Sem essa de ser zen…

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Não adianta a gente se enganar, né? Quem não nasceu pra coisa, não vai gostar nunca de ir à academia, por mais que o espelho e as suas roupas digam o quanto é necessário! Por isso, após dois meses de tentativa, eu desisti. E sem peso na consciência, já que eu sofria de ter que freqüentar aquele espaço com música alta, pessoas pulando e puxando aparelhos.

 

Acontece que a repetição de movimentos me irrita e as palavras de incentivo dos professores me constrangem! Longe de mim incentivar o sedentarismo, mas quando eu ouvia algo como “saúde é o que interessa, o resto não tem pressa”, eu sentia profunda vergonha alheia (algo que acontece também com outras frases de incentivo, mas isso deixemos para outro post!) e me desconcentrava do exercício da vez. Então decidi largar esse mundo.

 

E já achando que meu destino era perder o fôlego a cada lance de escadas que eu subisse ou amaldiçoar o inventor das ladeiras a cada uma que eu encontrasse no meu caminho, resolvi buscar formas alternativas de mexer o esqueleto. A primeira tentativa foi a aula de salsa cubana! Divertidíssima, com músicas super alto-astral e um professor mais animado ainda, me parecia que ia dar samba! Digo, salsa! Mas sabe como é aula de dança, né? É preciso parceiros para as duplas. Homens não querem fazer as vezes de mulheres e vice-versa. Além disso, o horário era bem do ingrato: 21h de segunda-feira é pra judiar de qualquer ser humano que aproveita o fim de semana, não??

 

Logo, miei a salsa cubana. Mas prometo que não é desistência! É uma… hum… postergação. Aí eu resolvi dar uma chance a uma coisa que sempre me interessou, mas nunca tive coragem de investir: o yôga. Que não, não é aula de alongamento ou relaxamento. Também não é nada de outro mundo! É sim algo do outro lado do planeta, mas totalmente compreensível para nós, meros ocidentais. Dizem também que “yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi”.

 

Ahn? Sa-quem? Pois é. Samádhi. Não adianta nem me perguntar porque eu ainda estou descobrindo também. E essa é que tem sido a graça. Descobrir um mundo novo, filosofias novas, um jeito novo de respirar e músculos que eu nem sabia que existiam! Desde que comecei as aulas, já ouvi algumas vezes coisas do tipo: “ah, yôga? Pelo amor, vá fazer algo mais power! Yôga é só ficar lá parado…”. Ahan, viu. Nessa de só ficar parado, não tem uma aula que passe sem eu perder o equilíbrio e digo até que já caí algumas vezes. Nada embaraçoso por enquanto, mas algo me diz que eu chegarei lá!

 

A verdade é que naquelas duas horas que passo dentro daquela sala por semana eu esqueço do resto do mundo e de todas as preocupações do lado de fora dela. E me concentro naquelas posições que parecem impossíveis de serem feitas pra quem olha, mas quando a gente tenta, elas fazem todo o sentido do mundo. E parece então que, depois de 23 anos, encontrei a atividade física que é mais do que exercício. É um momento de lazer, de descontração e de auto-conhecimento.

 

Enfim, esse assunto dá pano pra muitos posts ainda. E se você tem alguma história pra contar sobre o yôga ou sua atividade física, compartilhe com a gente!! Só não me venha com piadinhas ruins de conotação sexual sobre a minha flexibilidade, ok? =]

 

 

Por Carrô.

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  1. huahauhauhuhuahaua
    isssoooooo…faça piadinhas em cima das minhas ruins!

    mano, a may tá brincando de mudinho!?
    huahauahuahua

    assino embaixo. yoga é mto power! e as dores no dia seguinte não me deixam esquecer… só deixando fluir a energia vital pelo plexo solar…

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