem que está faltando alguém.

Quando cada vez mais eu só me dou conta de que nada é substituível. Nem aquele colega de trabalho que eu torcia para “sair em busca de novas oportunidades” quando quero dar um exemplo de alguém chato de verdade… ou aquela pessoa que hoje só está na minha vida nas fotos que eu guardo no computador e em algumas boas piadas que restaram de uma amizade… ou também aquele cara que, apesar de não fazer mais parte da lista de contatos do celular, tem um telefone tão fácil que me impede de esquecê-lo.

A vantagem de tudo isso é não sentir falta de ter boas lembranças. Essas, eu tenho de monte. E, quando eu penso como seria bom não ter uma memória tão criminosa, olha só, me lembro da perspectiva de novas, que poderão ser ainda melhores. :)

Por Má-Má.

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  1. E como fazem falta, né?
    Compartilho do sentimento, Ma!

    E tem gente que deixa saudade mesmo, mas pelo menos a gente agradece o fato de que um dia passou na nossa vida e deixou, ao menos, boas memórias. A vida é assim… e a gente ainda tem muita história boa pra viver. =D

  2. Um dia me disseram uma coisa (nem lembro quem. minha memória nem é tão boa quanto a sua, mas devia ser alguém muito do inteligente) que eu nunca mais me esqueci e que uso sempre pra me confortar: qdo sentir saudades de algo, agradeça. pois quer dizer que vc viveu bons momentos. triste é aquele que não tem saudades de nada. parece que não viveu nada que valeu a pena.

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