Se chove lá fora…

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Quando eu era criança, não entendia porque meus amiguinhos tinham medo de chuva. Pra mim, temporal era sinônimo de contemplação. Eu deixava a TV de lado, largava as bonecas e corria pro sofá pra olhar a chuva da janela – aberta, porque só sentindo os pingos d’água na pele é que a experiência estava completa.

Tomar banho de chuva eu achava o máximo. Mas tinha que ser escondido da mãe, que já ficava preocupada com resfriados e outras doenças. Aliás, saber que sair na chuva era “proibido” fazia com que a coisa ficasse ainda mais legal! E o trovão era a cereja do bolo.

Mas aí a gente cresce, né? E na adolescência, chuva não passa de assunto a ser estudado nas salas de aula. Depois de adultos, a chuva só é vista como motivo para “miar o rolê”, sair mais tarde do trabalho ou mais cedo de casa pra não se atrasar. Se você é usuário do transporte público como eu, qualquer garoa mais forte é um verdadeiro estorvo porque você já sabe que aquele ônibus que já é cheio, virá ainda mais lotado E abafado. Afinal, ninguém quer abrir as janelas e se molhar.

Chuva, no Brasil que eu conheço, vem normalmente seguida por alagamentos, perdas de casas e tudo que tem dentro, deslizamentos e mortes. Ocupações irregulares + descaso do poder público = notícias que fazem com que as pessoas tenham cada vez mais medo do aguaceiro. Eu também teria, se minha casa estivesse ameaçada a cada relâmpago que aparecesse no horizonte.

Mas a verdade é que, apesar de todos os transtornos, eu amo a chuva. O cheiro que ela deixa na rua depois que passa, o quanto ela refresca o ar, os sons agradáveis pra gente dormir (ainda que trovões muito escandalosos me acordem de madrugada) e a desculpa de sempre poder parar um pouquinho pra vê-la cair…

Hoje, se chove lá fora, tem dias que do lado de dentro do escritório eu nem percebo. E aí me bate uma saudade daquelas tardes de verão em que eu deixava a Sessão da Tarde de lado pra ficar admirando um dos fenômenos da natureza que eu mais gosto.

Por Carrô.

Foto tirada pela May da chuva de ontem.

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  1. gente, achei que São Paulo ia parar ontem. Juro. Qdo olhei pela janela da agência e vi, sim, a garagem alagada, me deu um certo medo. Enfim, resultado: fui embora só às 22h15 e ainda peguei trânsito na alameda Santos. tenso. caos. mas quando choveu de madrugada, quando em já tava deitadinha na minha cama, gostei. adoro o barulho da chuva e o ventinho com cheiro de água.

  2. só é legal quando chega no limite de justificar a falta no trabalho…rs

    mentira. eu tb adoro. em menor proporção, claro. e quando não to na praia. ou quando to sem guarda-chuva. ou quando não to de saia. ou quando…enfim…vc entendeu.
    hihi

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