Eu resisto… mas tem umas coisas… eu desisto

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Já era segunda-feira. Acordei cedo, como de costume e graças à Santa Organização presente em minhas orações, minha malinha da academia estava pronta. Por pouco (os nove minutos de soneca do despertador), não desisti de me alongar, levantar e abaixar os pesinhos que – dizem – darão uma forma menos redonda pro meu corpo.

 

Resisti à sessão de musculação que odeio e aos comentários competitivos e azedos dos colegas de malhação. Resisti ao sono também. Já era hora do almoço e aquele buffet à vontade do francês (ouie! Qué francés!) quase me manteve no ritmo, mas  não deu pra negar batata e hamburguinho de picanha com molho chique. Claro, foi aí que desisti do regime, como faço desde os 15 anos. Pra fechar, uma palha italiana acompanhada de um café (com açúcar, claro).

 

Opa! Chegou a terça-feira. Um evento importante no trabalho logo às 8h30. A malinha do yoga estava pronta (nota da redatora: eu acho que só de ter que carregar essa mochila eu deveria me isentar do regime), mas continuou no carro. Desisti de tentar entender e traduzir mil estratégias corporativas para definir coisas que toda pessoa deveria ter como item de fábrica: bom senso e responsabilidade. Resisti ao ímpeto de provocar um piquete e me recolhi em minhas anotações.

 

Já no carro, no caminho de volta pra casa, depois de 11 horas em frente ao computador, não resisti e liguei o rádio. Desisti de achar uma boa música nas FMs quando só se fala nos quilômetros de lentidão em São Paulo. Mas olha só… pararam de falar da Marginal e começou uma melodia que conheço. Putz! Tinha que ser essa música? Aquela lá? Justo a que não permite que eu resista a uma lágrima que vai embaçando a lente e embaralhando os faróis dos carros e semáforos à minha frente? Que bom que só uma desiste de ficar escondidinha. Isso pode ser perigoso quando você é dependente da lente de contato para dirigir e já nem sabe porque não consegue resistir, apesar do meu esforço.

 

Caramba! Já é quarta-feira! E não escrevi meu post. Atendi a todos os pedidos às vezes indelicados por não resistirem à pressão do nosso dia-a-dia corporativo. Cheguei à aula de espanhol e desisti de tentar entender por que algumas pessoas simplesmente têm que falar mais que as outras, ser mais ouvidas que as outras, me irritar muito mais que as outras.

 

Hoje já é quinta. Já não é meu dia de postar, mas não resisti registrar o embate de resistência e desistência da semana até agora. Desisto de começar aquela pendência chata para atender alguém que não resiste à própria ansiedade. E cá estou eu! Pós-almoço, depois de resistir ao mousse de suflair de sobremesa, mas de não desistir do benefício do chocolate. Que bom que aquela calda derretida fez toda a diferença na salada de fruta pra eu resistir até o fim do horário de rodízio!

 

Por Má-Má.

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  1. Nem me fale.. nessa semana, eu simplesmente desisti da minha vida pessoal e resisti à irritação por conta disso pelo único motivo de não ter escolha! Bjo

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