Como pagaremos os impostos?

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Como uma coisa séria vira piada? Porque só pode ser piada o tanto de impostos que a gente paga pra sobreviver. Não dá pra viver bem sendo protagonista de um número circense tão chinfrim (pausa para a decepção. Chinfrim não é com x, segundo o corretor do Word. Blah!) quanto a palhaçada que é contribuir para o Estado brasileiro não ampliar o transporte público, não oferecer acesso à saúde, não criar políticas decentes de educação e tudo o mais que a gente precisa pra ser feliz.

 

A equação é bem simples: o cidadão paga demais e o Estado devolve de menos. O difícil é entender por que pagamos e, atualmente, no meu caso, a questão é: como pagamos?

 

Volto à primeira pergunta. Virou piada entre nosso grupo (porque considero que apenas amigos entram aqui. Pelo menos por enquanto) levantar a questão sempre que alguém (ou “alguéns”) nos lembram como podemos ser não-normais também (você com certeza sabe do estou falando, mas pode ser assunto para outro post). A essência da piada: o pagamento de impostos é a mais pura representação do que é politicamente correto (ahn? Ah, já ouvi falar), da honestidade e conformidade com as regras sociais. Diante disso, é possível nos lembrarmos de todos eles e realmente sermos cidadãos respeitosos e respeitados?

 

Digo isso porque, se o dinheiro que um dia me disseram que eu receberia (o RH me paga. Espero que em dinheiro), mas que apareceu já excluído no meu holerite, não fosse recolhido automaticamente pelo Estado, eu não faço a menor idéia de como fazer isso. Pior: eu não sei se o faria.

 

Assim que me tornei CLT (a eterna relação de amor e ódio com GV), segurei uma lágrima ao ver que quase 30% do salário prometido foram pro metrô não expandido (chega logo, Vila Prudente!), pro hospital não construído, pra escola depredada e pro professor mal pago.

 

ICMS, IPTU, IPVA, IR, contribuição sindical (mas nem sou metalúrgica! Ok. É automático – e obrigatório – também) e o IRRF (o que derrubou a lágrima) são os principais impostos brasileiros. Não consigo fazer essa mesma lista para todos os benefícios oriundos de tantos débitos. Posso começar pela piada interna que agora circula entre nós nos mais diferentes cenários: praias chuvosas, churrascos, festivais de novos fumos de arguile e rodadas de chopp com picanha no rechaud (hmmmm).

 

Pensando bem, talvez valham a pena. Não para ser politicamente correto, mas por ser uma fonte eterna de risadas. Para rir do Estado, de nós mesmos, do cara que acabou de tropeçar na sua frente ou do troco que você recebeu a mais e não devolveu ao caixa (mas que garantiu a volta de busão pra casa!). É, pessoal… ainda bem mesmo que o débito da maioria dos impostos é automático! Já prevejo. Ano que vem a pergunta será: poderemos não pagar os impostos?

 

Por Má-Má.

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  1. 1º comentário: por que cargas d´água só eu não consigo postar os textos em verdana?
    2º comentário: a palavra chinfrin realmente existe no dicionário?
    3º comentário: finalmente o esperado post dos impostos!! Porém, muito mais sério do que eu imaginava… lançou uma crítica ao Estado! Uau! hahaha
    Muitas verdades ditas aqui. Muitas. Muitas. Ok, agora virou clichê para dizer que uma pessoa é não-normal: como pagará os impostos? Tbm complementaria o texto dando mais uma explicaçãozinha a esse termo… pq gente, atire a primeira pedra quem não acha difícil calcular os impostos!!!!! Acho que nem o governo sabe explicar direitinho como fununcia… hahaha beijos!!

  2. hahahaha
    sim, a coisa é mto mais séria do que a piada!!!
    nem sei pq pagamos tantos…realmente queria ser não-normal o suficiente pra fingir que eles não existem!
    hahahaha
    mano, não sei pq vc não consegue postar em verdana. penso mto nisso!
    chinfrim existe!!!! amo essa palavra!

    é! quero saber quem mais não entende tantos impostos!!! não estamos sozinhas nessa, né??

  3. Pra completar a trinca, cá estou. E depois dos acontecimentos de hoje, devo dizer: a Marina por MTO pouco não entrou na onda dos que não pagarão esse ano… hahahahah
    Salva pelo gongo, hein, Coisa Linda? Ou, no caso, pelos amigos apavoradores e papai! =]
    Hahaha
    Gente, o IRRF é a sigla mais triste da minha rotina financeira. Volta CPMF? Eu gostava de ficar irritada com os centavos – por vezes reais – que me eram descontados… hehehe brincadeira, óbvio. To sussa da CPMF e dos impostos e descontos que não nos dão nenhum retorno em forma de benefícios…

  4. Genteeeeeeeeeeeee

    Me lança uma seriedade sem limites… a nossa piadinha agora nem tem mais graça… tsc tsc

    MAS, minha cara, eu tenho a resposta para a sua pergunta inicial: Como pagaremos os impostos?
    Resposta: contrate um contador! Ou fique amiga de um!

    hihihi.. é isso….

    bjooo

  5. Pingback: Alguém me avisa quando se começa a ser adulto? « A palavra final é: continue…

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