Quais são os livros da sua estante?

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Nem só de livros novos vive o mundo das palavras. E há algum tempo a palavra sebo deixou de ser o significado de lugares que vendem obras velhas e empoeiradas. Para aqueles que só saem de casa de manhã com um livro debaixo do braço ou pros que procuram leituras obrigatórias de colégio, faculdade ou qualquer outro curso, a boa notícia vem do site Estante Virtual.

Com pouco mais de dois anos e meio no ar, a Estante tem cerca de 800 sebos cadastrados e mais de dois milhões de livros que custam a partir de R$ 5,00 à disposição dos visitantes. Rata de livrarias e sebos que sou, fui explorar o site. Funciona da seguinte forma: você faz uma busca do livro desejado e o portal te dá uma série de opções de sebos que o possuem em seu estoque. Aí você escolhe um deles pelo preço, estado de conservação ou localização da loja. Daí em diante, você pode comprar direto com o vendedor ou entrar em contato com ele para consulta.

O bacana da Estante é que o site mesmo nunca vendeu um livro sequer. Ele serve como um banco de dados de diversos sebos por todo o País, facilitando a vida dos leitores que procuram uma obra que não encontra nas lojas perto de sua casa ou mesmo na sua cidade.

Iniciativas como essa nos mostram que a tecnologia pode ser usada a favor da cultura e educação, como ela rompe as barreiras geográficas (já que muitos dos sebos fazem entregas para todo o Brasil) e permite que nossas estantes sejam preenchidas por livros bons a preços justos. Mas se você é daqueles que faz o esquema de comprar-ler-revender e prefere manter a estante livre, também é bem-vindo à Estante, já que o leitor pode revender as obras de sua coleção.

Por enquanto, os meus livros permanecem nas minhas estantes. Da famosa série de J. K. Rowling aos clássicos da língua portuguesa, passando pelos meus favoritos do Nick Hornby. Novos ou de segunda mão. Que tal aproveitar o fim de semana para relembrar quais são os livros da sua estante? 

Por Carrô.

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  1. Muito legal essa idéia. Eu já conhecia!
    Não sei se vocês conhecem o projeto book crossing. Fiquei sabendo dele lendo o livro “A Cegueira e o Saber” do autor Affonso Romano de Sant’Anna. O book crossing funciona da seguinte maneira: Você tem um livro que acabou de ler, vai até um local público e “esquece” o livro, por exemplo, no banco da praça, na estação de metrô, com um bilhete dentro dizendo que se trata do movimento book crossing. A pessoa que achar o livro pode pegar, ler e depois fazer o mesmo, e assim, sucessivamente, gerando um ciclo de livros “perdidos”, onde qualquer um pode ler e depois repassar. Todas as informações ficam cadastradas no site http://www.bookcrossing.com.
    Se você achou um livro, pode e deve cadastrar no site qual foi o livro que você achou/deixou e onde você achou/deixou.
    Dessa forma as pessoas podem procurar no site os livros que gostam ou que tenham interesse.
    Apesar da idéia ser muito legal, não vingou ainda aqui no Brasil.

  2. Ué… hoje eu vi no jornal Destak que esse movimento (book crossing) deixou ontem, cem livros perdidos nas estações de metrô, trem… e lugares públicos. Acho que é mais uma tentativa de incentivo à iniciativa aqui no Brasil! Não conhecia … fiquei sabendo hoje lendo o jornal mesmo. Bacana. Pena que eu não encontrei nenhum…. =(

  3. Eu já conhecia essa iniciativa do book crossing. Desconhecia o site e todo o esquema que existe para que as pessoas possam “caçar” os livros. Confesso que achei o site um pouco confuso numa primeira visita.

    A idéia do book crossing é muito bacana. Infelizmente mesmo ainda não vingou aqui no Brasil… acho que ainda falta um projeto, uma coisa mais “entendível” para o brasileiro comum que queira fazer parte do book crossing, como um site em português, que já seria um começo.

    (Não sabia deste livro do Affonso Romano de Sant’Anna, mas gosto muito das crônicas dele! Obrigada pela dica!)

  4. Que legal essa estante virtual! Se você já sabe o que comprar é uma ótima pedida. Eu prefiro fuçar… acho que muitas vezes é o livro que acha a gente (se é que faz sentido) e não a gente que acha o livro.
    Um certo dia, fuçando nas estantes decidimos levar um livro sobre um assunto inusitado, ou escolhemos porque a capa capa chama atenção (terrível essa, mas eu faço isso haha) e conhecemos um autor novo que passaremos a amar.

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