Filhos, por que tê-los?

Julho 23, 2009 at 2:25 pm (Post)

Quero ter dois meninos. Ou um casal. Mas se vierem só meninas, tudo bem, eu vou amar do mesmo jeito. Quero filhos como eu, que riam de tudo. Mas que sejam sérios quando rir significar desespero. Quero crianças que não param de falar, de sonhar, de perguntar. Que não param. Bebês gordinhos, até quando isso significar saúde. Quero filhos espertos, curiosos e controlados. Quero que saibam pedir com licença, obrigada e por favor. Que digam bom dia. Quero filhos bem educados. Aqueles meninos que comem areia, pisam na grama e gostam de tomar sorvete. Ou meninas que usam sandália sem salto, detestam maquiagem e prendem o cabelo quando estiver caindo na testa.

Quero que meus filhos achem que têm a melhor mãe do mundo. Quero que saibam o valor das coisas e que dinheiro não dá em árvore. Que digam aos amigos que a mamãe trabalha muito, mas que no fim de semana não desgruda deles. Quero crianças saudáveis e bem dispostas. Que brinquem o dia todo e durman durante a noite. Que gostem de ir à escola e dêem os problemas normais aos pais. Que prefiram quebra-cabeças ou pular corda ao invés de jogar videogame ou assistir Malhação. Que tenham uma infância feliz com muitas lembranças boas para recordar. Quero filhos que não façam questão de televisão, mas que saibam usar a internet para coisas úteis.

Quero filhos que almeijem ser médicos, advogados ou bombeiros, mas decidam ser realmente o que eles quiserem. Quero filhos com muitos amigos. Quero crianças que não agarram a perna da mãe na frente de visitas e não gritem, esperneiem ou se joguem no chão do shopping porque não vai comer outro chiclete. Não quero filhos muito quietos, cdfs, nem muito bagunceiros ou irritantes. Quero meus filhos longe de qualquer esteriótipo. Desejo que sejam doces, mas decididos. Quero que se orgulhem de mim. Que tenham uma família feliz e estruturada; até convencional em alguns aspectos. Quero que sejam indivíduos conscientes, responsáveis e alegres.

Claro, tenho dúvidas de muitas coisas e morro de medo de não ser capaz de educar meus filhos. Só tenho certeza de uma coisa: gente, quero ficar grávida!!! Não agora, tá. Mas acho que vou me dar mó bem como mãe, sabiam? rs Mas tudo isso só daqui uns bons 6 anos. Btw, antes disso, preciso arrumar um pai bem bacana pra eles. E bonitão, sarado, inteligente, bem-humorado… Alguém conhece algum pra me apresentar?

Por May – pensando no futuro.

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Marca-me a vida

Julho 18, 2009 at 8:40 pm (Post)

“Nessa, quando a gente fizer dez anos de amizade, vamos fazer uma tatuagem de borboleta igual juntas?” – 1999. “Vamos!!” Tá certo que apesar de a gente ter certeza que íamos fazer dez anos de amizade, essa promessa foi feita sem ter muita ideia do tempo que faltava ainda… era mais um daqueles pensamentos que parecem bem longe, tipo hoje eu pensar: “Quando tiver meu segundo filho, farei uma tatuagem com o nome dos dois”. Sei que esse dia vai chegar, mas não tenho noção de quanto demorará. Em 2005, 23 de fevereiro, fizemos a nossa tatuagem de dez anos de amizade. Amizade que nunca deixará de ser um exemplo de como as amizades deveriam ser. A amizade mais pura e intensa que já tive. Daqui a pouco teremos que fazer a de 20… :)

Todo mundo diz que quem faz uma tatuagem não pára nunca mais. Eu duvidava. Mesmo. Mas agora eu posso falar: Quando faço uma, já to pensando na outra. Óbvio que não faço todas que penso fazer, senão me arrependeria de um monte. Pra tatuar alguma coisa, ela precisa ter realmente um significado definitivo, que não vai deixar de ser importante pra você em alguma circunstância. Por isso, é bacana levar um tempo desde a ideia do desenho até a concepção dele de fato.

Depois de dois anos da primeira tatuagem, resolvi marcar a ligação forte que tenho com as mulheres da minha vida. Mãe e irmãs sempre juntas. Cada uma tem seu espaço no meu coração, na minha vida, no meu céu. E certamente sempre terão. Somos a constelação que resiste a tempos abertos, chuvosos, fechados e também muito azuis da vida. E estrelas também brigam entre si, sabiam? É a mamãe estrela e as três estrelinhas que quando estão juntas brilham mais que o próprio sol.

Hoje fiz minha terceira tatuagem. Ainda não tenho foto dela, mas é linda. Pela primeira vez, fui sozinha. Ontem nem conseguia dormir direito, de tanto pensar nisso. Hoje minhas energias estavam focadas nesse momento. Cheguei lá só com a ideia do desenho: tinha que representar um montão de coisas. Aí a importância de ir a um estúdio confiável, com profissionais sérios, experientes e com ótimos portfólios. Escolhi a Akemi, que conseguiu transformar um bilhão de sentimentos sem nem mesmo saber direito quais num desenho incrível. A dorzinha que eu lembrava se quadriplicou pelo lugar. A costela é um dos lugares que mais dói. O barulhinho da máquina me faz sorrir de felicidade e até esquecer tamanha dor que é. Saí de lá a euforia em pessoa. Agora tenho na pele o que já tinha na mente: evolução eterna.  

 

Por May.

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O Palavra por aí

Julho 5, 2009 at 9:16 pm (Post)

Há mais ou menos um mês, escrevi um texto para o blog da agência de Relações Públicas onde trabalho, a LVBA. Os colaboradores do blog somos nós, os próprios funcionários e o objetivo é que cada um fale sobre algo pessoal… preferencialmente ligado à comunicação e web 2.0. Meu texto foi o último post antes da reformulação do blog, que antes chamava Gestão de Relacionamentos e hoje leva no nome o número da casa onde funciona a agência: 806.

Mas todo esse papo é por conta do assunto do meu post: isso aqui, o Palavra. Nem sei por que não linkei o texto antes… deve ter sido por falta de falta de assunto :) Mas hoje fiquei com vontade de compartilhar aqui no Palavra o que eu ando dizendo sobre ele por aí…

21.05.09

Blog-se!

Quando falamos em nos inserir no mundo interativo web 2.0, são muito recorrentes os conceitos de facilidade, praticidade, simplicidade e por aí vai. Olha, tenho que admitir que essas ferramentas exigem um pouco de carinho e disciplina. Ok, é super fácil você aderir a elas, mas de nada adianta tê-las e não usá-las com a velocidade de informação que merecem. Afinal, são ferramentas de relacionamento e, portanto, demandam dinamismo. Rapidez de ideias. Sempre gostei de escrever. Na infância e na adolescência, mantinha os populares diários. Hoje, tenho um blog. Melhor: temos.

No começo do ano passado, eu e duas amigas compartilhamos despretensiosamente a ideia de criar um blog. Marina, Carol e eu tínhamos certeza apenas de uma coisa: queríamos escrever, escrever e escrever. Contar, falar, conversar, discutir sobre “coisas”. Coincidentemente, somos – as três – relações-públicas, mas o blog não falaria, necessariamente, de comunicação. Falaria das nossas conversas, das rotinas, das pessoas, das experiências, das tolices, da vida, de nada, de tudo. E de comunicação também, quando tivéssemos vontade. Hoje, conversas são transformadas em posts e posts rendem ótimas conversas.

Nos encontramos para definir o formato do blog: nome, linha editorial, ferramenta de publicação, template, seções, etc. Entre muitas fugidas do assunto, cafés, muffins e umas três horas depois, desenhamos nosso querido filho aquele dia. E começamos a colocar em prática. No dia 2 de abril de 2008, estreamos. E o primeiro post já refletia a inexperiência e entusiasmo das três aspirantes a “blogueiras”.

O nome veio só depois, no dia seguinte mais especificamente. Depois de uma tempestade de sugestões, precisamos de um tempo para amadurecer e tentar achar um nome que refletisse, de cara, o que queríamos com o blog. “A Palavra Final é… Continue”. Na mosca! Afinal, nenhuma ideia é tão completa e certa que não mereça ser complementada, melhorada, detalhada ou mudada completamente. Ideias existem para serem sempre compartilhadas. Então, continue aí…

Começamos com a consciência da criança que se apresenta no balé: que leriam o blog apenas amigos, mãe, pai e olhe lá aquele tio mais próximo. Mas a internet é mesmo uma coisa louca! Não que seja muito, mas hoje computamos mais de 7 mil visualizações de usuários diferentes! São 103 posts, poucos comentários, e muita história pra ler… Para nós, algumas surpresas! Às vezes você escreve sobre um assunto sério, complexo, relevante diante da atual conjuntura sociopolítica econômica do País (ok, exagero) e acha que vai bombar! Besteira… o post mais acessado – cerca de 750 visualizações!!! – fala do personagem urbano Fofão da Paulista. Visto isso, continuaremos com a ‘estratégia’ de escrever sobre o que nos interessa para saciar nossa vontade de compartilhar sensações e vivências que nos façam sentido. E a partir daí, incrível, acha-se muita gente que se interessa pelas mesmas coisas.

Comecei o texto dizendo que ter um blog não era tão fácil; é simples, gostoso e basta ter vontade e assunto para escrever. Mas para ser bem bacana, é legal ter compromisso. Prezar pelo bom senso do conteúdo é imprescindível para a relação que você estabelece com quem lê seus relatos. Além disso, manter a periodicidade é um dos fatores mais importantes – e difíceis. É muito triste ter consciência disso, mas quando chega o dia de atualizar, você não tem tempo para escrever. É aí que você percebe que não basta ter o blog; é preciso vivê-lo. E viver qualquer coisa demanda envolvimento e dedicação. Blog-se. Comece! Vale a pena.

Mayra Martins, além de blogueira, é relações-públicas e executiva de atendimento da LVBA Comunicação. Adora conversar, dar risada e escrever.

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Qual é a música?

Julho 2, 2009 at 4:23 pm (Post)

Segundo uma pesquisa do Roper Reports Worldwide, hábito de ouvir música é rotina para 63% dos brasileiros. Eu sou um desses 63%, gente! Adoro TV, cinema e internet, mas nada me marca tanto e nenhuma outra mídia ocupa tanto espaço na minha vida quanto o rádio.

É música durante o dia, no trânsito, no despertador. Tenho até um rádio velho no banheiro que, mesmo quando ligo o chuveiro e deixo de ouvir qualquer coisa, continua ligado (tirando quando não tem ninguém em casa. Daí ligo o do meu quarto, que é bem mais potente e aí não só eu, mas todos os vizinhos ouvem também).

Minhas companheiras de blog já fizeram seus posts sobre nossa viagem pro Rio. E eu não poderia perder a oportunidade de falar disso e, claro, de música.

Isso porque agora, quando em eu penso em música do Rio, eu penso em funk. Ouvimos algumas “novidades” que sequer podem ser reproduzidas por aqui, mas também ouvimos algumas pérolas (no bom sentido) nas duas noites em que caímos na farra na Lapa.

Para quem não conhece, a Lapa é O lugar da night (pra gente, balada) no Rio. Tinha passado algumas horas lá há mais de três anos, numa noite de carnaval, mas não chegou nem perto da experiência que tivemos dessa vez. A Lapa é de todo mundo e de ninguém. Pra mim, a definição mais próxima da nossa realidade paulista é a seguinte mistura: o melhor da Vila Madalena com o pior da Augusta. E aí, dá pra encarar? Claro que dá! Eu, as meninas, os gringos do albergue, os cariocas da gema, as crianças de rua, os travestis, as prostitutas e sei lá mais quem que não tive coragem de levantar os olhos para identificar, encaramos

Pois voltemos ao tema do post: música. Foi lá no Manifesta que ouvimos: Los Hermanos, Chuck Berry, Gonzaguinha, Bondes do seiláoquê, músicas de festa junina, Mamonas Assassinas, Monobloco, Kanye West e tudo o mais que você colocaria em uma pasta “Vários artistas legais” do seu MP3.

Tudo que acontece na minha vida tem uma trilha sonora. Lugares, pessoas, trabalhos da faculdade, assaltos, carnavais, viradas de ano… mas dessa vez, nessa viagem, não consegui eleger uma. Porque ela foi inspirada (e carioca) como os Los Hermanos, maluca como os Mamonas, contagiante como o Chuck Berry, original como o Monobloco e familiar como os Paralamas. Isso sem contar o aconchego do Jack Johnson, a inesquecível vinheta do menu de Vicky Cristina Barcelona e a inesperada Cher (que tem até cover!) no hostel.

Que bom! Quero mais desses momentos. Porque aí vou montando uma nova pastinha na memória, cujo título só poderá ser: “Vários momentos legais”. Meninas, obrigada, gracias, danke, merci, tks pela cia.

Por Má-Má.

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