Quem tem medo do fofão da Paulista?

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Nessa semana temática, coincidentemente ou não, falarei sobre um personagem que, há algum tempo, entrou na minha vida numa situação ironicamente relacionada com a que vivi há poucos dias. Sabe aquele tipo de situação que você vive, mas não explica? E na verdade parece que aconteceu em algum filme tipo “Crash” ou com um amigo do primo do seu vizinho? Pois, feliz ou infelizmente (uau! Um post controverso), foi comigo mesma que aconteceu.

 

Muitas são as teorias sobre o personagem urbano que eu escolhi: o fofão da Paulista. E com uma figura dessa, esse post SÓ poderia ser controverso. 

.haja purpurina.

.haja purpurina.

Para quem nunca viu, muito prazer (ou não). Este aqui do lado é o próprio, que tem até comunidade no orkut. Muitos são os relatos que tentam explicar sua existência. Uns dizem que as bochechas são resultado de uma tentativa mal-sucedida de injeção de silicone, outros reproduzem (olha só a fonte segura) o seguinte “a tia do dog disse que é um traveco que injetou óleo no peito… só que óleo de cozinha e aí subiu para as bochechas”. Muitas são as dúvidas: é traveco? É drogado? É deformado de nascença? É japonês(!)?.

 

 

Eu só sei que, sem essa figura, um dos piores dias da minha vida poderia ter sido pior! Isso porque (fato comum a outros relatos) foi no farol da Augusta com a Paulista que vi o fofão pela primeira vez. Eu estava sozinha no carro, me sentindo uma barata que sobreviveu a uma explosão nuclear (leia-se: em prantos. E não questione se baratas choram! Basta entender o conceito) quando ele apareceu, vestido de palhaço (leia-se: usando um macacão de bolas coloridas, peruca de duas cores, duas grandes bolas de blush nas bochechas, segurando algo que parecia um livrinho de cordel). Tudo o que eu queria era que o farol, todo embaçado, abrisse logo pra eu estar cada vez mais perto do meu destino.

 

Mas não. Foram nos segundos em que eu esperava o vermelho virar verde que ouvi um som metálico, como a voz de uma vítima que não quer ser identificada na entrevista do Fantástico, me falando: “Moooooooçaaaaaaa, não choraaaaaaaaaa. Não choraaaaaaaaaa. A vida é boooooooooooa. A vida é boooooooooa. Olha aquiiiiiiiii!!! Compra esse livrinhoooooo! É de poesiaaaaaaa. É aaaaaarteeeeeeee!”.

 

Eu, assustadíssima, disse: “Não. Não quero. Obrigada!”. E por um segundo minha glândula lacrimal pareceu precisar de assistência técnica. Olhei pra ele. Ele me olhou. Acho que rolou um momento “olhos brilharam” (obrigada por compartilhar este conceito, má). O meu, de medo, claro. Minhas pupilas provavelmente alcançaram o máximo diâmetro permitido pelas leis da oftalmologia. O farol abriu, eu segui meu destino, pensando: “Como aquela criatura poderia me dizer que a vida é boa?!”.

 

Meses se passaram e não mais vi o fofão. Pensei ter sido uma alucinação. Como habitué da Paulista que é, cheguei a ficar preocupada sobre sua condição, como a May ficou com o Carlão. Eis que, num domingo de junho, prestes a entrar numa sessão no “Teatro do Ator” e depois de comer um lanchão de carne louca e tomar um vinho quente na quermesse da Paróquia da Consolação, o fofão deu as caras (purpurinadas). Entrou no hallzinho do Teatro, falou qualquer coisa sobre minha irmã e o namorado (algo como “Casaaaal! Casal! Moço altooo!), quando havia apenas um grupo de cinco meninos, eu, um amigo e o casal em questão. A carne realmente enlouqueceu no meu estômago. O vinho ficou mais quente do que quando eu havia tomado. Só faltou embaçarem as luzes. Tensa, muito tensa, eu olhei pro chão e fiquei esperando esses segundos eternos, assim como fiz no farol, passarem. E passou. Só tive tempo de ver que ele estava vestindo uma calça skinny, uma regata rosa tão skinny quanto a calça, um colete preto e (sim) uma cartola.

 

Agora, dias depois de resgatar (só de leve) minhas memórias de cucaracha, o fofão está aqui, de novo em minha vida, em forma de post. Sem ele saber, participou de grandes momentos e, (olha só a controvérsia), diferente de muitos relatos da comunidade no orkut (que denunciam perseguições, pragas sobre calvície, tentativa de cegueira por conta do reflexo da purpurina das bochechas frente à luz do Sol e até sugestão de – bem… – liberar a retaguarda pra perder o medo dele), quando comecei esse meu relato, a única coisa em que conseguia pensar era: “A vida é booooooooooa. A vida é boooooooooa”. De novo, aquela situação que eu não consigo explicar. Deve ter sido o cumprimento de uma profecia urbana que lhe atribuem… segundo uma integrante da comunidade, “Dizem que se ele encostar em você, ele te passa a maldição da purpurina”. E, definitivamente, pra vida ser booooooooa, nada como uma boa dose de purpurina!

 

Por Má-Má.

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  1. Eu já ouvi uma história de que o Fofão da Paulista é irmão daquela barata no filme Man In Black. Aquele que luta com o Will Smith no fim.
    Vc´s se lembram que a barata se veste com a pele de um humano?
    Pois então, nosso personagem usa a mesma tática. A única diferença é que ele não veio para destruir o planeta, mas sim para entreter as pessoas com a sua arte.

  2. Mano! Eu tentei achar uma foto ou um video do Carlão. Poderia jurar que já estaria disponível no mundo web 2.0, mas na-da! Triste! hahaha

    Genial esse Fofão… qdo eu morava na Pamplona, todo domingo quando saía para comer um pastel, ele estava na esquina da Paulista… todo purpurinado. Um dia uma criança o viu e começou a chorar. Ele, sem desconfiar que era medo dele, foi até ela e disse: “Não choooola!!! Não cholaaaaa! Olha a florzinha aqui!” hahaha A criança esperneando e os pais rindo… hahahaha

    Espero que um dia vejamos o querido Fofão juntas. hahahahaha

  3. A-D-O-R-E-I. Às vezes a gente encontra um apoio onde menos espera… há algum tempo, eu estava no ônibus com essa mesma sensação de barata explodida (rsrsrs) e o cobrador me deu uma bala de hortelã. Aí ele falou: “moça, eu sei que isso não vai resolver o seu problema, mas é só pra você saber que ninguém está sozinho nessa vida”. E juro que não foi xaveco!!!! :)

  4. Vi ele há um ano atrás, mês passado o vi de novo, confesso que fiquei assustado, que deu medo, mas me senti triste por ele, bateu uma solidão. As pessoas devem julga-lo sem ao menos conhecer, mesmo se conhecessem ainda não seria certo. E toda história que li, (inclusive do orkut) ele me parece ser uma pessoa que mesmo por trás de todas as dificuldades de seu rosto, vive a vida é boooooooooooa!

    Pelo menos ele tenta e acho que isso o mantém vivo e tem muito mais vida que outros…

    vlw pelo post..

    bjs

  5. Hoje vi esse ser bizarro no dito cruzamento da Paulista com a Augusta e a reação não podia ser diferente da esperada, tomei um susto do caralho ao ver seu rosto inchada e comprido enquanto esperava distraidamente o farol abrir. Foi um susto que eu não sentia desde q

  6. Hoje vi esse ser bizarro no dito cruzamento da Paulista com a Augusta e a reação não podia ser diferente da esperada, tomei um susto do caralho ao ver seu rosto inchado, comprido e maquiado de ?palhaço? enquanto esperava distraidamente o farol abrir. Foi um medo que eu não sentia desde criança quando ví a estátua do Zé Pilintra(uma figura negra com terno branco e chapéu) na loja de macumba.

  7. hahahahaha

    meu!! o fofão estava à solta na sexta-feira tb, por volta das 18h…ele nem deve ter tido tempo de tirar a maquiagem pq ainda estava de palhaço…
    hahaha
    e acompanhado de um amiguinho!!!

    diego e ricardo, quem são vcs!? espiões a serviço dos personagens urbanos da Paulista!??! hahaha

  8. Eu já vi o Fofão! Uma vez passando pelo MASP, distraído, pensando na vida, eis que olho para o horizonte e vejo aquela cabeça gigante, por alguns segundos pensei que estávamos sendo invadidos por outro planeta, fiquei com medo… é sério. Não queiram encontrar esse car

  9. Tadinho gente, ele nunca fez mal a ng, só é um pouco bizarro..rs..Encontro direto ele pela Paulista e ele não costuma falar coisa com coisa ai eu me pergunto…Aonde ele mora??Como ele vive?Etc, etc…Weird..

  10. Pingback: O Palavra por aí « A palavra final é: continue…

  11. Genteeeeeeeeeee!!!!!! A vida é boaaaaaaaaaa (mesmo) quando nos deparamos com um texto como o seu! Você traduziu a mesma experiência que eu vivi com o Fofão. Eu havia saído do cinema no Frei Caneca e estava chorando por causa do filme. Quase caí de costas quando essa criatura bateu no vidro do meu carro oferecendo o livrinho (roteiro cultural de SP). Senti tudo o que você descreveu. Estou rolando de rir até agora. Parabéns. Lembre-se: a vida é boaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!

  12. Já tive um encontro com ele Ç_Ç
    na época morri de susto
    mas agora me lembro e dou risada *-*
    Estava eu na porta da minha escola (Caetano de Campos-Consolação)
    esperando dar o sinal para entrar,eu estava com umas amigas *-*
    e do nada ele aparece e me pede pra cheira-lo (muito medo), pra dizer se ele estava fedendo…Minhas belas amigas entraram correndo na escola e me deixaram lá…
    eu disse q ele tava muito cheiroso (ele não parava de dizer que tinha que estar cheiroso, pq o filho dele não gostava q ele fosso visita-lo fedendo)
    passaram-se alguns segundos, q me pareceram uma eternidade… mas ai ele foi embora e eu entrei an escola. Minhas amigas morreram de rir quando eu contei
    E, a partir daquele dia nunca mais fiquei esperando na porta da escola T__T

  13. Pingback: O caldeirão, fervendo, vai entrar em… « A palavra final é: continue…

  14. SOU AMIGO PESSOAL DO FOFÃO E SEI TUDO SOBRE ELE. POR ISSO PODEM ME PERGUNTAR OQUE QUISEREM. SÓ NÃO SEI COMO FOI QUE SURGIRAM AS BOCHECHAS. MAS DE VEZ EM QUANDO FICO COM ELE NO FAROL DA AUGUSTA COM A PAULISTA VENDENDO MINHAS POESIAS.

  15. O vi apenas uma vez. Não moro em são Paulo , mas estava saindo de uma academia na Augusta e dei de cara com ele. Me assustei, e senti dó também . Parabéns pelo post , e pelo que li ele parece uma boooooooaaaaa pessoa!

  16. Essa criatura parece um monstro deformado. As poucas vezes que encontrei com ele foi no cruzamento da Paulista com a Augusta e numa vídeo locadora de filmes eróticos, na Av. São João. Ele já apareceu na Justiça Federal, Fórum Pedro Lessa, dizendo que tinha alguns milhões pra resgatar no banco. Esse cara é muito estranho!!!

  17. Eu já trombei com essa figuraça várias vezes. Uma vez eu estava na Av. São João numa locadora de filmes eróticos e eis que entra o fofão, perguntando onde tinha um filme de celebridades da pornografia. Ele dizia que tinha maquiado alguns atores desses filmes. Outra vez eu estava no farol da Paulista com a Augusta e o Fofão aparece me dando um sustão. Ele perguntou: “Vc gosta de teatro, amiguinho??”, e me deu uns papéis com propagandas de peças. Outra vez ele entrou na justiça federal, onde eu trabalho, e disse que tinha milhões para sacar no banco, mas que não lembrava a senha do cartão.. Vejam só que figuraça. Parece que o nome dele é Ricardo, mas a cara dele é muito feia… argh!

  18. Eu já topei com ele varias vezes e a visão que tenho é totalmente diferente.Nãoi ele nâo diverte as pessoas pelo contrario gosta de criticar de forma ironica e se sente ofendido quando alguem ri dele inclusive ele é agressivo

  19. Já me deparei com ele também. Foi o seguinte, estava saindo com minha amiga para fazer compras, e ele passou do meu lado.Não fez nada pra mim, mais o medo foi maior que eu.Não tinha sido a primeira vez que eu vi ele, uma vez, na porta da minha escola, ele começou a acenar para mim, e sorrindo.Sim, é uma pessoa deformada, mais ele deve ter sérios problemas, principalmente na vida dele.Alguns dizem que ele é assim, pois foi fazer uma cirurgia plástica e não deu muito certo.Outros, dizem que ele era um homem bonito, mais queria virar uma mulher.Não podemos julgar as pessoas por serem o que elas são, se ele é assim, deve ter algum motivo, ele só vai fazer algo de mal para vocês, se vocês derem algum motivo.No fundo, ele deve ser uma boa pessoa…

  20. Já o vi diversas vezes, me assustei, estranhei…
    Mas o mundo é feito de diferenças, quando o vi estava ali perto da São João e estava vestido de mulher. O que me faz acreditar na teoria de que era um homem, que devia ser travesti e uma cirurgia deu errado.
    mas não importa, todas as vezes que o vi estava só e imagino quantas pessoas devem trata-lo com indiferença e zombar… tais pensamentos me entristece.
    Concordo com a Brida “Não podemos julgar as pessoas por serem o que elas são”, ao encontra-lo novamente direi bom dia, boa tarde ou boa noite e assim seguir a vida respeitando a todos como quero ser respeitado.

  21. Uma vez ví o fofão numa sauna gay. Eu já tenho medo desde que comecei a trabalhar na República com 15 anos de idade. Sempre que o vejo desvio o olhar, sinto pena, penso em como vive, se tem nome e etc. Ele consegue ser tão popular, mas ninguém sabe quem é. Ps.: encontrei ele na sauna gay e saí da sauna pra não ter que descobrir se era barata mesmo.

  22. Gente ele esta internado no hospital que eu trabalho. Foi espancado no rosto e ta muito confuso, não sai do banheiro, fica tirando a roupa e andando pelado… Ta numa situação que da dó.

  23. O Fofão não faz mal a ninguém ele é patrimônio da cidade de São Paulo, ele vaga pelo centro entre teatros, cinemas pornôs e claro pela Augusta. Mas ele é na dele não precisa ter medo ele é inofensivo!

  24. nossa, não sabia que ele era tão famoso, até ver uma foto sua na tv(então vim procurar sobre ele). Quando o ví foi uma sensação muito estranha, eu estava próximo a praça da república, e era de madrugada, com alguns amigos, quando ele estava famosamente num farol, esperando para atravessa, eu passei direto olhando aquele rosto, meio inconformado, eu estava bebendo, e a sensação foi pior ainda. Senti solidão nele, algo incrível. Lembro que não consegui parar pra falar com meus amigos sobre o que estava vendo, fiquei parado olhando. Foi estranho. Agora que sei que ele é famoso, e todos têm medo dele, nunca mais quero ter essa experiência..

  25. Tbém encontrei ele internado numa maca no corredor do PS do hospital Sçao Paulo, dá dó demais, está como DESCONHECIDO BRANCO, Aparentemente com muitos problemas psiquiátricos, e eu estava conversando com uma pessoa e ele tentou interromper, mas com muita educação disse não quero ser deselegante…..coitadinho,,,,

  26. Fofao, natural de Araraquara, filho do Sr. FRANK E SRa Edite, ele tem dois irmaos um deles, Marcelo Correia é colunista social na morada do sol.

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