Todo ano é assim…

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Não tem nem como. Chega o fim-de-ano e eu já começo a lembrar de tudo que fiz ou não fiz… tudo que prometi e que não cumpri. De todas as pessoas que foram presentes. De todas as que senti falta. Das surpresas. Das decepções. Dos melhores e piores momentos. Dos meses que não vi passar. Dos dias que duraram meses.

Daí quando me dou conta é primeiro de dezembro! Uau! Já passou mais um ano desde quando me dei conta do primeiro de dezembro do ano passado. Não é louco isso? E é incrível perceber que hoje desejo as mesmas coisas de um ano atrás. E desejo outras também. Os mesmos anseios são aqueles que você nem precisa pedir pro papai do céu porque ele já sabe de cor. Tipo quando você vai muito a um restaurante e pede sempre o mesmo prato, a mesma bebida e sobremesa. E o garçom, mesmo sabendo, anota.

Peço sempre amor. Porque a vida sem amor é sobrevida. Peço muita risada. Sempre peço risada, sabiam? Porque é a coisa que mais gosto de fazer. É de graça. Não engorda. Dá pra fazer sozinha ou acompanhada. Não precisa de luz. Pode estar frio ou calor. Eu rio. Também costumo pedir saúde pra poder batalhar por tudo aquilo que quero. Amigos e família. O bem-estar deles junto a mim. Isso sempre está na minha lista de prioridades.

Sempre peço paz. Paz interior. Paz exterior. Paz. Porque não todos nós não pedimos paz? Por que não pedimos inteligência, paciência e solidariedade para então, todos termos paz? Vamos pedir mais carinho, mais compreensão, mais união, mais compaixão? Vamos pedir mais por menos? Vamos pedir mais força para cuidarmos de grandes causas?

Acho que todo mundo pede essas coisas, né?! Ou não? Se todos pedissem querendo de verdade, o mundo seria diferente. Fico pensando se tem gente que pede, por exemplo, violência. Não, né?! Mas ela sempre vem de monte no ano seguinte. Quem pede fome? Quem pede trânsito? Quem pede desespero, pobreza, desigualdade e tristeza? Queria achar essas pessoas… pra pedir pra elas pararem de pedir tanto. Tenho a impressão de que as pessoas que pedem essas coisas chatas são aquelas que já têm tanta coisa… que não sabem mais o que pedir. Ou são aquelas que não têm nada, nada mesmo e nunca souberam o que é ganhar alguma coisa boa que pediram. Então pedem o que sabem que não vai faltar, mesmo sendo coisas ruins.

Eu queria pedir um carro, um apartamento, muitas viagens, muito dinheiro. Mas prefiro pedir o que não posso comprar. Se o papai do céu (ou seja lá quem dá isso que a gente pede) me der todas as coisas que eu sempre peço no final dos anos, acho que com o tempo vou conseguir essas outras coisas com meus próprios esforços. Ou não também. Hoje só quero pedir uma semana bem tranqüila pra começar o último mês do ano.


Por May.

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  1. Demais!!

    Estou louca para chegar o dia 24/12: dia em que abrirei minha cartinha com promessas do ano passado. Sim! Ela existe! claro que eu não lembro o que eu pedi…já desconfio que vou manter a mesma para o ano que vem…rs

    Sobre os pedidos, confesso que costumo me confundir nas sete ondas! E peço a mesma coisa mais de uma vez! hehehehe Mas, pelo menos, sempre são coisas boas!

    Bjs

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