As mesmas coisas de sempre … sempre diferentes

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Pra quem acompanhou minha frustrada tentativa de vir (sim, vir e não ir. Depois explico) para casa pode comemorar comigo! I’m home, babies! Quanto ao meu pensamento constante que tudo acontece por um motivo maior que nossa vontade, mais uma vez, estava certa. Por ‘coincidência’ – pra quem acredita nela – essa semana rolará um evento de um cliente numa cidade aqui perto – uns 300km de Campo Grande – e minha chefe me escalou para acompanhar. Ela, fofa de tudo, me permitiu ficar em casa e voltar quando eu quiser… com a condição de estar em São Paulo na próxima 2ª feira. Vou voltar no domingo. Há. :)

 

Mas a questão é: estou em casa de novo. E como há muitos anos não ficava. Com excessão de feriados prolongados ou finais de semana, desde julho 2004 não fico em casa mais de 4 dias seguidos. E daí tem os dois lados: a delícia de dormir em casa e almoçar com a família e a chatice do dia-a-dia compartilhado, diferente daquilo que há muito é feito só comigo mesmo. Egoísmo? Maybe.

 

E por aí vai… existem coisas que nunca mudam. Mas que agora, as vejo diferente. Dormir na minha cama. Pra mim agora é lembrança, saudades, reflexão, passado. E, para pegar no sono, deito na cama da minha irmã, que é onde meu namorado está dormindo. Futuro? Deixo para sonhar na minha cama no meu apartamento em São Paulo. Aqui só quero sonhar com as coisas boas que já vivi.

 

Nos churrascos de domingo, passava meio tempo com o pessoal para comer e o resto dele preferia ficar no quarto, lendo ou ouvindo música ou deitada no sofá da sala, vendo tv ou cochilando. Dois motivos: o alto da minha aborrescência e a comodidade de saber que domingo que vem aquilo se repetiria. Ontem, não saí de perto da churrasqueira por nada. Grudei na minha mãe. Conversei e ri (muito) com minhas irmãs e aproveitei o brinde de ter meu namorado junto. Estava solícita, participativa e feliz.

 

Antes, durante minhas férias ou durante o ano letivo mesmo, me irritava acordar com a voz da minha mãe dando instruções de prioridades de limpeza e passando o cardápio do almoço do dia para a empregada. Hoje gostei. Senti a alegria de saber que aquela voz vai voltar pra almoçar comigo.

 

Mas ao mesmo tempo: sinto falta de as coisas estarem no exato lugar em que eu as deixei quando. Sinto falta de chegar, ficar e sair no silêncio. Sinto falta de ver o canal que eu quiser, mesmo que não seja nenhum. Morro de saudades de falar no telefone contando todas as coisas do dia pro meu bem sem me preocupar com o interurbano. De apagar as luzes e trancar a porta quando saio.

 

Coisas que continuam igual pra todo mundo. Menos pra mim. 

 

 

Por May.

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