Ai! Putz!

Padrão

sensação

substantivo feminino
1    Rubrica: fisiologia, psicologia.
     processo pelo qual um estímulo externo ou interno provoca uma reação específica, produzindo uma percepção
Ex.: <s. visual, tátil, gustativa, olfativa> <s. de fome> <s. de opressão, de liberdade>
2    conhecimento imediato e intuitivo
Ex.: s. de que algo não vai bem no casamento
3    emoção, vivência significativa que mobiliza afetos e emoções
Ex.: <s. confusa de atração e repulsa ao mesmo tempo> <estar ávido de sensações>
4    surpresa ou grande impressão, causada por um acontecimento invulgar
Ex.: <causar s.> <produzir s.>

 

 

Todo mundo sabe que a gente passa por isso o tempo todo. São mil sensações o dia inteiro, das boas às ruins. Hoje resolvi falar sobre uma que quase não consigo descrever, mas que tem acontecido com mais freqüência do que gostaria. A sensação do “Ai! Putz! Acho que fiz algo errado!”.

 

Foi assim ontem, quando respondi um e-mail de uma ex-colega de trabalho e sempre amiga reclamando de uma atual colega de trabalho e nunca amiga. Você deve pensar: “Ah! Legal! E-mails extracorporativos contribuem para a produtividade!“. É, eu sei. Mas não quando você copia na mensagem a atual colega de trabalho mal-falada pela amiga. Eu sou a rainha da auto-sabotagem! “Ai! Putz! E agora?!” foi a única coisa que consegui falar, além de outros palavrões mais pesados direcionados a mim mesma. Ainda bem. Foi o que chamou a atenção da atual colega de trabalho e amiga, que deu a brilhante sugestão do recall do e-mail. Tudo isso em poucos segundos, claro. E deu certo: recall success!!! Ufa!

 

Outra sensação “Ai! Putz!” aconteceu há algumas semanas, quando recebi uma ligação de um número desconhecido aqui no trabalho.  Atendi e ouvi: “Oi, Marina! Tudo bem?”. Fui simpática, respondi que sim e perguntei se ele também estava bem, sem saber quem era. Foi aí que ele completou: “Sou o Cláudio, do SPC”. “Ai! Putz! Como assim?! SPC?! Mas eu só tenho 22 anos e já estou no SPC?!”. Claro que isso não foi verbalizado. Foi aí que voltei a fita: “Peraí. Cláudio de onde?!”. “Do SBC”, ele respondeu. Na seqüência, eu: Aaaaaaaaahhh, do SBC!!! Mas… SBC? B de quê?”. O esclarecimento: “Sociedade Brasileira de Cardiologia! Quero seus contatos para nosso mailing.” Ufa de novo! Eu estou sendo procurada para fazer parte de um mailing! Legal! Anota aí meus dados, Cláudio!

 

Há menos tempo, aqui no trabalho mesmo, a voz da chefe ecoou ao longe. “Marina, vem aqui.”. Quando esse pedido não vem acompanhado de um “Hora do recreio!” ou “Traz seu caderno”, eu nunca sei do que se trata. “Ai! Putz! O que será que eu fiz?!”. Quando chego à mesa, um sorriso que não cabe no espaço entre as duas bochechas e só a frase solta: “Fui numa cartomante e ela disse que você vai ter um casamento perfeito! Vai casar muito bem, dona Marina!”.

 

Em todas as ocasiões, o “Ai! Putz” não vem sozinho. É um gelo no estômago, a mão que é quase sempre suada fica fria, minhas sobrancelhas franzem e involuntariamente coloco a mão sobre a boca. É o tal processo pelo qual um estímulo externo ou interno provoca uma reação específica, produzindo uma percepção. Nunca gosto dela nos segundos em que toda essa reação fisio e psicológica toma conta de mim, mas, ah, como é gostoso manifestar meu “Ufa!”. Ainda bem que o Outlook é brother, que eu não tenho dívidas e que meu marido será maravilhoso. J

 

Por Má-Má.

 

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