‘Domingoidoso’
Nem sempre os passeios precisam ser agitados, badalados ou joviais. Um domingo em Embu das Artes, passeando na feirinha e comendo coisas bem leves num restaurante mineiro pode ser muitíssimo agradável. Se em companhia de cinco amigas queridas, batata ser um dia genial. Como foi meu domingo hoje.
Gente, fica a dica de um passeio intermunicipal bem legal. Eu só tinha ido com a família, claro. Afinal, é aquele tipo de lazer adorado pelas avós e tios, pais e mães. A primeira e última vez que fui, odiei. Não só eu, mas minha irmã também. Você tem que estar no clima… Afinal, não é lá aquela pegada animada. Mas dessa vez foi superdivertido.
Muitas barraquinhas de bilhares de coisas. Brincos, almofadas, bolsas, araras, filhotes de cachorro, churros, enfeites horrorosos, caixinhas delicadas, fantoches de meia, brinquedos educativos, etc. Como o mês não está para gastanças, me contive apenas com o necessário: almoço, presente pro meu priminho e um espanta mau-olhado… por que vou contar pra vocês… não ta fácil, não! rs
Saldo do dia:
Milhares de calorias concentradas num prato de leitão à pururuca, tutu de feijão, couve e torresmo. Acompanhado, claro, de Coca-Cola normal só com gelo, sem limão: R$ 46,75 p/ pessoa.
Presente educativo pro primo: R$ 18.
Arvorezinha espanta mau-olhado e atrai fartura: R$ 7.
Meio pedaço de bolo de chocolate meio amargo trufado: R$ 2,50.
Uma tarde deliciosa com muita conversa e risadas jogadas fora e ainda ver o priminho brincando felizão a valer com o aviãozinho educativo: Não tem preço.
Por May. – Gente, e o Michael, heim…?! (Ainda) Tô bege! Boa semana pra gente!
Grandes questões
Desculpa, mas eu ainda não consigo pensar em muitas outras coisas a não ser nossa viagem para o Rio de Janeiro. Mesmo com chuva, frio e nenhuma ida à praia, foi uma aventura louca. Talvez por esses mesmos motivos. Mas atribuo toda essa alegria de viver na cidade maravilhosa debaixo de muita água às companhias muitíssimo agradáveis. Afinal, meio óbvio dizer que uma ida ao RJ com muito sol, calor, praia, dinheiro sobrando, conforto de hotel e italianos, europeus e americanos maravilhosos… tenha sido boa, né?! Agora, insistir que a viagem ao RJ com tempestade o tempo inteiro, vento gelado, pouca grana, em um albergue e na companhia de uns gringos muito loucos… foi absolutamente genial não soa muito óbvio. Don’t you agree?
Yes, we know how to have fun! Não adianta. Tudo que eu contar aqui pra vocês sobre essa viagem não será fielmente interpretado, mas existe uma história que não poderia deixar de ser compartilhada. Preservarei os nomes apesar de não fazer muita diferença… É fato que brasileiros gostam de bunda. Bunda grande. Homens e mulheres já nascem desejando um belo traseiro. Seja em si, seja para si. Mulheres que exibem curvas atenuadas quando vão são mais requisitadas que as que exibem curvas superiores avantajadas quando vêm. Poderia até generalizar, pois é de conhecimento público que a paixão brasileira é o bumbum.
E os homens? Com certeza destacam-se aqueles que apresentam um bumbunzinho redondinho facilmente percebido quando vestem calça jeans. Mas para tudo nesse mundo há um limite! E sim, podemos dizer que encontramos a bunda masculina que ultrapassa os limites bundísticos, arriscaria eu dizer, de Juliana Paes. A coisa era grande. À primeira vista, foi um sustinho. Do tipo: “Devo ter percebido errado”. Mas como amigas não prestam e vão pro inferno juntas, o comentário sobre a busanfa alheia não tardou a acontecer. E foi unânime: “Jesus, apaga a luz!!!”.
Daí surgem as curiosidades acerca de algo não comumente encontrado, mesmo no Brasil, país de corpos mundialmente conhecidos como detentor de curvas ‘peligrosas’. Ok. O fato era aquele. Ninguém mais ousava discordar. Apenas incentivar as questões sobre o assunto – totalmente desnecessárias de se expor aqui. Mas restava uma pergunta que não queria calar: “Quanto ele veste? Qual o número da calça dele?”. My God.
A vida é feita de oportunidades. O sucesso é resultado de oportunidades aproveitadas. O mundo é dos espertos. Cochilou, o cachimbo cai. Camarão que dorme na praia a onda leva… E por ai vai. Acontece que um dia estávamos sozinhas no quarto do hostel fazendo nada. Conversando. E daí fodeu porque amigas conversando, se você puder evitar, cai fora enquanto é tempo! rs Por muita sorte, não só por isso, mas porque o dono daquela admirável bunda é muito gente boa, estávamos dormindo no mesmo quarto. Avistei algumas peças de roupas em cima dos beliches. Normal. (…) NORMAL NADA! VAZEMOS VER A NUMERAÇÃO DA CALÇA DELE!
Vigia a porta. Repara como estava jogada a calça para colocarmos do mesmo jeito depois. Rápido. Olha. NÃO! 50. SIM!
É isso. 50. CIN-QUEN-TA!
Aproveita e dá um look na cueca também… Ai, a gente não presta. Credo.

We are bad, man.
Por May.
Cocar à Carioca
A viagem das Palavretes ao Rio de Janeiro poderia ter sido uma visita típica, com direito a muito sol, praia e passeios nos famosos calçadões, vestidinhos vaporosos e blusas de alcinhas, sorvete à beira-mar e subidas ao Cristo e ao Pão de Açúcar. Bem… estes últimos aconteceram e nos renderam muitos pontos no nosso Indian Express Card, aquele em que você acumula pontos pelos seus programas de índio.
Longe aqui de discutir se esta expressão é ou não é preconceituosa, fato é que ela já é consagrada quando falamos de passeios “micos”. E a Má-Má há de concordar comigo que a nossa volta de bondinho foi O passeio de índio da temporada. Explico: a graça de subir ao Pão de Açúcar está na vista da Cidade Maravilhosa que os seus 396 metros de altura proporciona. Em um dia ensolarado, é o passeio perfeito. Mas… dar as caras lá em cima em um dia totalmente nublado não parece tão boa idéia assim, né? E o que você diz de cinco pessoas que decidiram fazer o trajeto com CHUVA? o_O
Pois bem. Foi o que fizemos, em companhia de três colegas de hostel. Até o Morro da Urca tudo estava bem, afinal aquela aventura não seria estragada por alguns pingos e muitas nuvens. Uma vez lá em cima, nada nos faria não ir até o Pão de Açúcar e esse foi aí que nosso Indian Express Card começou a acumular milhas. Quando o bondinho chegou na Parada 3, a garoa já era chuva e fomos recebidos com rajadas de vento e muuuita água. Pra piorar, lá não tem grandes áreas cobertas, as pessoas estavam todas aglomeradas nas pequenas coberturas e a fila de volta estava gigante. Nem preciso dizer que a vista lá de cima era de nuvens e mais nuvens.
A minha sombrinha, que nem era tão “inha” quanto à da Má-Má, ela não deu conta do recado. Era chuva, vento, frio e medo. Sim, medo. Ainda não contei que eu tenho medo de altura aqui? Pois eu tenho, e só resolvi encarar os trajetos de bondinho pois me disseram que eles são rápidos. De fato são, mas quem me tirava da cabeça que aquilo ia despencar? Eu só conseguia ouvir “é uma cilada, Bino”…
No fim das contas, ao chegar no nível do mar eu já estava convencida de que aquele não era meu dia de partir da Terra e o passeio rendeu pelo menos um post e muitas fotos engraçadas. Apesar de ter voltado pra São Paulo com muitos cocares na mala, minha primeira visita ao Rio foi inesquecível. A falta de sol e o comprometimento da programação por conta do mau tempo são mesmo só desculpas para que eu tenha que voltar para lá. E se, na próxima visita eu encontrar pessoas tão legais quanto as que eu conheci desta vez, o Rio tem grandes chances de se tornar a minha cidade preferida!
Por Carrô.

Era apenas uma chuva, mas parecia uma tempestade tropical...
Dio, come te amo!
Nem sei quando tudo começou, mas sei que não paramos mais. Como muitas outras coisas que mudaram a minha vida, foi na faculdade. Não existe um dia em que não nos falamos ou algo não me faz lembrar dela. Ainda mais hoje, que é o seu aniversário!
Lá se foram uns cinco anos de convivência intensa, que começou no trote. Eu achei que ela era bonita, legal e que dali sairia uma grande amizade. No primeiro trabalho em grupo, fiquei desolada quando ela se juntou a outro grupo mas, claro, não falei nada! Eu mesma acharia bem estranho se alguém que eu acabasse de conhecer fizesse tanta questão de me ter por perto. Porque eu sou assim. Quando gosto, me apego mesmo! E dificilmente mudo primeiras impressões, que, depois de todo esse tempo, só se confirmaram. Mais que isso, ela vive se surpreendendo.
A gente gosta de hamburguer, batata frita, coca-cola normal, calabresa acebolada, Brahma Black, Friends, American Idol, America’s next top model. Calma, esse é só o cardápio básico; tem muito mais nesse menu! Com ela eu falo da vida no mar até meus dedos parecerem um cérebro de tão enrugados. Felicidade é assunto constante. Futuro também (e não é só porque a memória dela é meio falha!). Ela não gosta de conversar por e-mail, mas eu loto a caixa de entrada dela. E quando eu não respondo, ela acha estranho. Com certeza é culpa do Outlook!
Foi ela que topou sair comigo de carro pela primeira vez. Até hoje não sei se foi por pura falta de noção, confiança ou prova de amizade. Claro que o passeio era gastronômico. Juntas, rodamos São Paulo inteira até chegar ao almoço duas horas depois do combinado. Eu não poderia ter companhia melhor porque ninguém além dela poderia ter compreendido aquilo. A gente continua se perdendo, mas hoje eu acho que é mais uma desculpa pra ficarmos mais tempo no carro.
Má, fiquei feliz quando vi que o dia do meu post seria justamente o dia do seu aniversário. Se você está aqui é porque nosso Outlook está de bem hoje. Felizes 25!
Por Má-Má.
Um, dos, three… O Rio de Janeiro continua lindo…
“We mix the language, didn’t we? That’s nice! Really nice!” Foi mais ou menos isso que resumiu o feriado das Palavretes no Rio de Janeiro. Claro que o inglês é a válvula de escape para qualquer esbarrada em dificuldade que encontramos com o Portunhol, mas as frases quase nunca começavam com o mesmo idioma com que terminavam. O local? Che Lagarto: um hostel muito simpático abrigado pelos gringos mais legais do mundo! A viagem já começou com os preparativos bastante empolgados. O ‘esperar pela festa’ já nos dizia o quão bacana seria tudo aquilo. Mas esperamos mesmo para comprovar.
Pra mim, a viagem começou mais tarde e nem por isso senti que faltou alegria (que bonito isso). Cheguei com muita, muita, muita chuva. Rio de Janeiro com chuva não me animou, óbvio. Mas não demorou nem 20 minutos para eu esquecer que estava frio na cidade maravilhosa. Não dá pra eu contar aqui todas as coisas e pessoas bacanas com que/quem nos deparamos nessa trip, mas vale a pena ressaltar algumas delas. Uma londrina muito à vontade na sua primeira semana no Brasil, descendente de africana e prestes a se formar em Direito. Espontaneidade deveria ser o sobrenome dela, que quase nos matou de rir por, sem querer, dizer aquilo que todo mundo pensava. E gesticular de maneira absurdamente sugestiva.
Cabelo. Pensa numa pessoa que cultiva um cabelo. E que fala muitas línguas e apesar de ser natural da República Dominicana, já é quase doutora (com 25 anos de idade!) em cultura latinoamericana. Acho que ela nasceu no lugar errado porque sim, ela belongs Brazil, baby! Daí tinha a cabelinho, que com toda sua ‘gringuetude’, atraiu e ‘consumou’ muitos brasileños. E que de anjo, só tinha a cara mesmo. Mas era boazinha… e usava uma sandália terrível. Tinha também os australianos (oh God!)… e o argentino da meia preta… e o suíço/sueco (?) que não faz a barba há três meses e que brigou na balada.
Mas a aventura Palavretes à La Carioca rendeu muito mais que fotografias, risadas despretensiosas, passeios turísticos, baladas de pancadão na Lapa, maldizeres alheios e jantar no Leblon… Encontramos nosso trio reflexivo argentino! Isso mesmo! Cada um com seu cada qual. Exatamente! Fomos percebendo aos poucos, mas logo nos identificamos totalmente! Tudo começou com comentários banais: “Olha que gatinho aquele sentado na muretinha. Fortinho. Uma graça”, “Um fofo aquele sentado no sofá, né?! Ele é genial!” – Quando de pé: “Hum, tem uma bundinha meio grande para homem, né?!” e “O lema é: é estranho, então me atrai”.
Enfim, muita história pra contar, que serão transformadas – estou certa disso – em vários posts bem interessantes. Diversas situações que merecem ser descritas com detalhes. Registro aqui nossa unanimidade quanto a essa viagem: uma das melhores, certainly! A ida à Casa Rosa, posso dizer, fechou com chave de ouro e nos deixou com o coração na mão e borboletas no estômago na hora de ir embora. Chegamos em São Paulo hoje às 5h09 desejando dormir e acordar em Outubro, quando rumaremos para Buenos Aires, visitar nossos mais novos e queridos amigos. Hasta!
Por May.