Pequenas grandes coisas

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Tem coisas que a gente nem sabe como, mas acaba fazendo parte da nossa vida. Assim, de uma hora para outra. Não, não é de repente. É de repente que você percebe. Porque não é qualquer coisa, qualquer lugar, qualquer pessoa que entra na sua vida, nos seus pensamentos, desejos, vontades e caprichos, no seu coração, na sua rotina. Tem que fazer por merecer.

Coisas que te alegram, que te fazem sorrir, que te deixam mais forte, que te mostram outros caminhos, que te trazem de novo pra terra ou que te empurram pros sonhos. Pessoas não são diferentes. Existem aquelas que você não imagina como seria sua vida sem. E não me refiro aqui àquelas pessoas importantes por natureza: pai, mãe, irmãs, amigos, enfim. Estou pensando (e me inspirando) agora naquelas pessoas que fazem tão parte da sua vida que você nem percebe direito. Mas quando elas não estão, pronto, seu mundo vira de cabeça pra baixo e você sente falta de alguma coisinha.

A minha rotina tá cheia dessas pessoas. No trabalho, elas me fazem enxergar que mesmo quando o relógio está preguiçoso, temos motivos para dar risada, nos concentrar, decidir, terminar e enviar logo aquela porra! Que sempre há espaço para outra opinião, que sempre podemos ajudar uns aos outros e comemorar as conquistas com um abraço coletivo e vários ‘parabéns’, distribuídos sem moderação.

Mas… não precisamos, necessariamente, conhecer as pessoas que contribuem para a leveza do nosso dia. Ou sim? Gente! Realiza! Estamos na era di-gi-tal, web 2.0 e o escambal! Tantos namoros que vingam com os bate-papos pela internet. Tantos amigos que se fazem por esse mundo afora. Tantas oportunidades de emprego que se concretizam pela busca em sites. Tantos blogs que compõem a lista de inúmeras informações necessárias lidas todos os dias. Paremos aqui.

Há uma listinha considerável de blogs na minha pasta de Favoritos. Todo dia confiro o que os meus mais queridos blogueiros escrevem, contam, inventam, reclamam, criticam, elogiam. E vou criando um laço tamanho com esses blogs e seus assuntos que não raramente me pego pensando sobre o que li. Muitas vezes pesquiso mais sobre algum tópico. E quando entro no blog e vejo que não há post novo, incrível e assustador, mas me chateio. Não que eu pense que é uma obrigação do blogueiro satisfazer minha sede de seus textos, mas sinto como se não tivesse recebido a quantidade de informação suficiente aquele dia. Me falta uma novidade daquela pessoa que eu nunca vi na vida.

E quando construímos uma relação com qualquer coisa (pessoa, lugar, animal, lembrança, cheiro) é muito difícil quando temos que nos separar dela. Ok. Nada de novidade pra ninguém aqui. Mas e quando tratamos do relacionamento que estabelecemos com um blog? Uma relação de respeito, envolvimento, confiança, fidelidade e … anonimato com quem o alimenta? Pra mim, devo dizer, proporciona um impacto relevante. Uma tristezinha considerável. Um questionamento saudável. Uma saudade natural. Perder um blog amigo é dolorido.

Isso parece estranho pra vocês?


Por May.

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  1. Não parece nada estranho, Max!!! Aliás, é mto isso que eu to sentindo tbm, meu…

    E é meio surreal mesmo a gente só perceber o quanto essas “pequenas” coisas são importantes pra gente quando estamos prestes a perdê-las, não?

    Compartilho dessa sua tristezinha, darling.

  2. hahaha
    sim, our precious blogs.
    pensei que seríamos BFF do Garotas!!!!
    (adorei essa sigla!!! Best Friends Forever!!! mais glam, impossível! hahaha)

    não pode levantar um assunto que nem esse pra alguém apegada como eu, may!
    hahahaha

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