A sustentável leveza do ser.

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Conhecem uma coisa chamada reciprocidade? Pois é assim que ela começa: quando você dá ao outro o benefício da dúvida. E essas que escrevem por aqui são sempre a favor dela. Ela demora a surgir, no entanto. Quando se conhece alguém, tem sempre aquele pé atrás, o receio de se magoar… mas no fim das contas, você acaba dando uma chance pra esse/a estranho/a.

E passa a permitir que ele/a conheça um pouco mais sobre você, seus gostos, sonhos, manias, daquilo que você não gosta… e você passa a querer saber mais sobre a pessoa também. E, quando você menos espera, ela passou a fazer parte da sua vida. De repente, é ela que te anima nos dias que os chefes não colaboram, naquela quarta-feira maledeta em que o trânsito da cidade resolveu bater o recorde quando você tinha aquele compromisso inadiável, ela faz os passeios de índio sem reclamar ou simplesmente te manda um SMS dizendo que está feliz e que queria compartilhar com você.

Parafraseando uma das melhores pessoas que conheço: é isso que faz a vida sustentável. Sim, porque nossos empregos nos sustentam financeiramente e tal. Mas sem os amigos, meus amigos, nada feito. Não importa a natureza da amizade: família, amigos de infância, do colégio, da faculdade, da rua, do condomínio, primos, amigos de amigos, amigos da vida e aqueles que nem a gente sabe dizer porque é amigo. Conhecemos em uma situação qualquer e, quando foi ver, já foi. Tem os que têm muitos deles. Outros podem contar os seus em uma mão. Já vi gente que tinha um. E aquele um só valia por uma centena deles. Tem os amigos de perto e os amigos de longe. Os que se vêem todos os dias e os amigos de datas especiais.

Eu tenho aquela que se interessa por todos os detalhes da minha vida. Por menores que sejam. E está sempre lá para me ajudar com os maiores problemas. Essa é amiga nova e que, tenho certeza, vai me ver velha. Tenho aquela de infância e que hoje já não é tão presente. Mas o amor por ela continua o mesmo. E a torcida também. Logo mais ela casa. E eu vou poder dizer: ela eu conheci quando tinha oito anos. Lembra disso, Ba? Quantos lanches, sonhos e segredos compartilhados. Tenho as companheiras de blog que, só o fato de toparem manter um blog em conjunto já diz muito sobre elas. Aquele meu amigo é tão íntimo que passou a ser família. Tipo amor incondicional, sabe? Quando me dei conta, não tinha um dia que passasse sem nos falarmos, ainda que pra desejar um bom dia apenas. E tenho ainda aquela que a vida (ou a empresa) simplesmente apresenta e diz: vai ae. E você vai. Aprendendo tudo o que ela tem a te ensinar, sem acreditar que você poderia ser amiga de uma pessoa tão diferente de você.

Tem as amigas de faculdade que são, apesar da generalização, singulares e fundamentais. A comunicação e o Marmota passam a ser dois detalhes entre os interesses em comum. Eu tenho uma amiga popular. E que, ainda assim, sabe fazer com que eu me sinta especial com aqueles telefonemas no meio da semana. Tenho, ainda, aquela amiga que foi a única coisa boa que o TCC me trouxe. Sem dúvida, o melhor presente de 2007. E os amigos que todo mundo considera malucos. Mas eu sei que, no fundo, eles têm um coração de ouro e não fariam mal a ninguém.

E eu poderia ficar aqui por horas falando o quanto é bom ter todos eles por perto. Mas eu fico por aqui e te convido a pensar: quem é que você quer ter por perto nesse domingo, Dia do Amigo?

 

Por Carrô.

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