Qual é a música?

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Segundo uma pesquisa do Roper Reports Worldwide, hábito de ouvir música é rotina para 63% dos brasileiros. Eu sou um desses 63%, gente! Adoro TV, cinema e internet, mas nada me marca tanto e nenhuma outra mídia ocupa tanto espaço na minha vida quanto o rádio.

É música durante o dia, no trânsito, no despertador. Tenho até um rádio velho no banheiro que, mesmo quando ligo o chuveiro e deixo de ouvir qualquer coisa, continua ligado (tirando quando não tem ninguém em casa. Daí ligo o do meu quarto, que é bem mais potente e aí não só eu, mas todos os vizinhos ouvem também).

Minhas companheiras de blog já fizeram seus posts sobre nossa viagem pro Rio. E eu não poderia perder a oportunidade de falar disso e, claro, de música.

Isso porque agora, quando em eu penso em música do Rio, eu penso em funk. Ouvimos algumas “novidades” que sequer podem ser reproduzidas por aqui, mas também ouvimos algumas pérolas (no bom sentido) nas duas noites em que caímos na farra na Lapa.

Para quem não conhece, a Lapa é O lugar da night (pra gente, balada) no Rio. Tinha passado algumas horas lá há mais de três anos, numa noite de carnaval, mas não chegou nem perto da experiência que tivemos dessa vez. A Lapa é de todo mundo e de ninguém. Pra mim, a definição mais próxima da nossa realidade paulista é a seguinte mistura: o melhor da Vila Madalena com o pior da Augusta. E aí, dá pra encarar? Claro que dá! Eu, as meninas, os gringos do albergue, os cariocas da gema, as crianças de rua, os travestis, as prostitutas e sei lá mais quem que não tive coragem de levantar os olhos para identificar, encaramos

Pois voltemos ao tema do post: música. Foi lá no Manifesta que ouvimos: Los Hermanos, Chuck Berry, Gonzaguinha, Bondes do seiláoquê, músicas de festa junina, Mamonas Assassinas, Monobloco, Kanye West e tudo o mais que você colocaria em uma pasta “Vários artistas legais” do seu MP3.

Tudo que acontece na minha vida tem uma trilha sonora. Lugares, pessoas, trabalhos da faculdade, assaltos, carnavais, viradas de ano… mas dessa vez, nessa viagem, não consegui eleger uma. Porque ela foi inspirada (e carioca) como os Los Hermanos, maluca como os Mamonas, contagiante como o Chuck Berry, original como o Monobloco e familiar como os Paralamas. Isso sem contar o aconchego do Jack Johnson, a inesquecível vinheta do menu de Vicky Cristina Barcelona e a inesperada Cher (que tem até cover!) no hostel.

Que bom! Quero mais desses momentos. Porque aí vou montando uma nova pastinha na memória, cujo título só poderá ser: “Vários momentos legais”. Meninas, obrigada, gracias, danke, merci, tks pela cia.

Por Má-Má.

Uma resposta »

  1. “Do you belieeeeve in life after love?” Cher mode [ON]

    Gente, quase chorei com esse post! Sério…
    To saudosa do Rio de Janeiro, das pessoas e dos momentos!

    A trilha sonora é fantástica pra essa viagem e, assim como a gente não consegue defini-la em poucas palavras, também não consegue encontrar uma só música, né?
    Mas tem aquele funk que fala de um tal de chá de qualquer coisa que marcou, hein? Ainda mais com aquela dança que acompanhou ela… ai ai ai! hahahha

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