Dorminhoca, sim.
Provavelmente, você já ouviu alguém dizer que dormir é perda de tempo. Eu discordo veementemente. Adoro dormir e sempre fui assim. Quando era criança, na hora de dormir, enquanto minhas irmãs choravam, brigavam e arranjavam milhões de desculpas para não ir dormir quando meus pais mandavam, eu antecipava minha ida pra cama. Dava beijinho de boa noite no papai e na mamãe, pegava meu copo de água e ia, espontaneamente, dormir. Ninguém nunca precisou mandar eu dormir cedo. Eu sabia que teria que acordar cedo pra ir pra escola e não queria perder tempo de sono! Inteligência digna de poucas crianças. Fato. rs
Quando bebê, as ‘tias do berçário’ não tinham problemas: eu dormia o suficiente toda tarde. Quando pré-adolescente, tinha aquela história de dormir na casa da amiguinha pra passar a noite fofocando. Eu dormia. Uma vez meu tio me levou pra conhecer uma cidade perto de onde minha avó morava e, durante o city tour de carro, eu dormi. Durmo no ônibus, no avião e nem preciso estar sentada pra isso. Dormia durante os intervalos dos ensaios de balé e quando meus pais me colocavam de castigo. Durmo onde encosto. Gosto de dormir bastante.
Durmo em lugares desconfortáveis e por muito tempo. Acordo com dor nas costas de tanto dormir, mas não desisto de tirar mais um cochilinho quando tenho tempo pra isso. Durmo em questão de segundos, esteja você falando comigo ou não. Durmo de um lado na cama, acordo do outro. Acordo e durmo de novo sem problemas. E claro, uma das coisas que mais me irrita na vida é a insônia. Apesar de ter me acontecido pouquíssimas vezes na vida, é a pior experiência de distúrbio que pode existir. Na minha opinião, of course.
Quando estou nervosa, triste, feliz, ansiosa ou sei lá, digamos, viva, a melhor coisa é tomar um banho e dormir. Afinal, quando você acorda, o ânimo é outro; a situação é outra; as pessoas já estão mais calmas; já é outro dia e você, outra pessoa. O sono dá uma pausa nos problemas. Parece que você se dá o direito de simplesmente sair dessa vida e ir para um mundo gostoso facilmente. É só fechar os olhos e se deixar abraçar pelo sono.
Dormir é uma das melhores coisas da vida. Afinal, quando mais você realmente sonha – e acredita que o sonho está efetivamente acontecendo – a não ser quando você está dormindo? Se algum dia você precisar de companhia para dormir, me chama que eu vou. :]
Por May – já ansiosa que poderá dormir até tarde no feriado da próxima segunda-feira.
Com partir
A contagem regressiva começou em junho, depois de um feriado que valeu por férias inteiras, quase uma volta ao mundo. Era dormir, acordar e – PAM – estaríamos em outubro, na cidade que receberia uma turminha em busca da muita confusão. Não, isso não é sinopse de uma comédia americana adolescente. Isso é o que aconteceu com um quarteto fantástico, formado por nós – as três palavretes – e os 25% mais representativos de toda a história das porcentagens que formam um todo – a coisa linda.
Chegamos a Buenos Aires na madrugada de quinta pra sexta. Ops! Não é nesse albergue que está nossa reserva!? Como no!? Que pasa? Ahhh, ninguém viu que a confirmação da reserva era pro outro… who cares? Vamos cair pra dentro da festa? Mas… peraí… estamos com fome. Vazemo comer umas empanadas ali. Mas, quatro coca-colas, por favor. A Quilmes a gente quer começar a tomar na festa. Mas… as luzes estão acesas? Party is over, girls. Foi assim que começou. E só ficou melhor.
Foi tudo uma viagem. Cada vacilo, cada palavra nova, cada barraquinha, cada pessoa bonita que víamos, o roteiro bem estruturado e o improviso ainda mais divertido. Foram cinco noite para compartir. Porque se tem um verbo que aprendemos a conjugar em espanhol (ok, nem tanto. Praticar, na verdade), foi compartir.
Compartir risadas, piadas, los lanches, comentários em português, paciência, protetores auriculares, unanimidade no quesito beleza, as coisas de mulherzinha, efeitos do fernet, medo dos taxistas, e por aí vai. E não termina nunca. Porque, perdoem o trocadilho, mas eu os adoro. Com partir, ficou a vontade de voltar. Para assistir a um casamento (como noiva ou espectadora), ver a Mafalda, visitar o teatro em reforma, comprar aqueles alfajores que deixamos pra depois, algumas fivelinhas, aquele acessório que ficaria lindo na amiga aniversariante, chutar o caixa eletrônico que não funcionou, viajar no buquebus, comer o sorvete de pistache do Freddo, fixar residência, deitar mais um poquinho naquela grama macia da Recoleta e ver a vida passar, ao lado de três pessoas com quem quero sempre compartir… e partir para novos destinos.
Chicaaaaaaaaaaaas, agora é dormir, acordar e – PAM – feliz 2010?!
Por Má-Má.
Mi Buenos Aires querido!
Aguardem histórias das Palavretes em terras argentinas logo mais. No feriado, estaremos em Buenos Aires, explorando a essência européia da América Latina. E, se conheço bem minhas companheiras de… de… tudo que há de melhor nessa vida – viagens -, teremos experiências ‘increíble’ para compartilhar quando voltarmos a São Paulo, a cidade de onde queremos fugir!

Só pra dar um gostinho... o lindo tango argentino.
Pra quem quiser ver mais fotos belíssimas e muito sensíveis como essa, visitem o Flickr da Flavita Valsani. Lá tem uma pasta de imagens dedicada apenas à cidade. Vale a pena dar uma espiada!
Beijos em quem fica. Até mais. Hasta luego.
Por May