Marca-me a vida

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“Nessa, quando a gente fizer dez anos de amizade, vamos fazer uma tatuagem de borboleta igual juntas?” – 1999. “Vamos!!” Tá certo que apesar de a gente ter certeza que íamos fazer dez anos de amizade, essa promessa foi feita sem ter muita ideia do tempo que faltava ainda… era mais um daqueles pensamentos que parecem bem longe, tipo hoje eu pensar: “Quando tiver meu segundo filho, farei uma tatuagem com o nome dos dois”. Sei que esse dia vai chegar, mas não tenho noção de quanto demorará. Em 2005, 23 de fevereiro, fizemos a nossa tatuagem de dez anos de amizade. Amizade que nunca deixará de ser um exemplo de como as amizades deveriam ser. A amizade mais pura e intensa que já tive. Daqui a pouco teremos que fazer a de 20… :)

Todo mundo diz que quem faz uma tatuagem não pára nunca mais. Eu duvidava. Mesmo. Mas agora eu posso falar: Quando faço uma, já to pensando na outra. Óbvio que não faço todas que penso fazer, senão me arrependeria de um monte. Pra tatuar alguma coisa, ela precisa ter realmente um significado definitivo, que não vai deixar de ser importante pra você em alguma circunstância. Por isso, é bacana levar um tempo desde a ideia do desenho até a concepção dele de fato.

Depois de dois anos da primeira tatuagem, resolvi marcar a ligação forte que tenho com as mulheres da minha vida. Mãe e irmãs sempre juntas. Cada uma tem seu espaço no meu coração, na minha vida, no meu céu. E certamente sempre terão. Somos a constelação que resiste a tempos abertos, chuvosos, fechados e também muito azuis da vida. E estrelas também brigam entre si, sabiam? É a mamãe estrela e as três estrelinhas que quando estão juntas brilham mais que o próprio sol.

Hoje fiz minha terceira tatuagem. Ainda não tenho foto dela, mas é linda. Pela primeira vez, fui sozinha. Ontem nem conseguia dormir direito, de tanto pensar nisso. Hoje minhas energias estavam focadas nesse momento. Cheguei lá só com a ideia do desenho: tinha que representar um montão de coisas. Aí a importância de ir a um estúdio confiável, com profissionais sérios, experientes e com ótimos portfólios. Escolhi a Akemi, que conseguiu transformar um bilhão de sentimentos sem nem mesmo saber direito quais num desenho incrível. A dorzinha que eu lembrava se quadriplicou pelo lugar. A costela é um dos lugares que mais dói. O barulhinho da máquina me faz sorrir de felicidade e até esquecer tamanha dor que é. Saí de lá a euforia em pessoa. Agora tenho na pele o que já tinha na mente: evolução eterna.  

 

Por May.

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