Te conheço de outros carnavais…

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Em semana temática, nada melhor que um post temático, certo? No caso de hoje, sim! Estamos às vésperas de uma das datas comemorativas que mais me anima: a festa da carne, da cerveja e da data oficial pro ano começar. Este ano já consumiu muitas das minhas energias, mas a reserva especialmente separada para o feriado da semana que vem continua intacta.

 

O carnaval sempre fez parte do calendário lá de casa. Quando pequena, minha mãe, com toda sua habilidade, criatividade e falta de recursos financeiros suficientes pra comprar uma fantasia pronta de princesa pra mim, inventava as mais diferentes personagens pra me vestir durante o carnaval. Já fui coelhinha da Playboy (aos quatro anos), mulher de branco (totalmente sem referências), cigana, roqueira (roupinha de couro sintético herdada de uma dança de fim de ano da escola), macaca (idem à anterior), entre muitas outras que fizeram da minha infância uma fonte de rica de boas memórias e um pontinha de constrangimento.

 

O tempo foi passando e chegou o momento em que a matinê de carnaval do Clube Atlético Ipiranga deixou de ser legal pra mim e pra minha irmã (e pra minha mãe, claro, que acompanhava a gente sempre com algum apetrecho carnavalesco também). Foi quando eu entrei na (pré) adolescência e passei a querer ir pra praia, fazer guerra de espuma com desconhecidos (ui… pelo menos não vestia a roupinha de coelhinha da Playboy) e (por que não?) fazer o que todo mundo fazia no carnaval: sair pegando geral.

 

Tirando a parte do “pegar geral” (que nunca se tornou realidade), o resto todo eu cumpri com honrarias. Eu preferia jogar espuma e sair correndo para atingir a próxima vítima, além de dançar músicas toscas no meio da rua segurando uma lata de coca-cola. Foram dois carnavais assim, ao lado da minha prima mais velha. Ela eram (quase pós) adolescentes e eu achava o máximo que a gente parava numa adega de Itanhaém pra comprar vinho (para elas, porque eu nunca quis nem experimentar aquele líquido X que vinha numa garrafinha de plástico mais X ainda) enquanto os “caras” achavam que eu tinha a mesma idade que elas por usar um número maior de sutiã.

 

Minha prima começou a namorar e essa programação foi eliminada do meu ano. Fiquei dois carnavais em casa (quando recebi a primeira ligação de uma “amiga da facu”, que morava lá bem longe), no cinema, no parque e outros estabelecimentos urbanos até que, em 2005, retomei a rota da folia. E não parei mais. Foi o ano de Tiradentes, onde a pinguinha legitimamente mineira rendeu meu primeiro porre e meu quase primeiro amor à primeira vista. Na seqüência, coisa fina: carnaval num cruzeiro, onde conheci gente com quem troco mensagens saudosas do balancê do navio pelo MSN até hoje. Voltei pra Minas em 2007 (com excelentes companhias e a hospitalidade que só os mineiros, legítimos como a pinguinha, conseguem oferecer); só nesse ano passei por três cidades e experimentei uma curiosa pizza de picanha.

 

Em 2009, estou pronta para voltar à fonte de tantas outras boas memórias que guardo também da edição de 2008: São Luiz do Paraitinga. A cidadezinha perdida entre Taubaté e Ubatuba foi cenário de momentos tão especiais que é para lá que eu e minha companheira de colchão inflável de solteiro (e mais 11 garotas) pularemos ao som de marchinhas e gritos dos passageiros do Barbosa. Com a diferença de que, dessa vez, cada uma terá um leito em uma casa tipicamente luiziense.

 

De folia em folia, respeito meu histórico. São anos passando por fantasias, personagens, coca-cola, muito cachorro-quente e, mais recentemente, cerveja (porque da pinguinha eu peguei trauma!). O pique dura até a quarta-feira de cinzas e eu não sei o que faria sem ela. Por isso já deixo avisado, post novo aqui, só lá em março, quando meu ano (re)começa depois de cinco noites de muitas novas alegorias (e histórias para novos posts, claro).

 

Por Má-Má.

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  1. Ai… o Carnaval…
    Eu to em contagem regressiva pra ouvir “OOOOO Barbosaaaaa, essa curva é perigosa….” (apesar de nao ser a minha marchinha preferida de SLP)!!!!!

    Esse ano, minha única exigência é ter um colchão só pra mim! De resto, que venham os blocos, as marchinhas, a muvuca, as roupas feitas de chita e os quatro dias a base de cevada e junkie food! =]

  2. Hahahahahahah!!!!! Adorei o post e a foto de roqueira….

    Eu amo o carnaval, também tenho causos hilários da cidade da minha mãe em Minas (Monsenhor Paulo), dos bailes no clube quando era pequena e até de viagens nada-a-ver-com-a-folia que também fiz para fugir da muvuca.

    Este ano, fiquei em Sampa mesmo! Fui no Wet’n wild, fiz churrasquinho em casa… e claro, assisti aos desfiles pela TV! Meio deprê, não? Rs

    Mas foi divertido…. ;)

  3. huahauhauhauahaua
    poxa, heloisa…nem falei mal nesse! ainda bem que suas pragas não pegam!

    ah, como esse passado condena. total atitude com essa roupinha.
    mas ok. me deu uma idéia excelente pra outro post. a praaaaaaaaaaaaga da sapatilha pr(e)ata.
    huahauhauhauahuaha

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