A arte de fazer o bem.

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Pode estar na iniciativa de participar da Campanha de Natal de sua empresa, em ajudar de alguma forma os desabrigados de Santa Catarina, em ser voluntário em alguma instituição de caridade ou ainda quando você cede o seu lugar no ônibus/trem/metrô praquele senhor que ficou em pé porque os assentos reservados para ele estavam ocupados por jovens folgados e sem nenhuma noção de convivência em sociedade.

 

Fazer o bem ao planeta é também vale: reciclando seu lixo, evitando ir de carro a lugares que você pode ir a pé, pegando carona, recusando sacolas plásticas, economizando água e por aí vai. Existe uma expressão popular que cabe bem – “Fazer o bem sem olhar a quem”. O gesto beneficia o próximo e a nós mesmos. Mas… por que será que tanta gente se esquece de “fazer o bem” para as pessoas mais importantes de suas vidas?

 

Aliás, o que você entende por essa expressão? Fazer o bem é algo tão amplo que abrange grandes atitudes, como dedicar a vida às causas ambientais, e pequenos gestos do cotidiano – como ajudar uma velhinha a atravessar a rua. Dia desses vi um vídeo que dizia que “we are what we do”. Nós somos o que fazemos. Ele é parte de um movimento britânico para inspirar as pessoas a incorporarem pequenos hábitos em seu cotidiano que podem mudar o mundo.

 

Entre as sugestões estão: ensine seu avô a enviar mensagens de texto pelo celular; plante algo para seu próprio consumo; faça alguém sorrir; seja gentil em linguagem surda-muda. É, isso mesmo! Seja gentil em linguagem surda-muda! OK, talvez essa sugestão tenha forçado a amizade. Mas… me fez pensar: por que não ser mais gentil? Com o mundo em geral. Que tal evitar a acidez rotineira ao atender uma pessoa desagradável? Ou deixar de lado a ironia por um dia que seja?

 

No começo não é fácil, eu sei. Mas aos poucos a gente pega o jeito da coisa. E passa a gostar dos resultados que essa mudança traz, porque passamos a perceber que o mundo é mais gentil com a gente também. Afinal, é aquela coisa: se você é rude com as pessoas, não espere que elas sejam amáveis com você. E, vale o contrário também! Experimente não devolver uma grosseria na mesma moeda e, em vez disso, responder de um jeito mais delicado. Seu interlocutor vai ficar mais desnorteado do que cachorro que caiu do caminhão de mudança.

 

Garanto que da próxima vez, essa pessoa pensará duas vezes antes de ser estúpida gratuitamente. OK, talvez eu esteja sendo ingênua demais. Talvez você já tenha tentado ser uma pessoa mais agradável e, em troca, só levou mais xingamentos e maus-tratos. Eu não disse que ia ser fácil.

 

Mas se você for persistente, quando você menos esperar vai receber uma gentileza em troca. Eu acredito que o mundo precisa de mais gentileza para ser um lugar melhor para se viver – ela não resolverá todos os problemas do planeta, mas já é alguma coisa. E sei que as pessoas estão apenas esperando um primeiro gesto. Que tal começarmos eu e você?

 

 

 Por Carrô.

 

Para saber mas sobre o movimento We are what we do, acesse http://www.wearewhatwedo.org/. 

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