Muito além do sobrenome

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O que escrevo aqui hoje poderia ser referente à família. Mas serei mais específica. Falarei sobre os irmãos. Sim, aqueles amigos de brincadeiras na infância, perturbadores do sossego na adolescência e grandes companheiros na vida adulta.

 

É com eles que desenvolvemos nossos primeiros hábitos comportamentais, códigos sociais e alguns parâmetros que nos acompanharão durante toda a nossa vida. Se pensarmos nas nossas memórias mais remotas, eles estarão lá. Aquela coleção de papel de carta ou de Tazos só teve graça porque a gente compartilhava com eles. Eles nos acompanhavam à papelaria para negociar com o balconista o preço daquele pacote com envelopes e papéis rosas e cheirosos e elucubravam as melhores estratégias para não pegar Tazos repetidos “Mas ontem a gente já comeu o Cheetos bolinha. Vamos de Fandangos hoje”.

 

Lembra aquela fase em que você era fã dos Hanson, BSB ou qualquer outra banda gringa do momento? Se você tem irmã, ela era tão fã quanto você do tal grupo e juntas vocês colecionavam revistas, reportagens e tudo o que saía sobre eles na banca e pendurava pôsteres na parede do quarto, além de decorar todas as músicas e o nome do meio da terceira irmã do trio de irmãos de Oklahoma, por exemplo. Se você tem irmão, ele te perturbava dizendo que aquilo não era música e que todos eles eram gays.

 

Algumas perdas só têm o mesmo significado entre eles. Só eles entendem a dor um do outro e podem se consolar mutuamente. Qualquer um que queira fazer parte daquele momento não conseguirá compreender a dimensão daquilo tudo. Do mesmo jeito, algumas conquistas e vitórias só são entendidas por eles, que vivenciaram seu esforço, suas noites mal dormidas e suas angústias frente a projetos desafiadores.

 

Mas nem todos são tão sortudos. Há aqueles que não têm afinidades com os irmãos. Outros não os tem. Para esses, a vida proporciona substitutos à altura: os amigos. E quando eles conhecem os amigos de verdade, passam a entender o significado de amor fraterno. E aí, minha gente, era uma vez. Desses você não se vê longe nunca mais!

 

Claro que nem tudo são flores. Mas sobre isso a gente conversa outro dia porque eu vou aproveitar o fim de semana para curtir a minha irmã, que no domingo é aniversário dela.

 

Por Carrô.

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  1. Muito bom Cá!
    Eu ainda tenho meus Tazos…rs…e minha coleção de papel de carta tb! E mts outras tranqueiras desse tipo. Praticamente minha casa é o próprio Velhão! =P
    Porém, sou filha única e não compartlhei dessas experiências, mas tenho primos (que foram meio irmãos)…enfim! Divagações sobre o post…
    O que importa é que, atualmente, tenho vocês! As “irmãs” que eu pude escolher e tanto adoro!

    Beeeeijos

    ps.: Parabéns pra sua irmã!!!! =)

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