Sobre a parte legal do trabalho.

Maio 9, 2008 at 9:31 pm (Sem categoria)

Sim, ela existe!! Mas ela se perde no meio da rotina louca, relatórios e burocracias. E como eu andava meio mal-humorada com o cotidiano corporativo, resolvi compartilhar um episódio que acabou de acontecer. Explico: hoje fui acompanhar a gravação de uma entrevista para um programa de TV. O assunto? Coleção. De bonecas, pra ser mais específica. Quem coleciona? Um rapaz, que as exibe em duas exposições que rodam o Brasil.

 

No dia-a-dia eu trabalho a divulgação das exposições para as imprensas locais, nas cidades pelas quais elas passam. E agora estamos conseguindo agendar uma série de entrevistas com esse colecionador sobre a coleção dele, de como uma paixão virou negócio – sim, o trabalho dele é coordenar e vender essas exposições para shoppings de todo o país – e todos os assuntos que mais de quatrocentas bonecas pode gerar. A dedicação do cara é absurda! Ele conhece muito sobre a história da boneca, sabe quais são as características de cada uma delas e faz um estudo absurdo das linhas e o que cada uma representa.

 

Eu, apesar de falar diariamente sobre brinquedos, coleções e ter bastante contato com esse colecionador, não conhecia a sua coleção pessoalmente. Então hoje, quando tive a possibilidade de acompanhar essa entrevista, fui lá feliz e contente. E amei! Cheguei à casa dele e logo fomos para o escritório para que eu conhecesse as bonecas. Fiquei lá embasbacada (nenhuma outra palavra traduz melhor a expressão) com os modelos que encontrei por lá. E se eu que estou acostumada a falar das bonecas diariamente fiquei impressionada, vocês deveriam ver a equipe de filmagem. Eram seis pessoas no total. Quatro rapazes e duas moças – incluindo a apresentadora. Não preciso nem dizer que mulher se encanta com boneca, né? Mas os homens não ficam atrás.

 

Passaram um tempão observando as diversas prateleiras recheadas de bonecas enquanto a apresentadora batia um papo com o colecionador para conhecê-lo melhor e fazer com que ele se sentisse à vontade. E eu fiquei lá… ouvindo as histórias dele, concordando com ela como as coleções mexem com quem as tem. Enquanto isso, os produtores e o diretor viam qual era o melhor ângulo para gravar as bonecas, iluminação, áudio – “fecha a janela que a construção atrapalha a sonora” – e ajeita daqui, muda dali. Silêncio. Gravando, Re.

 

E a entrevista rolou. E as histórias iam surgindo, a entrevistadora ia se empolgando com as bonecas, o colecionador ia falando, orgulhoso, de sua dificuldade em conseguir esse ou aquele exemplar, a produtora fotografando para o making-off, o assistente de áudio ia acompanhando, o câmera gravando…

E eu pensando em tudo aquilo: nas bonecas, na produção, no caminho percorrido até a gravação acontecer, em paixões, trabalhos, projetos, sonhos, planos, concretizações. E como é bom essas novas experiências, contatos com pessoas diferentes, visões diferentes. E em como boas coisas acontecem numa sexta-feira pra encerrar bem a semana!

 

Por Carrô.

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