Era só de passagem…

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Se há um estabelecimento no mundo onde eu consiga passar mais tempo do que o escritório em que trabalho ou meu quarto seguramente é uma livraria/loja de CDs e DVDs. Tenho cartão fidelidade de todas as redes que o oferecem. É como se eu pudesse transitar num universo paralelo onde é totalmente aceitável pelas leis morais e cívicas trocar de parceiros, visitar intimamente todos eles num mesmo dia e ainda por cima não se sentir uma depravada por conta disso.

 

É a alegria dos pontos acumulados e descontos (às vezes) simbólicos para os artigos que tanto me encantam e que um dia me disseram que irão desaparecer. É! Esta semana mesmo me disseram que a HP (Hewlett-Packard mesmo) está estudando um papel eletrônico. Tem textura e peso de papel, mas carrega micro-não-sei-o-quê na sua estrutura que poderá ser “carregado” com o conteúdo que quisermos! Tipo, meio assustador. Nem quero pensar nisso agora.

 

Além dos livros, um pouco mais caros do que eu gostaria que fossem (exceto as versões pocket, que não têm o mesmo encanto da capa, papel, letra, etc.), esses meus cartões fidelidade também contribuem para que continuar cultivando um hábito que comecei a praticar ainda na primeira década da minha vida: a compra de CDs. Amo. Amo os encartes, as capas produzidas, as capas que eu não entendo, os créditos, os agradecimentos, as letras e, mais que isso, o plástico que o envolve. Não consigo descrever minha alegria ao rasgar tudo aquilo pra ver de pertinho aquele plástico ainda brilhante e tirar o encarte com cheiro de gráfica de dentro dele… ai, ai… é quase como desembrulhar ovo de páscoa trufado pra mim.

 

Ontem estive em uma dessas lojas; e era das grandes. É sempre um teste da minha resistência. Agora começaram a vender camisetas de bandas! A tentação foi grande. Mas, no melhor estilo “um depois do outro” (ou melhor: “um dia de conta no azul depois do outro”), não comprei nada; mas matei saudades de uns CDs que nunca tive coragem de comprar por causa do preço (pode um CD custar R$64,90?!? Sou uma dependente de mídias que ainda ama o nome limpinho no SPC/Serasa).

 

E não adianta me dizer que MP3 é a mesma coisa! Essas versões NUNCA têm a mesma qualidade das originais. Isso porque eu mesma já fiz o teste de comparar as faixas do CD com as outras três que puxei na Internet. Os especialistas já me disseram que elas perdem a qualidade mesmo. Eu acredito e permaneço fiel. Afinal, tem coisa mais legal do que, depois de 45min olhando pra prateleira “MPB”, segurando 5 CDs na mão, ouvindo outro que ainda te deixa na dúvida se merece ocupar o vão entre o dedo anelar o mindinho pra também ser segurado, um atendente vem em sua direção e diz: “Olha, dei uma olhada no que você tá segurando e acho que você vai gostar disso”. E traz pra você um exemplar que, no meio de tantos outros (e numa caixinha de papelão entre as de plástico brilhante) você não tinha reparado. É um exercício de percepção! Fora que você faz um amigo e ele ainda diz que em breve receberá coisas novas de artistas que você também gosta e que – uau! – pode reservar os itens pra você! E – sim!! – eles te ligam avisando quando chega!!!

Sempre que entro numa dessas lojas, é assim: só de passagem. Na verdade é A passagem; para esse mundo de sons novos, encartes, plástico e muita novidade. Acabo descobrindo coisas novas, relembrando coisas velhas, comprando algo que sempre quis ou algo que nunca soube que existiu.

o CD é dos melhores, o vocalista é lindo e o próprio desenhou essa capa.

.uma das descobertas preferidas: o CD é dos melhores, o vocalista é lindo e o próprio desenhou essa capa.

Foi assim com vários artistas que hoje ocupam um espaço privilegiado no quarto (haja prateleira) e na minha memória. Quem quiser me acompanhar numa viagem dessas qualquer dia (nem precisa do suporte da CVC ou – no sentido figurado – de psicotrópicos), pode me chamar. Conheço roteiros e ainda acumulo milhas!

 

 

 

 

Por Má-Má.

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Uma resposta »

  1. E nós agradecemos as milhas acumuladas! =]

    Pq assim eu conheço um monte de músicas que nunca ouvi antes e embarco nessas viagens tbm! Hehehe

    E o melhor é que são os seus CDs que viram as trilhas sonoras das nossas viagens no sentido literal! O que seriam delas sem a sua coletânea, hein?

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