My precious…

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A criatura assustadora de “O Senhor dos Anéis” que repetia tanto essa frase até que tinha razão. Certas coisas (coisas mesmo!) têm esse poder em nossas vidas, independentemente de seu valor material (o que não se aplica ao caso do anel). Essa semana, dei mais uma arrumada no meu quarto e encontrei muitas dessas coisinhas, guardadas secretamente nos fundos das gavetas, caixinhas e até envelopes! E cada uma vez me fez lembrar de uma fase da vida.

Foi assim com o primeiro vestido de festa que comprei, o da formatura da 8ª série. Hoje ele ocupa o último cabide e está envolto por um irritante saco de plástico que o protege da umidade e monstros do armário, mas lembro de, semanas antes do evento, acordar de madrugada só para vesti-lo. E morria de medo de ser “pega no flagra” por alguém da minha família que, sem dúvida, me internariam alegando TOC (era uma atividade bem repetitiva). Eu tirava o vestido do armário, calçava as sandálias, colocava os braceletes, brincos e anel e dizia, olhando-me no espelho: “hummm… é… não vou usar o óculos no dia da festa!”.

O mesmo aconteceu quando meu avô me deu o primeiro carrinho de metal para carregar a mochila. Claro que eu queria uma que vinha com ele embutido, mas só vendia na Le Postiche e era cara demais! Então ele comprou o carrinho com rodinhas vermelhas e o principal argumento para me convencer de que aquela peça era mais legal do que a mochila super power da Barbie de outra garota da minha sala foi: “Com esse você tem mais variedade de mochilas! É! Porque o carrinho fica, mas a mochila você troca quando quiser…”. My precious carrinho era uma lição de tolerância e flexibilidade!

E my precious chaveiro das princesas Disney então!? Usei por uns quatro anos aquele trambolho com Ariel, Bela Adormecida, Cinderela e Bela para carregar apenas duas chaves. Certo dia um dos ganchos que segurava a chave da porta de casa cedeu e ela caiu. Achei melhor aposentá-lo, mas garanti a todas elas que continuavam jovens, lindas e bem vestidas. Freqüentemente reabro a caixinha de memórias para ter certeza de que continuam lá, protegidas das vilãs.

Mas (preparem-se) my precious mais assustador foi o carimbo do passaporte da alegria do Playcenter nas costas da mão! Essa entra pro hall das confissões do Palavra: eu não esfreguei direito durante o banho do fim do dia só para o carimbinho azul continuar lá, para me lembrar de todas as curvas, gritos e sorvetes do dia anterior.

Além das memórias em forma de vestido, carrinho (que hoje é só memória mesmo… de tanto bater nos degraus das escadas teve que ser jogado fora) e chaveiro, outras continuam em uso ou, de tão preciosas, sequer foram usadas (o máximo do preciosismo!). O apego ao material é forte, mas precious mesmo foram os momentos quase mágicos que eu revivo quando os pego nas mãos. Bom… só espero que eles não sejam tão mágicos quanto o anel do Gollum… melhor checar se todas as princesas continuam lindas e enferrujadas na caixinha de memórias!

Por Má-Má.

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  1. Hahahahahaha

    Morri, Ma-Má!

    Mto bom esse post! Eu tenho um panda de pelúcia que é o my precious. O my precious mais atual é a minha arguilinha, sheesha, narguile… como quiser chamar! rsrs.

    bjãoo

  2. Gostei também!

    Nunca parei pra pensar nisso, mas acho que não tenho mtos objetos my precious, viu… sou uma pessoa desapegada de bens materiais… hahahah
    ahan, né? Mas é bem isso: o bom mesmo é lembrar dos momentos que foram vividos com os objetos e não ter apego ao objeto em si e por si só.

    My precious ultimamente tem sido a minha cama…. uihauihuaihauiuiahauih
    Ô delícia!!!! uahuiahuiahuiahuihuiah

    Bjs!

  3. Pingback: O primeiro mic(r)o do ano « A palavra final é: continue…

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