Academia – um mundo de espelhos e pessoas

Junho 2, 2008 at 12:11 pm (Sem categoria)

Dediquei-me terça-feira passada a analisar o ambiente em que me exercito com o objetivo de fazer meu corpo se mexer um pouco e, óbvio, não sou mulher de negar minha pouca vaidade: quero ficar ‘em ciminha’, né. O que é a academia se não um compilado de espelhos e pessoas que gostam bastante deles? Percebi que estava cercada de espelhos quando saí da seção de exercícios para o glúteo, o pior, em minha opinião – porque tudo na vida que é bom custa caro – e como sempre, uma das bordas da minha vestimenta íntima deslizou um pouco mais do que devia para algum dos lados. Dei uma olhada rápida, área limpa, ‘slect’, seca e rapidamente retirei o excesso de pano da onde devia. Na mesma hora, olho para frente e tem outra menina fazendo o mesmo. Pensei: ufa! Não sou a única. Se alguém viu, foda-se, eu também vi… Mas não. Era o meu próprio reflexo… fruto de um trânsito de, no mínimo, três espelhos. Não entendia como eu poderia estar vendo minhas costas daquele espelho naquele lugar – não estava exatamente na frente… sei lá… estava na lateral de um outro equipamento -. Não contente, mexi as mãos (sim!) para ter certeza de que era eu mesma. Ok… isso durou uns 3 segundos… mas bastou para me fazer reparar em tudo que acontece no mundo da academia, meticulosamente observada pelos espelhos.

 

É engraçado. Lá tem de tudo. Isso porque, claro, freqüento uma academia que me cabe no bolso. Tem os fortões (da cintura pra cima), que se secam tanto no espelho que não sei como não somem. Tem as fortonas… malhadas mesmo. Essas, eu odeio. Odeio por terem o corpo que quero para mim. Tem as magrinhas. Tem os vovôs. Tem os perdidos. Tem os normais. Acho que estou nessa ‘classe’. Ah! E tem os professores. rs

 

Um dia estava eu lá… quando chega uma menina, muito menininha mesmo, uns 17 anos e começa a conversar com o professor. Ele, como de praxe, pergunta quais são os objetivos dela… para poder elaborar um treino mais condizente e blá. Ela lança, com a maior naturalidade, que precisava perder não sei quantos centímetros em duas semanas porque foi o tempo que a agência de modelos deu para ela. Se vocês vissem a cara do professor… entenderiam melhor. Como uma pessoa acha que é possível perder não sei quantos centímetros e diminuir um número do vestuário indo à academia por duas semanas? Gente! Se fosse assim, as academias não estariam hiper lotadas e eu não estaria há quase dois meses freqüentando sem perder 1 milímetro, que seja.

 

Os professores, sempre muito simpáticos! Muito! Acho que é estratégico, sabia? Porque, pelo menos eu, maaaaaaaaaaaaaaaano, pra sair da minha casa e ir à academia é um sacrifício considerável, viu… Então, suponho que o humor da maioria que está lá não é muito bom… imagina se os professores fossem chatos, irritados ou não fizessem elogios? Com certeza tudo seria pior e muita gente não voltaria no dia seguinte para fazer 3 séries de 15 repetições de uns 30 exercícios chatos à beça. Eles sabem disso.

 

Esse post é quase uma homenagem que presto aos insistentes freqüentadores de academia. Não àqueles que gostam e que a tem como hobby, mas aqueles que, como eu, a odeiam, a repudiam e dariam de tudo por uma pílula da malhação, mas continuam dando o ar da graça porque, além de persistir no objetivo de ficar saradinha (hahaha), adora observar as pessoas que ali estão por prazer. Eu adoro gente! Na academia, então… ‘narcisando’ até doer, melhor ainda.

 

Por May.

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