O que você vai ser quando crescer?

Janeiro 23, 2009 at 5:02 pm (Sem categoria)

“Médica, professora ou secretária”, respondia eu aos 8 anos de idade. Na época, eu conhecia poucas profissões e essas me encantavam! Já com meus 11 anos, o sonho era ser cantora, atriz ou paquita, como a maioria das meninas influenciadas pela Xuxa. Com o passar os anos, eu tive certeza de que faria oceanografia, biologia ou zootecnia. Mas o 1º colegial chegou e com ele a física, química e a própria biologia. Minha aptidão para essas matérias, no entanto, era inexistente. Aí descobri que seria muito mais saudável para qualquer espécie, inclusive a humana, se eu me mantivesse à distância de seus corpinhos.

Já na época do vestibular, a dúvida era entre Relações Internacionais, Jornalismo, Pedagogia e Radio e TV. Acabei escolhendo Relações Públicas. “Relações o quê?”, perguntaram os meus pais. “Públicas!”, disse eu. E até hoje eles tentam entender. Eu também. Não a profissão, mas como as nossas opiniões e sonhos mudam tanto com o passar dos anos!

Quando parei pra pensar nisso, percebi que, além do campo profissional, quando criança eu tinha algumas outras certezas do que ia acontecer na minha vida quando eu crescesse. Com o tempo, todas elas caíram por terra, obviamente. Por exemplo, eu achava que:

- Ganharia um carro quando fizesse 18 anos. Afinal de contas todo mundo ganha, não? Bem… não… Tenho 23 anos e nesse sentido a única coisa que ganhei foram caronas. Milhares delas! Para todos os lugares, das mais diversas pessoas.

- Estudaria em uma faculdade fora de SP e moraria em uma república. Esse era O sonho quando eu tinha meus 15 (16?) anos. Culpa da Coração de Estudante. Lembra dessa novela em que os estudantes moravam em repúblicas no sul de Minas? Era aquilo que eu queria pra mim: morar longe de casa, conhecer outra cidade, outras pessoas. Quando passei no vestibular da UNESP, tive essa chance. Mas a matrícula já estava feita em outra faculdade de São Paulo e eu acabei não conhecendo Bauru.

- Casaria aos 25 anos. Na minha cabeça, o ciclo natural era: terminar a faculdade -> arranjar um emprego cujo salário seria bom o suficiente para pagar todas as minhas contas e ainda sobraria  -> casar. O namorado apareceria entre o começo da faculdade e o emprego. No entanto, algo me diz que o casamento – se é que ele um dia acontecerá – não vai ser realizado tão em breve.

Quando mais novos, nós idealizamos milhares de coisas para “quando crescermos”. Acontece que o “quando eu crescer” não chega nunca! Porque a gente nunca pára de fazer planos para o futuro e, aos 20 anos, nós imaginamos como a nossa vida será aos 30. Aos 30, sonhamos com a vida aos 45. E assim por diante. E nos planejamos para que tudo que desejamos aconteça. Mas… o mais provável é que as coisas não sairão exatamente como programamos. E, pra mim, é aí que está a graça. Ainda bem que a vida nos reserva algumas surpresas, não? Claro que ela nos prega algumas peças também. Faz parte…

Hoje eu não tenho a vida que eu imaginei aos 15 anos. Parando pra pensar, ela é “só” o completo oposto. E, tirando uns ajustes aqui, outros ali, eu estou bem satisfeita com ela.

E você, se tornou o que você queria ser quando criança?

 

Por Carrô.

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O primeiro mic(r)o do ano

Janeiro 21, 2009 at 8:03 am (Sem categoria)

Eu adoro miudezas. Deve ser porque elas tornam o mundo um pouco menos assustador do alto (ou baixo) do meu 1,50m. E poucos lugares oferecem uma sorte tão variada de miudezas quanto a Liberdade, o tradicional bairro que reúne a maior colônia japonesa do mundo (fora do Japão, claro).

 

Sempre que vou pra lá, volto com um mimo. Uma fivelinha, um brinquinho, uma bolsinha, um docinho, tudo inho mesmo. O dinheirinho diminui na mesma proporção, mas eu não resisto. Na última incursão aos boxes apertadinhos das galerias do bairro, finalmente tomei coragem de realizar um sonho de consumo: comprar o menor guarda-chuvinha que já vi na minha vida. Em comparação aos exemplares sem charme e totalmente descartáveis vendidos nos camelôs, a brincadeira poderia ser cara. Seriam R$15,00 investidos em um amontoadinho de lona e varetas de alumínio com pouco mais de 16cm. Sim, 16cm. Poderia caber em um estojo! E eu tenho bolsinhas de tamanho de estojos. J

 

Pois eu comprei o guarda-chuvinha. E ele é laranja, da cor exata de um colete salva-vidas. Coloquei-o na bolsa (coisa que eu odeio fazer com os do camelô) e esperei ansiosamente até um dia que chovesse para eu estreá-lo. Como eu sabia que, se eu o abrisse, não conseguiria dobrá-lo tão perfeitamente quanto os orientais que os produziram, preferi mantê-lo na capinha delicada, que fechava com um botãozinho prateado. Era meu mais novo “my precious”.

 

Pois o grande dia chegou. Foi quarta-feira passada, quando eu teria condições de escrever meu primeiro post. Pontualmente às 17h, quando eu saio do trabalho para não perder o fretado, vi pela janela que começou a chover (uma tempestade, na verdade). Abri um sorriso incompreensível e minha colega de trabalho chegou a me dizer “Legal, Má! Finalmente você vai usar seu guarda-chuvinha”. Afinal, eu os apresentei logo na segunda-feira, quando ele fez o primeiro passeio na minha bolsa. Coincidentemente, eu estava usando uma blusa laranja da mesma cor que ele, e meu diretor, já indo embora, parou e disse: “Olha só! Ela combina a roupa com o guarda-chuvinha!”. A comoção era geral.

 

Saí e parei estrategicamente na recepção para abri-lo. Peguei aquela coisinha na mão e – VUSH!.

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Cadê o resto do guarda-chuva!? Ele mal cobria meus ombros. Um coleguinha olhou e soltou uma risadinha abafada. Eu pedi respeito e apenas disse: “Tomara que ele agüente”. Saí e, mais alguns metros adiante, enfrentei a catraca para passar o crachá, bem em frente à guarita onde ficam os porteiros. Ao cruzar a catraca, só ouvi: “Olha o guarda-chuvinha dela!”. Eu já estava na rua; e meu corpo todo balançava de um lado pro outro. O danado não me protegia muito da chuva, mas seguia as ordens do evento que era uma beleza! Trombei com um pipoqueiro e o senhorzinho, embaixo do ponto de táxi, só disse: “Vai se molhaaar, moça”. Preciso dizer que idéia eu tive para me livrar do guarda-chuvinha ali mesmo!?

 

Cheguei ao ponto de ônibus e em poucos minutos meu fretado passou. Entrei e só então senti o estrago. Minha calça estava encharcada até os joelhos. As pontas do meu cabelo pingavam.

 

Cheguei em casa molhada e um tanto decepcionada. Minha mãe olhou bem pro meu rímel borrado e falou: “Você não levou seu guarda-chuvinha?!”. “Levei, mamãe. Ele está amassadinho aqui na minha mão”.

 

.você confiaria seu corpinho a ele?. 

.você confiaria seu corpinho a ele?.

 

Não tem como não sorrir ao olhar pra ele, é fato. Mas nunca pensei que um sonho de consumo tão inocente pudesse se transformar em tamanha fonte de chacota. É bonitinho, mas ordinário. E eu quero compartilhá-lo com todos você aqui. Porque, sem dúvida, vocês nunca o verão em ação em dias de chuva. Talvez eu o leve para passear qualquer dia. Não pesa nada na bolsa e arranca alguns sorrisos de outros transeuntes. Vejam aí do lado com seus próprios olhinhos. 

 

 Por Má-Má.

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Como você se chama?

Janeiro 19, 2009 at 9:51 am (Sem categoria)

Tem gente que tem nome de artista de cinema, de novela ou de música popular. Tem nome que é homenagem. E tem nome que é herança… do pai, do avô… Tem nome que é erro do escriturário do cartório. Tem nome que parece erro, mas não é. Tem gente que chama Edvaldo Eduardo Gabriel, afinal, família democrática é assim: acata as várias sugestões de nomes para o pequeno que vem vindo.

Eu queria me chamar Maria. Só Maria. E tomara que eu tenha a oportunidade de nomear minha filha assim. Ou Arthur se vier um mocinho. Quando eu era pequena, não gostava do meu nome. Achava chato ninguém entender de primeira; de segunda… maybe de terceira. E não gostava muito de ter o nome sempre ‘arredondado’ para Maira ou Mayara. Parecia que meu nome era errado. Tinha a sensação de que as pessoas achavam que para acertar meu nome era preciso errar.

Até hoje, se eu for pensar friamente, é um pouco desconfortável lidar com meu nome. Em média, preciso ditar meu email umas três vezes por dia para alguém. “Qual seu email?”. “Pode mandar para Mayra – com ypsilon, tá? – ponto mart… blá blá blá”. E em lugares em que não ouvem seu nome, apenas lêem? Geralmente filas de alguma coisa, como exames de laboratório, operadoras de celular, sturbucks. Sempre Maira. Grrrr

Fico um pouco irritada quando as pessoas erram meu nome, naturalmente, eu corrijo pronta e assertivamente. Daí vem aquele maldito comentário:

“Mas você não gosta de Maira (ou Mayara)?”

“Não, não é essa a questão. Não disse que não gosto. Apenas não é esse o meu nome. Como vc se chama?”

“Eduardo”

“Tudo bem, Roberto?”

“Eu disse Eduardo”

“Mas você não gosta de Roberto?”

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E não me venha dizer que a situação é diferente porque não é. Confesso também que tem dias que estou com o saco um pouco mais cheio e a paciência muito menor que finjo ser qualquer Maira desse mundão de meu Deus.

“Seu nome é forte, filha. De uma menininha muito forte. E linda”, era o que diziam meus pais quando eu perguntava por que tinham escolhido este nome pra mim, que era a primeira filha. Eu pensava que, como eu era primeira filha… teoricamente era a primeira opção deles. Imaginava uma listinha, como a que eu fazia para nomear minhas bonecas. E não entendia por que a primeira opção era Mayra e não Izabella, nome da minha irmã do meio.

Tem gente que tem nome de anjo ou de flor. Meu nome vem da admiração a uma prima do meu pai. Conheci essa prima quando tinha 18 anos já… too late. Ela é bem bonita, simpática e se emocionou ao me ver tão grande. “Nóssa, eu vi você desse tamainho… agora já é uma moçona!” E por aí vai…

Há quem diga que meu nome vem também do romance do Darcy Ribeiro, Maíra, que eu ganhei da minha mãe há anos, mas não li ainda. E não acho que tenha alguma coisa a ver… afinal, Maíra (com í) não é meu nome. Olha só que bobeira: quando pequena, já pensei em me dar de presente uma troca de nome quando fizesse 18 anos. Hahaha Hoje não trocaria meu nome por nenhum outro. Acho Mayra a minha cara. Não me imagino chamando, por exemplo, Beatriz (que eu acho lindo btw). Aprendi a gostar do meu nome. Acho que soa bem. E concordo com meus pais: é forte. E curto, o que me agrada. Gosto de nomes curtos. Gosto de Mayra.


Por May…ra.

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Começou! Vamos, vamos, vamos…

Janeiro 12, 2009 at 12:53 pm (Sem categoria)

2009 começou e nem eu, nem Mamá e Carol conseguimos recomeçar os posts para o blog. Isso aconteceu por nada mais que falta de tempo, organização e planejamento! :) Mas nada muito sério… ou que fuja do fluxo de início de ano, quando estamos no meio de um turbilhão misto de novidades e aquilo que não muda de jeito nenhum!

O ano começou em um ritmo que nem eu acredito. Muito trabalho, muito ânimo, muitas saídas à noite, muita animação. Pouco trânsito, pouco cansaço, pouco tempo para pensar nas muitas coisas para fazer. Nem mesmo passou a primeira semana útil do ano e eu já estou envolvida até o pescoço com uma infinidade de … de tudo! Mas não pense vc que estou reclamando. Quem dera o ano todo fosse como começou: recheado de movimentação!

Acho engraçado o começo do ano.. quando as pessoas prometem mil coisas, se comprometem com outras mil e depois reclamam que não conseguiram fazer nem 300 dessas 2 mil! Mas isso só acontece porque esquecem que quem manda nisso tudo aqui é o tempo! Não adianta, querido (a), você querer fazer alemão, yoga, boxe, aula de canto, tiro ao alvo e dar uma praticadinha no inglês, além de trabalhar, reservar alguns momentos para o lazer, como beber e dormir e ainda se locomover – pq em São Paulo é necessário considerar o trânsito -. Simplesmente não dá tempo!

A questão é: por mais que você se programe para aproveitar cada segundo do seu dia (e noite), nunca é suficiente. O segundo dura meia hora quando você acompanha aquela entrevista chata com o jornalista mais chato ainda e o executivo de mau humor. Mas o segundo dura 0,0008 milésimos quando você encosta a cabeça no banco do taxi esperando pegar um mínimo de trânsito para dar tempo de ‘descansar os olhos’ e chega mais rápido do que gostaria naquela reunião osso de planejamento.

Convido vocês a se jogarem nesse furacão que será 2009. Será porque será. Se começou assim, segura na mão de Deus e vamos! E o Palavra continuará… firme e forte, resistindo aos minutos que insistem em correr quando queremos segurá-los!

Queria mais tempo. Tempo para sobrar, tempo para gastar, para desacelerar. E vc, queria mais tempo? Pra que?

Por May.

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