Te conheço de outros carnavais…

Fevereiro 18, 2009 at 3:04 pm (Post)

Em semana temática, nada melhor que um post temático, certo? No caso de hoje, sim! Estamos às vésperas de uma das datas comemorativas que mais me anima: a festa da carne, da cerveja e da data oficial pro ano começar. Este ano já consumiu muitas das minhas energias, mas a reserva especialmente separada para o feriado da semana que vem continua intacta.

 

O carnaval sempre fez parte do calendário lá de casa. Quando pequena, minha mãe, com toda sua habilidade, criatividade e falta de recursos financeiros suficientes pra comprar uma fantasia pronta de princesa pra mim, inventava as mais diferentes personagens pra me vestir durante o carnaval. Já fui coelhinha da Playboy (aos quatro anos), mulher de branco (totalmente sem referências), cigana, roqueira (roupinha de couro sintético herdada de uma dança de fim de ano da escola), macaca (idem à anterior), entre muitas outras que fizeram da minha infância uma fonte de rica de boas memórias e um pontinha de constrangimento.

 

O tempo foi passando e chegou o momento em que a matinê de carnaval do Clube Atlético Ipiranga deixou de ser legal pra mim e pra minha irmã (e pra minha mãe, claro, que acompanhava a gente sempre com algum apetrecho carnavalesco também). Foi quando eu entrei na (pré) adolescência e passei a querer ir pra praia, fazer guerra de espuma com desconhecidos (ui… pelo menos não vestia a roupinha de coelhinha da Playboy) e (por que não?) fazer o que todo mundo fazia no carnaval: sair pegando geral.

 

Tirando a parte do “pegar geral” (que nunca se tornou realidade), o resto todo eu cumpri com honrarias. Eu preferia jogar espuma e sair correndo para atingir a próxima vítima, além de dançar músicas toscas no meio da rua segurando uma lata de coca-cola. Foram dois carnavais assim, ao lado da minha prima mais velha. Ela eram (quase pós) adolescentes e eu achava o máximo que a gente parava numa adega de Itanhaém pra comprar vinho (para elas, porque eu nunca quis nem experimentar aquele líquido X que vinha numa garrafinha de plástico mais X ainda) enquanto os “caras” achavam que eu tinha a mesma idade que elas por usar um número maior de sutiã.

 

Minha prima começou a namorar e essa programação foi eliminada do meu ano. Fiquei dois carnavais em casa (quando recebi a primeira ligação de uma “amiga da facu”, que morava lá bem longe), no cinema, no parque e outros estabelecimentos urbanos até que, em 2005, retomei a rota da folia. E não parei mais. Foi o ano de Tiradentes, onde a pinguinha legitimamente mineira rendeu meu primeiro porre e meu quase primeiro amor à primeira vista. Na seqüência, coisa fina: carnaval num cruzeiro, onde conheci gente com quem troco mensagens saudosas do balancê do navio pelo MSN até hoje. Voltei pra Minas em 2007 (com excelentes companhias e a hospitalidade que só os mineiros, legítimos como a pinguinha, conseguem oferecer); só nesse ano passei por três cidades e experimentei uma curiosa pizza de picanha.

 

Em 2009, estou pronta para voltar à fonte de tantas outras boas memórias que guardo também da edição de 2008: São Luiz do Paraitinga. A cidadezinha perdida entre Taubaté e Ubatuba foi cenário de momentos tão especiais que é para lá que eu e minha companheira de colchão inflável de solteiro (e mais 11 garotas) pularemos ao som de marchinhas e gritos dos passageiros do Barbosa. Com a diferença de que, dessa vez, cada uma terá um leito em uma casa tipicamente luiziense.

 

De folia em folia, respeito meu histórico. São anos passando por fantasias, personagens, coca-cola, muito cachorro-quente e, mais recentemente, cerveja (porque da pinguinha eu peguei trauma!). O pique dura até a quarta-feira de cinzas e eu não sei o que faria sem ela. Por isso já deixo avisado, post novo aqui, só lá em março, quando meu ano (re)começa depois de cinco noites de muitas novas alegorias (e histórias para novos posts, claro).

 

Por Má-Má.

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Prefiro que não me avisem. Depois não digam que eu…

Fevereiro 11, 2009 at 10:15 am (Post)

Eu adoro expressões populares. Uso muitas: as que estão em moda na televisão (é mara! Ah, tcha-tcha!); as que mais aparecem nos meus blogs preferidos (oi?); as que minhas amigas lançam inocentemente nos Happy Hours ou viagens da vida e, quando vejo, já estão irritando minha irmã (mano! Sem hesitar… me mata!); as que eu não entendo (qual é o pé do frango mesmo?)… enfim, tudo quanto é expressão, frase ou palavra que pode ser empregada em situações diversas para expressar o que não seria possível de outra forma, eu gosto de usar.

 

Mas tem uma… ah… tem uma que eu odeio. A maioria adora dizer e odeia escutar. Vocês querem saber qual é? Depois não digam que eu não av… ops! Já foi! É essa mesma. A chatíssima “Eu avisei…”.

 

Foi ela que dominou meu fim de semana e continua ecoando nos labirintos da minha consciência, como um fantasminha que vira fumaça quando tomo coragem de juntar minhas mãos para estrangulá-lo. Tudo isso porque, nos últimos seis meses, a luzinha de aquecimento do motor do meu carro acendeu DUAS vezes e… bem… porque ele deu o último suspiro de vida no sábado, depois que o maldito pontinho vermelho no painel fez sua terceira aparição.

 

Eram quatro horas da manhã quando consegui chegar ao posto sentindo o cheiro de queimado que saía do motor. Daí começou o festival do “Eu avisei…” de gente que nunca tinha me visto na vida antes! Tirando o frentista, que não tinha moral pra falar isso porque encharcou o motor de água quando não poderia (crianças, não se deve jogar água motor enquanto ele está fervendo. Depois não digam que eu…), foi a festa da sabedoria popular, a começar pelo motorista do guincho, que testou minha paciência, educação e conhecimentos de borracharia e – claro – às cinco da manhã me deu um zero bem redondo nessa última matéria. Em casa não foi diferente. Mãe, irmã e pai eram os novos… hummm… (diz aí o nome de um mecânico famoso. Não sabe?)… eram os novos sabe-tudo de sistemas de arrefecimento.

 

Agora o carro já está na oficina e quase pronto pra voltar pros meus braços. Segundo o verdadeiro sabe-tudo (assim espero, já que o cara é mecânico), o problema dele foi grave, mas não foi o pior. E que, sim, pode acontecer com qualquer carro, com qualquer pessoa. Há! Foi a melhor vingança. Não me considero nenhuma sabe-tudo (nesse assunto), mas o argumento foi o mesmo que usei para não transformar minha família em fumaça nos labirintos do inconsciente (não considerei a possibilidade de estrangulamento e ignorei o fato de que o cara vive disso, afinal, se existem mecânicos é porque os carros quebram mesmo, contra a vontade de seus donos).

 

O melhor é que não tive vontade de proferir a maldita “Eu avisei…” para os fantasminhas e, assim, evitei “mal-humorar” algumas pessoas. Tudo isso por um motivo bem egoísta (e nada nobre): prefiro guardar todo o gostinho da razão só pra mim e usar esse estoque quando eu realmente merecer ouvir o tom superior de quem me avisou.

 

Por Má-Má.

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A primeira vez a gente nunca esquece

Fevereiro 2, 2009 at 7:36 pm (Post)

Não é verdade? A primeira vez de tudo a gente nunca esquece. Bom, algumas coisas eu esqueço, sim… mas porque sou muito distraída. Mas quando se trata de alguma coisa importante ou muito legal, não dá. Não esquece. Não tem jeito. Alguém aí não se lembra do primeiro beijo? Do primeiro namorado? Do primeiro emprego? Do primeiro salário? Da primeira chefa? Do primeiro dia de aula da faculdade? Da primeira melhor amiga? Da primeira vez que viu o mar?


E das primeiras férias? Eu não lembro. Porque ainda não tirei minhas primeiras férias. Mas confesso que estou ansiosa. Já comprei biquíni, canga, protetor solar. Troquei a máquina fotográfica e comprei até capinha pra poder tirar foto debaixo d’água. Estranho. Até parece que nunca fui à praia. Mas dessa vez vai ser diferente. Não estou indo a qualquer praia. Em primeiro lugar, não é todo dia que se vai a Trancoso, na Bahia. Em segundo lugar, não é sempre que se vai à praia quando todo mundo está trabalhando. E em terceiro lugar, gente, são minhas primeiras férias! Uhu.


Fico imaginando mil coisas. E não, não há motivos reais para isso. Ou será que há? Afinal, como já disse, conheço muitas praias. Já viajei muito com a minha família por esse Brasil afora. Pro exterior, também já fui. Até já morei um tempinho lá. Sozinha. Então não é possível que eu esteja tão curiosa pra saber como será essa viagem. É só porque serão minhas férias? E não, não vou poder ver meus emails corporativos à noite? Já me proibiram. Não, não terei que acordar cedo numa 2ª feira. Nem 3ª, nem 4ª, nem 5ª. Wierd.


Enfim, como toda primeira vez, não tem como se preparar. Não adianta treinar o beijo no copo com gelo que na hora vai ser totalmente diferente. Não adianta treinar um discurso pronto porque na hora da entrevista pro primeiro estágio, você vai gaguejar. Não adianta ler, de cabo a rabo, o site da prefeitura de Trancoso; revisar, a cada 3 horas, a lista de o que levar na mala; conferir a previsão de tempo todos os dias pra ver se não mudou; deixar todas as pendências do trabalho encaminhadinhas pro seu colega; calcular a periodicidade da depilação para estar tudo em dia quando chegar lá… não adianta. Eu sei. E quero. E torço para que seja tudo surpreendente.


Por May – quase de férias. Quando eu voltar, vocês com certeza saberão por aqui.

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