Ritmo, pepinos e o 6º mês do ano

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Ia escrever sobre o ritmo com que levamos as coisas da vida. Algumas num ritmo alucinado. Outras num ritmo quase slow motion. Mas quando fui, como de costume, salvar – antes de começar a escrever – o texto na subpastinha do mês da pasta ‘Blog’ no meu pen drive, me dei conta de que já era a pasta “06 – junho” e a data do post: 01.06.09. Caramba! Mas já????????

Então fiquei uns 2 segundos parada, abismada. Já é junho! E por uma coincidência muito grande, esse acontecimento no final do meu agradável domingo ‘casou’ com o que eu já vinha planejando pra esse post. Introdução longa essa, não? Pois é. É o ritmo com que eu levo algumas coisas na vida: enrolation. A famosa. Todo mundo conhece bem, não?

Prometi no dia 1º de janeiro de 2009 que não deixaria de praticar exercícios físicos. Ha ha ha. Preciso continuar? Seis meses depois (hoje) eu jurei que amanhã mesmo visito uma academia e fecho o plano semestral. Ritmo quase parando pra essa promessa de início de ano. Enrolation. O ritmo com que estudo alemão é, no mínimo, quatro vezes menor do que tinha me comprometido a estudar – e umas seis vezes menor do que eu realmente o faço hoje.

Mas e aquelas coisas que levamos num ritmo paranóico? O dia-a-dia está longe de ser calmo. Isso é um fato. Pepinos e mais pepinos compõem as tardes na agência. Grosserias do outro lado da linha te esquentam o sangue enquanto você diz apenas “Ok, doutor. Concordo. O sr. tem toda razão. Agora sim eu entendi como funciona o MEU trabalho”. Bode.

O que mais eu faço durante a semana se não trabalhar? Num ritmo frenético que chega a me irritar? Parece até um vício. Ah sim! Nos últimos dias temos planejado nossa viagem para o Rio de Janeiro no feriado de Corpus Christi. Essa atividade super bacana tem que ser colocada de lado e levada a um ritmo com certeza mais lento do que eu gostaria… porque… adivinhem? Pepinos invadem minha rotina! E a buzina gritando ‘Prioridades! Prioridades!’ me fazem fechar as páginas de hotel, transporte e turismo RJ e focar na lista de pendências. Coerente eu, né? Obrigada.

Saio da agência e de todo turbilhão de energias que circulam por lá. Bato o portão e espero o silêncio, o cantar dos pássaros, o ar geladinho passando pela minha cavidade nasal, aroma do campo e… bééééé FOOOOOOM TRÂNSITO. Ritmo paulistano de ir e vir. Mais alguns 50 minutos (quando tenho sorte de não concluir uma hora ou mais) de muita falação, barulho, fumaça e ritmo acelerado de tudo. Abro meu livro e encontro o ritmo que quero: o meu ritmo. E durmo. É o ritmo que quero poxa vida! Acordo num susto e desço do busão ainda meio sonolenta. Volto pro ritmo que tem que ser. Chego em casa e a mente não aquieta. Maldito ritmo que já tomou conta de mim…

Por May – gente, hoje é 1ª de junho. Tô bege.

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  1. Gatita,

    eh preciso saber a hora de parar, respirar, driblar a rotina massante!
    o tempo anda apressadinho, mas a gente tem de respeitar nossos limites.
    nada de levar trabalhos para a casa!
    nada de passar uma semana inteira sem algo diferente que te faca pensar que alguma coisa pelo menos faz sentido!
    priorizar o ritmo que voce gosta…

    te amo!

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