Pode mudar, mas não muito, tá?

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Só de começar a pensar em mudança me dá uma geladinha no estômago e uma coceira na garganta. Tem gente que lida tão bem com situações novas que eu fico chocada. Não que eu seja uma resistente a coisas novas; pelo contrário: gosto de inovações, avanços, melhorias e umas sacudidas na vida de vez em quando, mas também aprecio a estabilidade, segurança e conforto.

Quando falo em mudanças, não me refiro apenas a super acontecimentos, como se eu tivesse que morar na Índia ou China. Atualmente a minha maior crise existencial é cortar ou não o cabelo. Eu sei, cabelo cresce, mas calma lá… não é de um dia para o outro. Pelo menos o meu cabelo demora mais pra crescer. Será a resistência a mudanças falta de coragem? /nóia?

Recentemente sofri uma mega mudança. Mega pra mim. Nem dá pra falar que mudei de emprego porque continuo na mesma empresa. Mas parece que trabalho em um lugar diferente. Afinal, tudo é novo: clientes, chefes, mesa, assuntos, direcionamento, ritmo, rotinas. Não são coisas suficientes para justificar a minha amigdalite de quatro dias de cama, as muitas noites sem dormir, as mais muitas revisões de texto e email como medida preventiva, o nervoso para expor uma opinião e a cabeça sempre pensando no meu ‘novo’ emprego? Pra mim, é.

Ao mesmo tempo em que sair da zona de conforto me causa um certo medinho, também me anima. Trocar de problemas dá um refresh, com certeza. Você se esforça para solucionar outros pepinos. E, por serem novidade, são mais bonitos e, no mínimo, mais interessantes que os antigos. Mais ou menos o mesmo conceito que se aplica a trocar de namorado. Você troca uma pauta de DR para outra. Troca uma reclamação por outra. Por isso que desse tipo de mudança, ainda estou sussa. Enfrentar só os meus problemas já é um saco! E o suficiente por ora.

Já me disseram que sou assim (¬¬) porque sou taurina. Até gosto da ideia de culpar os astros, mas acho mesmo que seja um pouco de imaturidade, sabia? Adoro pessoas seguras, confiantes, maduras, bem articuladas… ai, ‘invejo’! Mas diz que às vezes é só pose, né? Preciso rever meu marketing pessoal no quesito ‘to achando super normal tudo na minha vida estar mudando’. Enquanto isso, twitto minhas agonias… rs Isso! Mais uma inovação na minha vida interativa. Viu só como não sou tão ‘quadrada’? Estou inserida nesse mundo web 2.0 em várias frentes: facebook, linkedIn, facebook… e agora no twitter (@mayzinhaGM btw).

Acho que esse post foi mais um desabafo. Posso? Obrigada.

Por May

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  1. Não acho que esse medinho de mudança seja um sinal de imaturidade, mas é uma coisa muito natural. Afinal, que graça teria se aceitássemos todas as mudanças como pessoas seguras, confiantes, maduras, bem articuladas? Admito, também invejo um pouquinho essa galera, mas a adrenalina é muito mais gostoso! Ah, e seu cabelo ficou ótimo, btw! beeijo

  2. Eu acho que toda mudança é válida e sempre traz amadurecimento, seja um novo corte de cabelo (que, bem ou mal, exige toda uma nova postura, na minha opinião) ou ainda uma troca de rotinas de trabalho, a auto-cobrança típica dos perfeccionistas… aquela coisa! Bom, eu trabalhei contigo por pouco tempo, mas de uma coisa eu tenho certeza: você é muito boa!! =) Por isso não há o que temer. Se joga! rs Beijos da Mari (depois de um tempinho sem passar por aqui)

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