O primeiro aniversário a gente nunca esquece

outubro 5, 2011 at 5:00 am (Post)

Hoje faz um ano. Exatamente às 17h, quando encontramos uma mala a menos na esteira e o sonho e todas as expectativas começaram a valer de verdade. O começo não foi difícil. Passados uns meses é que a coisa aperta e você se dá conta que não está viajando de férias e que não vai voltar pra casa. Afinal, que casa? Acho que até hoje o que mais me tira o fôlego é pensar que me desfiz de quase tudo que eu tinha pra viver isso. Sorte que, não importa quão longe esteja, sei que há pessoas que estão suficientemente perto. E isso me mantém aqui. Tranquila não, mas satisfeita. Acreditando que vale a pena.

Você percebe que passou um ano que você chegou quando já sabe a rotina da cidade e já consegue fazer itinerários na cabeça sem precisar consultar o mapinha de bolso do início. Quando já passou por um inverno e um verão e já cumpriu todo o calendário festivo anual. Quando não para mais pra comer aquele menu caríssimo e insonso, sabe onde está o melhor sorvete e começa a encontrar pessoas conhecidas na rua ou na balada. Aí, minha gente, não tem mais nada de turista.

Mas o mais legal de estar aqui há um ano é ter conhecido uma rotina infinitamente melhor que aquela que eu levava (e gostava, btw). É a pura vivência de algo extremamente bom que às vezes dá até vergonha de contar pros outros. Mas aí eles vêm te visitar e dão de cara com a realidade de perto… e então não dá mais pra esconder o quão maravilhoso que é viver nessa cidade. Aliás, você se torna guia turístico número 1 e sabe todos os atalhos pra chegar mais rápido, ter as melhores vistas e pagar mais barato. E ainda é a admiradora oficial da cidade. Mas nada disso parece ser muito importante quando você está com essas companhias porque elas, geralmente, são as pessoas com as quais você queria compartilhar tudo isso mesmo! E aí a cidade torna-se coadjuvante.

Claro que também tem a parte chata de estar tanto tempo morando num país que não é o seu. Aliás, tem várias partes chatas, mas as boas compensam dum tanto que nem dá coragem de falar dos inconvenientes. Mas o pior, pior, pior, pior de tudo, sem dúvida, é levar quem vem te visitar pro aeroporto, virar as costas e pegar o trem. Isso sim é sacanagem. Sorte que o trem funciona bem! ;)

Barcelona, hoje a gente faz um ano de namoro e eu continuo loucamente apaixonada por você! ♥

.não tem como não te amar, coisa linda.

Por May

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