Uma linda mulher

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Não é Dia das Mães, nem aniversário da minha. Mas resolvi prestar uma homenagem à lindeza de mulher que é minha mãe. E, aproveito para então, homenagear todas aquelas mulheres que se identificam com ela. Quando eu nasci, minha mãe ainda fazia residência na Santa Casa de São Paulo. Ela e meu pai passaram por uns puta apertos pra garantir minhas papinhas de boa qualidade. Até lavar fraldas de pano, eles lavaram… para economizar nas descartáveis. Eu fui pra escolinha com 4 meses e junto comigo, levava o coração da minha mãe. Sempre fui muito elogiada pelas ‘professoras’, que diziam que eu era um bebê muito meigo. Devia ser o coração da minha mãe, maior que eu, que eu carregava comigo.

 

Os anos passaram e minha mãe sempre representou pra mim a figura de uma mulher independente e dedicada full time às, como ela diz, pedras preciosas da vida dela: eu e minhas irmãs. Faço aqui uma apologia às mulheres sensíveis e fortes ao mesmo tempo! Isso é possível! E muito incrível!

 

Depois de alguns anos, o casamento foi consumindo minha mãe por dentro e por fora. Ela foi ficando menos brilhante que o normal. Hoje tenho discernimento para concluir que toda mulher, por mais inteligente que seja, pode cair nas armadilhas do amor e passar a amar mais alguém do que você mesmo. E isso, meus caros, não preciso nem dizer que não é nada saudável, né? Mas é óbvio que mulheres como ela não deixariam que essa situação durasse tanto tempo. Então ela resolveu cuidar dela. E ficou mais linda ainda. Por fora e por dentro.

 

Na última 5ª feira, ela embarcou para Machu Picchu. Depois que eu nasci, ela nunca mais tinha colocado a mochila nas costas e viajado – um dos sonhos de menina -. No sábado, quando ela mandou um email, atualizando eu e minhas irmãs sobre os passeios, climas, comidas, pessoas… eu parei para pensar no tanto de coisa que ela teve de abrir mão por nossa causa. E me senti mal por, às vezes, reclamar de não poder sair de casa porque ela vai chegar e não tem a chave. Como filhos são, muitas vezes, ingratos! Mas ao mesmo tempo me senti feliz por poder compartilhar esse sonho de conhecer o Peru com ela, torcendo daqui para que tudo seja perfeito e que, quando ela voltar, possamos ver as fotos juntas e ela contar, como se conta para uma amiga, pois é isso que somos, as aventuras por quais passou.

 

É engraçado como as mulheres são diferentes. Diferentes entre elas. Diferentes dos homens. Diferentes das meninas. Gosto daquelas mulheres que sabem o que não querem e têm idéia do que querem, mas vivem como se tivessem um plano aberto, que não vai pro espaço quando algo não dá certo. Gosto das mulheres inteligentes o suficiente para mudarem de rumo quando percebem que não estão no melhor caminho. Gosto daquelas que não abrem mão do que acreditam. E prefiro as que, com toda essa determinação, não perdem o bom-humor, a delicadeza, o carisma e a doçura. É dessas que eu gosto. Minha mãe é uma dessas. Minhas amigas são outras dessas. E torço para que eu e minhas irmãs sejamos também.

 

Quando eu crescer, quero ser igual minha mãe. Pra minha filha querer ser igual a mim e esse perfil ideal de mulher não acabar jamais e podermos sempre querer ser uma pessoa melhor.

 

 

Por May.

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  1. Finalmente, cheguei ao Palavra Final! Aeeeee

    Vou ler todos os posts aos poucos e adicionar aos meus favoritos lá no blog.

    Ah, e um viva à mãe da May e a todas as outras mamães! Acho que elas sempre representam as nossas heroínas… Sei lá, comigo é assim…

    Beijooo

    Line

  2. Pingback: Crônicas de uma XX « A palavra final é: continue…

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