E-vida

Agosto 22, 2009 at 6:31 pm (Post)

Um texto do jornal interno da LVBA, onde trabalho, me fez refletir sobre o advento da tecnologia. Conversei com várias pessoas e cheguei a uma conclusão: as opiniões variam de acordo com a idade. Não é ironia minha, não… é fato. A matéria do Café-com-leite, nome do veículo interno da agência, falava sobre a atividade de assessoria de imprensa quando ainda não existia email, nem fax. E sim, as pessoas conseguiam trabalhar. Claro que em uma velocidade, praticidade, agilidade muito inferior e paciência, ansiedade e flexibilidade infinitamente maiores que hoje.

Parei, sem querer, e comecei a analisar meu dia-a-dia (eufemismo pra rotina) e fiquei meio desesperada: O QUE SERIA DE MIM SEM A INTERNET? Acho que sou viciada. Chego no trabalho e o dia não começa antes que o Outlook puxe todas as mensagens (já filtradas, pois todos os dias antes de dormir, checo o email corporativo, respondo alguns emails mais urgentes e deleto os spams). Depois de conferir as tarefas que o Outlook me trouxe, visito todas as redes sociais das quais faço parte para ler as atualizações. Depois, chega a hora de ler os blogs que mais gosto e depois os que não gosto tanto, mas que preciso estar informada para não dar bola fora com os clientes. Se o tempo está apertado (o que é raro de não acontecer), ao invés de pegar os jornais diários na bancada e ressecar a mão, abro os portais de notícias e vou direto ler as editorias que me interessam.

Agora pensa no dia que a internet cai e o servidor demora mais de 2 minutos para corrigir o problema. Pane. Caos. Perturbação. O que farei agora? Não é à toa que quando isso acontece e o Speedy não dá previsão de volta da conexão, todos os funcionários estão ‘liberados’ para irem trabalhar de casa. Afinal, meu trabalho hoje depende completamente da internet e computador, além do telefone E celular (porque tem cliente que não atende chamada de número restrito e quer te encontrar em anywhere any time he/she wants… ¬¬).

E não me refiro apenas ao mundo corporativo, na nossa vida pessoal isso não é diferente. Só por cima, posso citar que o meu email é o veículo por meio do qual me comunico com meus amigos, marco baladas, mato saudades da família, recebo notícias de pessoas que estão muitíssimo longe, recebo trechos de livros para ler diariamente, confiro meu horóscopo, recebo cupons de promoção de n lojas e comprovantes de compras, marco consultas com meu dentista, e guardo alguns arquivos na pasta Rascunhos. E o desespero também toma conta da minha pessoa quando a internet de casa fica fora do ar. Gente. Isso é assustador. Sem falar no celular… que faz parte do nosso corpo. Se saio sem celular, me sinto aleijada (ou nua).

Não é a toa que hoje, qdo queremos enfatizar o sossego e o estar totalmente longe de problemas e perturbações, dizemos: “Vou pra tal lugar e vou desligar celular e ficar sem acesso à internet!” Isso quer dizer que a pessoa estará absurdamente alheia a qualquer coisa.

 

Por May.

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Sábado à noite…

Agosto 14, 2009 at 6:28 pm (Post)

… tudo pode mudar, já diria o Cidade Negra. Para uns, é o período mais esperado da semana. Para os sem-amigos ou sem-namorado/a, pode ser angustiante ou até mesmo deprimente. Pra mim, nunca aconteceu de tudo mudar. E como o que não muda, permanece da mesma forma, alguns elementos do meu sábado à noite tendem a se repetir.

Mas isso está longe de ser triste, é aquele tipo de rotina que a gente cumpre com prazer, saca? Pra mim, sábado à noite é:

- Com que roupa eu vou?

- Pra onde vamos?

- Mais do mesmo ou lugar inédito?

- Sair de casa depois da novela;

- Mc da Henrique Schaumman;

- Vila Madalena;

- MPB e samba-rock;

- Amigos;

- Cerveja;

- Risadas. MUITAS risadas;

- Danças ridículas na pista;

- Tesouros escondidos;

- Calças de abrigo e sapatênis ou alguma outra descombinação que só os homens desencanados sabem fazer;

- Por que estão varrendo o bar?

- Carona ou sleepover?

Tudo bem que algumas coisas poderiam mudar, mas não tudo porque tudo isso é muito divertido. E no primeiro sábado à noite com 24 anos, essa rotina não será diferente. Ainda bem! =D

 

Por Carrô.

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É proibido fumar!

Agosto 5, 2009 at 10:15 pm (Post)

Achei inevitável não escrever sobre uma das leis mais sensatas que já presenciei virem à prática no Brasil: a partir de 07 de agosto de 2009, as pessoas que não fumam terão o direito de, efetivamente, não fumar. Parece óbvio, né?! Pois é. Agora será. Espero que logo a lei se estenda para os outros estados do País e não fique restrita à São Paulo.

Não sou fumante e não me incomodo muito que fumem ao meu lado. Claro que evito a fumaça direto na cara, mas suporto bem conviver com pessoas que fumam. Mas a ideia de ir pra balada e não fumar, sem querer, quase 7 cigarros por tabela, me agrada bastante.

A lei, com certeza, é bastante polêmica. De um lado, protege aqueles que não fumam. Por outro, tira o direito de quem fuma. Mas o princípio da lei deve ser prezar pela saúde da população. Até que o cigarro seja totalmente legalizado, tem que haver, sim, medidas que limitem até onde a fumaça pode chegar. Porque só ela já faz muito mal. Conheço fumantes a favor da lei e não fumantes contra. Muitos argumentos, discussões intermináveis e um consenso utópico.

Mas agora não tem mais jeito: enquanto o assunto é pauta em conversas de elevador a escritórios, eu comemoro que poderei ir curtir lugares fechados e voltar pra casa sem parecer (e cheirar), literalmente, um cigarro. Quem sabe ter que sair dos estabelecimentos para acender um cigarro não motive os fumantes a substituir o vício por hábitos mais saudáveis?

Aos que ainda lamentam, meus sinceros sentimentos, mas seria incapaz, mesmo que eu fosse fumante, de discordar que privar as pessoas de um ar completamente insalubre é fantasticamente primário. A lei deveria ser intrínsica ao bom senso de todos, mas já que não é… Aos que, como eu, comemoram a eliminação da ‘neblina’ dos ambientes fechados, bom primeiro fim de semana sem cigarros na balada. E vamos torcer pra essa lei ser mais respeitada que a lei seca é hoje. Queridos que fumam, vamos parar? ;)

 

Fonte: Folha de S. Paulo

Fonte: Folha de S. Paulo

 

Fonte: Folha de S. Paulo

Fonte: Folha de S. Paulo

 

Por May.

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Filhos, por que tê-los?

Julho 23, 2009 at 2:25 pm (Post)

Quero ter dois meninos. Ou um casal. Mas se vierem só meninas, tudo bem, eu vou amar do mesmo jeito. Quero filhos como eu, que riam de tudo. Mas que sejam sérios quando rir significar desespero. Quero crianças que não param de falar, de sonhar, de perguntar. Que não param. Bebês gordinhos, até quando isso significar saúde. Quero filhos espertos, curiosos e controlados. Quero que saibam pedir com licença, obrigada e por favor. Que digam bom dia. Quero filhos bem educados. Aqueles meninos que comem areia, pisam na grama e gostam de tomar sorvete. Ou meninas que usam sandália sem salto, detestam maquiagem e prendem o cabelo quando estiver caindo na testa.

Quero que meus filhos achem que têm a melhor mãe do mundo. Quero que saibam o valor das coisas e que dinheiro não dá em árvore. Que digam aos amigos que a mamãe trabalha muito, mas que no fim de semana não desgruda deles. Quero crianças saudáveis e bem dispostas. Que brinquem o dia todo e durman durante a noite. Que gostem de ir à escola e dêem os problemas normais aos pais. Que prefiram quebra-cabeças ou pular corda ao invés de jogar videogame ou assistir Malhação. Que tenham uma infância feliz com muitas lembranças boas para recordar. Quero filhos que não façam questão de televisão, mas que saibam usar a internet para coisas úteis.

Quero filhos que almeijem ser médicos, advogados ou bombeiros, mas decidam ser realmente o que eles quiserem. Quero filhos com muitos amigos. Quero crianças que não agarram a perna da mãe na frente de visitas e não gritem, esperneiem ou se joguem no chão do shopping porque não vai comer outro chiclete. Não quero filhos muito quietos, cdfs, nem muito bagunceiros ou irritantes. Quero meus filhos longe de qualquer esteriótipo. Desejo que sejam doces, mas decididos. Quero que se orgulhem de mim. Que tenham uma família feliz e estruturada; até convencional em alguns aspectos. Quero que sejam indivíduos conscientes, responsáveis e alegres.

Claro, tenho dúvidas de muitas coisas e morro de medo de não ser capaz de educar meus filhos. Só tenho certeza de uma coisa: gente, quero ficar grávida!!! Não agora, tá. Mas acho que vou me dar mó bem como mãe, sabiam? rs Mas tudo isso só daqui uns bons 6 anos. Btw, antes disso, preciso arrumar um pai bem bacana pra eles. E bonitão, sarado, inteligente, bem-humorado… Alguém conhece algum pra me apresentar?

Por May – pensando no futuro.

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Marca-me a vida

Julho 18, 2009 at 8:40 pm (Post)

“Nessa, quando a gente fizer dez anos de amizade, vamos fazer uma tatuagem de borboleta igual juntas?” – 1999. “Vamos!!” Tá certo que apesar de a gente ter certeza que íamos fazer dez anos de amizade, essa promessa foi feita sem ter muita ideia do tempo que faltava ainda… era mais um daqueles pensamentos que parecem bem longe, tipo hoje eu pensar: “Quando tiver meu segundo filho, farei uma tatuagem com o nome dos dois”. Sei que esse dia vai chegar, mas não tenho noção de quanto demorará. Em 2005, 23 de fevereiro, fizemos a nossa tatuagem de dez anos de amizade. Amizade que nunca deixará de ser um exemplo de como as amizades deveriam ser. A amizade mais pura e intensa que já tive. Daqui a pouco teremos que fazer a de 20… :)

Todo mundo diz que quem faz uma tatuagem não pára nunca mais. Eu duvidava. Mesmo. Mas agora eu posso falar: Quando faço uma, já to pensando na outra. Óbvio que não faço todas que penso fazer, senão me arrependeria de um monte. Pra tatuar alguma coisa, ela precisa ter realmente um significado definitivo, que não vai deixar de ser importante pra você em alguma circunstância. Por isso, é bacana levar um tempo desde a ideia do desenho até a concepção dele de fato.

Depois de dois anos da primeira tatuagem, resolvi marcar a ligação forte que tenho com as mulheres da minha vida. Mãe e irmãs sempre juntas. Cada uma tem seu espaço no meu coração, na minha vida, no meu céu. E certamente sempre terão. Somos a constelação que resiste a tempos abertos, chuvosos, fechados e também muito azuis da vida. E estrelas também brigam entre si, sabiam? É a mamãe estrela e as três estrelinhas que quando estão juntas brilham mais que o próprio sol.

Hoje fiz minha terceira tatuagem. Ainda não tenho foto dela, mas é linda. Pela primeira vez, fui sozinha. Ontem nem conseguia dormir direito, de tanto pensar nisso. Hoje minhas energias estavam focadas nesse momento. Cheguei lá só com a ideia do desenho: tinha que representar um montão de coisas. Aí a importância de ir a um estúdio confiável, com profissionais sérios, experientes e com ótimos portfólios. Escolhi a Akemi, que conseguiu transformar um bilhão de sentimentos sem nem mesmo saber direito quais num desenho incrível. A dorzinha que eu lembrava se quadriplicou pelo lugar. A costela é um dos lugares que mais dói. O barulhinho da máquina me faz sorrir de felicidade e até esquecer tamanha dor que é. Saí de lá a euforia em pessoa. Agora tenho na pele o que já tinha na mente: evolução eterna.  

 

Por May.

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