Mera coincidência?

Padrão

Ao longo dos meus 23 anos, sempre acreditei em coincidências. Mas de uns tempos pra cá, tenho desconfiado que as coincidências não são, bem, tão coincidências assim. Pensei nisso hoje, quando peguei um taxi para o trabalho ali na Faria Lima (ao invés do cotidiano ônibus, já que eu estava carregando minha também costumeira mochila para viagens de curta duração) e, ao dizer o meu destino, o taxista falou que já havia me levado ao mesmo lugar, semanas antes.

“Coincidência, né?”, disse ele. Claro que eu disse que sim, mas… será que é mesmo? Considerando que eu passo por ali todo dia para ir ao trabalho, quase sempre no mesmo horário, e que ele trabalha no mesmo ponto de táxi todo dia e também inicia seu dia mais ou menos no mesmo horário, não seria meio lógico ele estar no local no momento em que eu precisava de um táxi?

Talvez esse exemplo não tenha sido muito bom, mas foi a partir dele que eu lembrei que não acredito muito em coincidências, apesar de usar muito essa palavra. Em shows, costumamos encontrar pessoas de nossa convivência – como colegas de faculdade, curso, vizinhos, amigo do primo etc. – e a primeira coisa que vem em nossa cabeça é: coincidência! Ou não, né? Se pensarmos que o amigo do seu primo ou aquele colega de sala totalmente coadjuvante tem mais ou menos a mesma idade que você, escuta provavelmente as mesmas rádios, lê as mesmas revistas/sites na internet, pode-se dizer que vocês são influenciados pelas mesmas coisas/pessoas já que vivem no mesmo meio e, logo, tendem a gostar da mesma banda. Conseqüentemente, vocês estão no mesmo show. Coincidência mesmo?

O carnaval costuma proporcionar esses encontros acidentais também. Metade da população universitária (ou recém-formada) de São Paulo estava em São Luis do Paraitinga esse ano. Os mais desavisados poderiam dizer que foi coincidência. Algumas coisas me dizem que não foi, por exemplo:

– SLP fica perto de SP. Isso por si só não diz muita coisa. Mas considerando que muitos universitários e recém-formados trabalham na quarta-feira de cinzas, escolher uma cidade para passar o carnaval que não seja muito distante da capital é fundamental (não-coincidência 1 X coincidência 0);

– Apesar da inflação do preço das casas em SLP para o carnaval, SLP continua sendo uma opção barata de destino para a folia, outro ponto fundamental para universitários e recém-formados que ainda não ganham o suficiente para passar o carnaval em Salvador, por exemplo. (não-coincidência 2 X coincidência 0);

– O famoso boca a boca funciona aqui também. Universitários e recém-formados fazem a propaganda do sucesso que é o carnaval em SLP para outros universitários e recém-formados. Entre eles, possivelmente estará o cara mais interessante do seu curso de Krav Maga ou aquele colega de firma mala. (não-coincidência 3 X coincidência 0);

E por aí vai. Talvez o assunto renda muito pano pra manga e um post é um espaço muito curto pra eu tentar explicar o porquê de não acreditar nas coincidências. Hoje eu também não estou a pessoa mais lógica e bem articulada do mundo e, por isso, não seria mera coincidência você não ter entendido nada desse post.

Por Carrô.

Uma resposta »

  1. hahahahahaha
    genial.

    pare. pense. reflita.
    tudo tb pode depender da lua vazia….do trânsito astrológcio de cada um…da visão/audição seletiva e…bem…do acaso!

    lembrei de uma coisa…é tipo dizer que encontrar brasileiro em outros países é coincidência….que coincidência, que nada! é pura globalização (e onipresença tupiniquim, claro). onde vc vai, tem brazucas! hahahaha

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s