Eu sou parte do movimento natalino!
Ontem fiquei observando o trânsito por 40 minutos. E ele não saiu do lugar! Contrariando qualquer conceito de trânsito (essencialmente, ele dizia que era preciso ter movimento pra existir) que eu tenha aprendido no colégio logo nas primeiras aulas de “Estudos Sociais” (oi? Essa matéria deveria se chamar “Matéria da Vida”), ontem eu percebi que certas coisas realmente não mudam. Antes mesmo de aprender o conceito de trânsito, eu já sabia o que ele significava e, entre os principais atributos que eu lhe empregava, definitivamente “movimento” não fazia parte deles. Isso porque, todo fim de ano, era a mesma coisa:
Trânsito pra comprar enfeites de Natal com a minha mãe na 25 de março, trânsito no estacionamento do shopping Center Norte (até que inauguraram uns mais próximos da minha casa, essa era a única opção de compras!), trânsito para curtir o ano novo melado, quente e divertidíssimo na casa de praia da minha tia deitada no colchão na sala por falta de camas pra família toda, trânsito no café-da-manhã para conseguir descolar uns frios pro sanduíche antes de salgar o corpinho no mar mais marrom da face da Terra. Enfim, não por acaso, trânsito e fim de ano sempre estiveram muito próximos na minha cabeça.
Ontem não foi diferente. Foram 40 minutos de observação e muitas, mas muitas risadas internas e memórias resgatadas. Vi o pessoal das firrmas da região indo comprar lanche no Mcdonald’s, gente acendendo um cigarro depois do outro, gente adiantando as ligações e desejando boas festas e feliz ano novo àquelas pessoas pras quais com certeza só ligam nesta época, gente na corda-bamba do bom-humor e do desespero. Tudo porque, gente, é Natal! É quase ano novo! E nada deixa as pessoas mais esperançosas e elétricas do que essa época. É a correria de fim de ano que – todo ano – a gente fala que nunca mais vai querer sentir na pele. É o presente que deixou pra comprar na última hora. É o 13º (o meu primeiro!) do qual fiz questão de separar uns trocados pra presentear os entes queridos. É a vontade de fazer tudo que não fez durante o ano ou, pelo menos, planejar fazê-las no próximo.
É o pavê de sonho de valsa que a minha mãe só faz no Natal, o carneiro com molho de hortelã do qual meu pai tanto se orgulha, é a uva colhida no meu quintal que vai preencher, no mínimo, três fruteiras (gente, são mais de 70 cachos. Sim, no meu quintal!). É o sorriso que não cabe no rosto quando recebo cartões de quem nem esperava e a incapacidade de fechar o mesmo sorriso quando, na seqüência, chegam os votos de quem eu tinha certeza de que não deixaria passar em branco. É a vontade de abraçar todo mundo e dizer que vai sair pra almoçar e não voltar. E tudo é possível!
É por isso que postei hoje. Porque amanhã é véspera de Natal e, como certas coisas não mudam, eu aproveitarei o dia para separar minha roupa do evento, assistir a “Esqueceram de mim” mais uma vez, comer pouquinho no almoço pra salvar espaço pra ceia e disparar telefonemas e e-mails a todos meus queridos. Aí, sim, posso dizer que tem movimento!
Feliz Natal!
Por Má-Má.
Então é Natal… e Ano Novo também…
Não queria, no meu último post do ano (sim, sairei de ‘férias’ dia 24 e só retorno no dia 05), desejar o óbvio para vocês. Porque, na verdade, desejo mais que o óbvio. Desejo o inesperado, as surpresas, os sustos, os desesperos seguidos de alívio. Porque acredito que é o dinamismo da vida que dá cor, sabor, cheiro e forma a ela. O ano de 2008, como eu já esperava, foi o ano do infinito. Com certeza foi. E depois do infinito vem o que? O que é melhor que mais que o infinito quando se é para as coisas boas da vida? O que vem depois dele.
2008 me proporcionou coisas maravilhosas. Um pouco de confusão, de correria, de angústia e cansaço, de impaciência também, mas sempre acompanhados de esperança, força, vontade, amizade e amor de pessoas que nunca conheci tão especiais. E que me mantiveram em pé quando eu quis sentar para descansar um pouco e, logo em seguida, desistir.
Em suma, queria deixar aqui meus votos de alegria, cumplicidade, amizade, superação, força, reencontros, sorrisos, abraços, beijos, sorvete, shows, vento, viagens, café, trabalho, ligações, sintonia, pouco trânsito, conversas, sol, sexo, presentes, cheiro de bebê, fotografias, elogios e respeito.
Feliz Natal pra todos que um dia passaram por aqui, para aqueles que um dia virão e para aqueles que não terão a sorte de vir! ;P
E um 2009 sem igual! Muito melhor que 2008…
Por May.
O dom da procrastinação
Aposto que você, se estiver lendo esse post durante o horário de trabalho, sabe do que eu estou falando. O ato de procrastinar começa assim como o vício, como quem não quer nada. É um tal de “só vou olhar o Palavra pra começar o dia” pra lá, um “o que será que a Amy Winehouse (ou celebridade correspondente) aprontou agora?” pra cá e quando você se deu conta, já era. Você perdeu algumas horas de trabalho nesse lero-lero.
Mas a arte de adiar as tarefas não envolve só o trabalho não. Normalmente, ela está ligada a atividades muito chatas e que ninguém quer fazer. Tipo arrumar o guarda-roupa! Se fosse me deixar levar pelo bom senso, eu daria um trato nele a cada mês, mas a preguiça (mãe da procrastinação) faz com que eu adie essa tarefa chaaata pra apenas uma vez ao ano, antes do Natal. A tradição lá em casa diz que devemos fazer isso nessa época para dar espaço pras roupas novas que ganharemos de presente de Natal. Confesso que a falta desses regalos nos últimos anos não andam me motivando pra fazer isso esse ano…
Ah, tem aquela coisa pela qual todos passamos, homens e mulheres, ainda que eu preferiria ser homem para ter que passar menos por isso: idas ao médico. Sim, porque só o fato de ser mulher já te obriga (teoricamente) de frequentar o consultório do doutor pelo menos uma vez a mais no ano do que o seu semelhante do sexo oposto. Mas falemos daquelas necessidades mais esporádicas, como uma conjuntivite, dermatite, escoliose e por aí vai. Tem coisa mais chata do que falar do que não vai bem com você pra uma pessoa que você não conhece (ou pelo menos não tem a intimidade que você gostaria de ter antes de tratar de tais assuntos)? Saber que seu organismo não está 100% já é algo muito ruim. Ter que compartilhar é ainda pior.
Mas OK, passada a situação com o doutor, é preciso realizar aquele monte de exames. E muitas vezes, precisa fazer jejum pra isso E acordar mais cedo na data em que a tal da coleta vai ser realizada. Na boa, isso tudo é muito chato! E aí a gente vai chegando à conclusão de que só adiamos aquilo que é chato, irritante, mal recompensado, que nos tira o sorriso do rosto. Até o momento em que não dá mais.
Ta bom, vai. Amanhã eu passo lá na faculdade pra solicitar o diploma. Mas antes eu preciso renovar minha habilitação. Droga, como é que eu faço isso mesmo? Vou pesquisar na internet, quem sabe, eu descubro também como eu faço pra começar uma previdência privada. Mas antes, deixa eu terminar de escrever o post do Palavra…
Por Carrô.
É pra ficar feliz!
Dia desses ouvi uma notícia no rádio que me deixou feliz: pessoas felizes atraem pessoas felizes (desconsiderei que o cara do carro ao lado estava com uma cara feia depois de eu ter avançado um pouquinho na frente dele para entrar antes na 23 de maio). Até aí, nada novo, certo? Há anos a gente ouve “rir é o melhor remédio”, “bom humor é contagiante” e blábláblá (pausa para uma participação inesperada do word: blábláblá é automaticamente corrigido com acento em todos os As!). Em episódios em que predomina a intimidade, grau de parentesco muito próximo ou pura grosseria mesmo, ainda tem: “Não adianta fazer essa cara!”, “Desfaz esse bico!” ou “Que foi? Tá brava de novo!?”.
Desfaça o sorrisinho quem nunca falou ou ouviu alguma dessas frases! Acontece que agora tem um estudo da Universidade da Califórnia, publicado no British Medical Journal (uma publicação bem importante na área da saúde) que comprova tudo isso. E, pelo jeito, é o mais longo e com o maior número de participantes: 4.700 (felizes e infelizes) filhos de voluntários do Estudo Cardiológico Framingham, um enorme estudo de saúde iniciado em Massachusetts, em 1948.
Segundo o estudo, quanto mais pessoas felizes você conhece, maior é a probabilidade de você mesmo ser feliz. E ligar-se a pessoas felizes aumenta a felicidade da própria pessoa! Que máximo! Está aí a solução para as guerras, fome, miséria, terrorismo e conflito da Faixa de Gaza (velho esse tópico, né? É que eu cansei de ouvir sobre a crise financeira do momento). Brincadeira (estou tentando ser espirituosa pra ver se esse estudo considerou felicidade online. Avisem se está funcionando. Se não estiver, um anão vestido de borboleta escoltado pelo Dr. Dráuzio Varella fantasiado de Conde Drácula aparecerão em 1…2…3! E aí, deu um sorrisinho? Me avise se eles aparecem também. Isso, sim, seria uma felicidade incalculável pra mim).
Além disso, a felicidade é mais contagiante que a infelicidade, constataram os pesquisadores. Se uma pessoa com quem você tem contato social é feliz, isso aumenta em 15 por cento a probabilidade de você ser feliz!
Olha só que coisa: a gente precisa de um estudo pra comprovar algo que todo mundo sabe, mas prefere acreditar que não pode ser verdade por ser tão bom (e tão simples). Pois agora está mais do que comprovado: gente feliz atrai gente feliz (por isso todo mundo sorri quando está no Pão de Açúcar).
Gostei do estudo e mais ainda da conclusão, mas fiquem tranqüilos. Isso não significa que vou sair por aí gargalhando, achando que sou animadora de programa de auditório, pegando as pessoas pelo braço e dizendo que mais um lindo dia começou. Nada disso. Mas, quem quiser ativar o saquinho humano de risadas ou dar uma conferida na minha arcada dentária (silenciosamente), passe por aqui. Se eu estiver de mau humor, basta chegar com um sorriso. Garanto que funciona (ou melhor, os caras da Universidade da Califórnia garantem). J
Outros dados muitos legais (e menos autobiográficos) sobre o estudo aqui: http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/081205/entretenimento/cultura_comportamento_contagiosa_pesquisa
Por Má-Má.
Monday sucks
Hoje quando fui começar a escrever este texto, todas as idéias de coisas legais foram por água abaixo. Ficaram lá no chão, junto com meu bom-humor. Daí li meu último post pra ver se me dava inspiração, mas tudo que consegui foi achar minhas idéias de uma semana atrás completamente inviáveis de se pensar hoje. Bizarro isso, não?
Esse calor todo. Esse trabalho todo. Esse trânsito todo. Tudo isso me proporcionou uma segunda-feira chata. Muito chata. Cansativa. Suada, literalmente. E uma vontade imensa de chegar em casa, deitar no chão gelado e ficar. Ficar até … até ter que levantar por sede.
Até achei que o dia seria bom. Começou bem… a não ser por eu ter acordado mais cedo do que de costume pra ir à fisioterapia. Assisti um workshop meia-boca. A conversa com a Rafa estava infinitamente mais interessante. Não pela pauta, que fique bem claro. Preferiria que fosse outra. Mas daí o almoço já não me caiu bem. O sol resolveu raiar sobre minha cabeça e esquentar meus neurônios; derretê-los. E o mar optou por não estar sob meus pés. E todo o resto desandou.
Como dizem que o blog é o lugar, o meio, a ferramenta, sei lá o que, em que pode se compartilhar tudo com quem o lê, abusarei de vcs e dividirei meu saco-cheio, impaciência, moleza, um pouco de desespero e calor. Pode? Obrigada.
Por May.