Under Pressure

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Ultimamente isso anda acontecendo com mais freqüência do que o desejado. Estou eu a trabalhar e, de repente, essa música do Queen me vem à cabeça. Não porque eu gosto da banda, queira treinar meu inglês ou meu ritmo, quem dirá minha voz. Nada disso. Ouço o Fred gritar essa música porque por diversas vezes durante o meu dia quem quer gritar sou eu!

 

Sei que hoje é sexta-feira e o assunto desse post deveria ser mais ameno pra começar bem o fim de semana, mas hoje preciso compartilhar. Minha insatisfação com o mundo corporativo em geral. Minha irritação com tipos, processos e burocracias que dificultam tanto o nosso cotidiano. Minha impaciência para lidar com tanto blábláblá.

 

Veja bem… escrevo isso sabendo que nada disso é exclusividade minha. Infelizmente. Pesquisas informais em mesas de bar me provam isso. Escuto as pessoas reclamando sempre das mesmas coisas, basicamente aquelas que citei no parágrafo aí de cima.

 

Uma situação muito comum vai assim: você sai de uma reunião, que você deveria apenas acompanhar para saber tudo que está acontecendo ou dar idéias, com diversas pendências que não lhe pertenciam. É, pessoal, quem mandou estar presente? Essas novas atividades + tudo aquilo que já está atrasado + o que precisa começar a ser feito + chefe te chamando pra auxiliar nisso + estagiário te pedindo ajuda naquilo e quando você vê…

 

Pressure pushing down on me
Pressing down on you no man ask for
Under pressure – that burns a building down
Splits a family in two
Puts people on streets

 

É, Fred… to te entendendo, cara. Mas quando é que a gente pára de se sentir under pressure e passa a achar que we are the champions?? Pra ser bem sucedido (obs rápida: eu poderia usar a palavra ‘campeão’ no lugar de ‘bem sucedido’, mas acho que campeão força a amizade nesse caso) é preciso agüentar a pressão. Mas aí quando se alcança o sucesso você não sofre ainda mais pressão? Inclusive de si próprio?

 

Ok, acho que é justo dizer que o Fred não consegue nos ajudar muito… afinal, ele primeiro falou do sucesso, em 1977, e só em 1982 é que ele fala de pressão. Vamos combinar que não deve ser pouca a pressão que um rock star sofre, né? Vai ver é por isso que são (quase) todos meio porra louca.

 

A pressão que eu sofro, como pessoa normal, com um emprego normal é… hum… normal! E como eu lido com ela? Normalmente: compartilhando-a com os amigos, esquecendo dela com a família e aproveitando o tempo longe dela – como esse fim de semana que começa assim que eu sair daqui hoje – da melhor forma possível! =]

 

 

Por Carrô.

 

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  1. Muito pertinente o post… e com ctza viver under pressure é o mal dos tempos!!!
    Acho que consigo entender bem o que vc passa, Carrôzinha! :/ Tenso, né?!
    Pois é… mas somos seres-humanos espiritualmente elevados (né Ma-Má?) e não nos deixamos abater (muito) por isso. E hoje é sexta-feira!!!!!!!! E ponto. E daqui dois dias já é segunda-feira de novo e eu preciso escrever um release sobre aquilo, fazer fup com aquelas pesssoas, fazer o planejamento de maio…. ir à reunião com o cliente…. aaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhh

    Beijos!

  2. De fato isso acontece. Estamos vivendo numa época em que não há tempo para se pensar. Por isso há tempos não surge nenhum grande pensador, algum gênio. Se continuar desse jeito, dificilmente surgirá um outro Isaac Newton, Albert Einsten, Pitágoras ou Santos Dumont. Não. Hoje em dia, nesse mundo corporativo, não existe espaço (tempo) para tais personagens surgirem.

  3. Acho que todos vivemos under pressure, uns mais, outros menos. Não acho que uma pressãozinha seja tão ruim, na verdade, às vezes é necessário (imagine trabalhar num ligar sem NENHUMA pressão, acho que ninguém ia trabalhar muito não haha), mas é preciso moderar a pressão para que o trabalho nosso de cada dia não se torne insuportável. E, se quando a sexta chegar, tivermos aquela sensação de dever cumprido e estivermos com energia e bom humor para o fim de semana, aí sim, posso dizer que “we are the champions”.

  4. hahahahahahahaha
    totalmente excelente, carol!!!
    olha, vendo o lado positivo de tudo isso, acho que serve pra gente dar mais valor para o que a gente sabe que nos faz feliz!
    a gente diz tanto que é tão difícil buscar/encontrar a tal felicidade e quando o fds chega, a gente descobre num simples vinagrete o quanto é possível ser feliz. mais fácil ainda qdo a gente descobre que pode ser feliz grudando uma colher no nariz.
    atá rimou!!! huahauhauahuaa
    tamos nessa – e nos extracorporativos – juntas, flor. :)
    bjo!

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